1 Fev, 2017

Número de enfermeiros necessários nos Açores conhecido até final do mês

A direção da secção regional dos Açores da Ordem dos Enfermeiros e o secretário regional da Saúde acordaram que, até final de fevereiro, será concluído o levantamento das necessidades de enfermeiros na Região

A direção da secção regional dos Açores da Ordem dos Enfermeiros e o secretário regional da Saúde acordaram que, até final de fevereiro, será concluído o levantamento das necessidades de profissionais no sistema de saúde açoriano.

“Há um problema, que é reconhecido, de dotação de enfermeiros, com maior incidência nos cuidados de saúde primários. Vamos concluir, com a maior brevidade possível, o levantamento das necessidades e discutir a forma de melhor suprimir estas necessidades”, declarou aos jornalistas Luís Furtado.

O responsável pelos enfermeiros nos Açores, que reuniu hoje em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, com o titular da pasta da Saúde, sustentou que, face ao défice de enfermeiros, há profissionais “cansados e a fazer muitas horas extraordinárias”, o que considerou “não ser bom também para a sustentabilidade financeira” do sistema de saúde.

O dirigente afirmou que faltam apurar as necessidades de enfermeiros em duas unidades de saúde, designadamente da Terceira e São Miguel, tendo salvaguardado, sem apontar um número concreto, que o “défice é considerável” sobretudo nos cuidados de saúde primários.

Luís Furtado disse que outra matéria debatida entre ambas as partes foram “algumas fragilidades” dos núcleos familiares nos cuidados de saúde primários que estão relacionadas com “falta de preparação na sua implementação”.

“A aplicabilidade da circular em determinados universos de ilha não era aquela que é em unidades de saúde de ilha maiores. Por exemplo, em São Miguel, que tem uma organização diferente, com mais população e recursos do que uma unidade de saúde de ilha de São Jorge ou Pico, não se podia aplicar o documento linearmente, como era proposto”, declarou o responsável.

O secretário regional da Saúde referiu, por seu turno, que “foi demonstrado de ambas as partes a vontade de serem verdadeiros parceiros” na execução das políticas do setor.

Rui Luís considerou qu