Nacional - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/nacional/ Notícias sobre saúde Wed, 27 May 2026 13:17:28 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Nacional - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/nacional/ 32 32 Cerca de 160 camas intermédias já funcionam para aliviar hospitais https://saudeonline.pt/cerca-de-160-camas-intermedias-ja-funcionam-para-aliviar-hospitais/ Wed, 27 May 2026 13:17:28 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187363 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Cerca de 160 camas intermédias já funcionam para aliviar hospitais aparece primeiro em Saúde Online.

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Lisboa perde 2.000 camas e agrava pressão nos cuidados continuados, alerta associação https://saudeonline.pt/lisboa-perde-2-000-camas-e-agrava-pressao-nos-cuidados-continuados-alerta-associacao/ https://saudeonline.pt/lisboa-perde-2-000-camas-e-agrava-pressao-nos-cuidados-continuados-alerta-associacao/#respond Wed, 27 May 2026 13:09:22 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187361 José Bourdain, presidente da ANCC, criticou a burocracia associada à entrada em funcionamento de novas camas de cuidados continuados, relatando casos de unidades que permanecem cerca de um ano à espera de aprovação administrativa, apesar de já terem instalações disponíveis.

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A Associação Nacional de Cuidados Continuados (ANCC) afirmou que cerca de 2.000 camas previstas no PRR para Lisboa e Vale do Tejo ficaram por executar, admitindo que a falta de resposta poderá agravar os internamentos sociais na região. Ouvido na Comissão Parlamentar de Saúde, a requerimento do PS, sobre “o agravamento dos internamentos sociais”, o presidente da ANCC confirmou “um agravamento” da situação, numa altura em que estes casos aumentaram para 2.800 em março deste ano, ocupando 14% das camas dos hospitais públicos após alta clínica.

Para José Bourdain, “a solução” para esta situação poderá passar pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e pelo Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES), com a abertura de mais respostas em apoio domiciliário, estruturas residenciais para pessoas idosas (ERPI) e camas em cuidados continuados. “Ainda assim, admito que o problema não se resolverá por completo, embora possa melhorar sobretudo no Norte e no Centro do país”, afirmou.

Já em Lisboa e Vale do Tejo, disse acreditar que o cenário “irá manter-se ou até mesmo agravar-se” devido aos atrasos na execução do PRR na área dos cuidados continuados. “O PRR, na minha opinião, foi catastrófico”, afirmou, sublinhando que “dois terços do PRR ficaram por executar” nesta área, devido aos atrasos que começaram no anterior Governo e se prolongaram no atual executivo.

José Bourdain criticou ainda a burocracia associada à entrada em funcionamento de novas camas de cuidados continuados, relatando casos de unidades que permanecem cerca de um ano à espera de aprovação administrativa, apesar de já terem instalações disponíveis. Durante a audição, o responsável reiterou que o principal problema da rede continua a ser o “subfinanciamento crónico” das unidades.

Apesar da criação de novas camas financiadas pelo PRR, várias unidades têm encerrado por falta de sustentabilidade financeira. “Temos capacidade instalada e devido ao subfinanciamento deixámos fechar camas, deixámos fechar edifícios”, afirmou, indicando que nos últimos anos encerraram mais de 300 camas. Só no final do ano passado fecharam 110 e no final de março deste ano mais 58 camas.

José Bourdain criticou ainda o atraso na aplicação dos aumentos previstos para o setor social, afirmando que os compromissos assinados pelos governos continuam “no papel”, apesar do aumento dos custos das instituições, sobretudo com salários. “Os salários aumentam, mas depois a receita fica exatamente igual. Portanto, matematicamente é uma equação impossível”, declarou.

Sobre as chamadas “camas intermédias”, medida defendida pelo atual Governo, admitiu que poderá ser “uma solução interessante”, mas considerou que “a curto prazo” terá impacto reduzido, uma vez que as instituições tendem a utilizar as camas disponíveis para respostas permanentes, como cuidados continuados ou estruturas residenciais para idosos.

O responsável defendeu ainda que o reforço da rede de cuidados continuados, das ERPI e do apoio domiciliário permitiria aliviar a pressão sobre os hospitais. “Se os apoios domiciliários funcionarem bem, se as ERPI funcionarem bem, se a rede de cuidados continuados funcionar bem (…), os hospitais são perfeitamente capazes de dar resposta às necessidades da população”, afirmou, defendendo que atualmente parte da pressão hospitalar resulta da permanência de pessoas que “não deviam estar lá”.

Na parte final da audição, José Bourdain criticou a composição dos grupos de trabalho ligados aos cuidados continuados, considerando que faltam representantes com conhecimento técnico e experiência prática na área. “O que se espera dos responsáveis políticos é que basicamente nos ouvissem, que infelizmente não ouvem”, concluiu o presidente da ANCC, que representa cerca de 20% da rede de cuidados continuados.

SO/LUSA

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Sindicato diz que médicos do São João não conseguem descansar, mas administração nega https://saudeonline.pt/sindicato-diz-que-medicos-do-sao-joao-nao-conseguem-descansar-mas-administracao-nega/ Wed, 27 May 2026 10:40:14 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187357 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Sindicato diz que médicos do São João não conseguem descansar, mas administração nega aparece primeiro em Saúde Online.

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ULS da Cova da Beira quer criar na região a primeira “Blue Zone” do país https://saudeonline.pt/uls-da-cova-da-beira-quer-criar-na-regiao-a-primeira-blue-zone-do-pais/ https://saudeonline.pt/uls-da-cova-da-beira-quer-criar-na-regiao-a-primeira-blue-zone-do-pais/#respond Wed, 27 May 2026 10:28:07 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187355 “A construção de uma ‘Blue Zone’ na Cova da Beira representa uma ambição mobilizadora: criar condições para que cada cidadão possa viver mais anos, com maior saúde, autonomia, dignidade e bem-estar”, avança a ULS.

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A ULS Cova da Beira quer criar a primeira “Blue Zone” do país, um território onde a população vive mais anos, com saúde, qualidade de vida e autonomia. O Conselho de Administração da ULS Cova da Beira reúne, na quinta-feira, com autarcas da região dos concelhos da sua área de influência para lançar uma visão estratégica e colaborativa para a construção de uma região de longevidade saudável, inspirada no conceito internacionalmente reconhecido das “Blue Zones”.

Segundo a ULS Cova da Beira, esta reunião constituirá um momento de reflexão e de construção conjunta, no qual serão apresentados projetos já em desenvolvimento na instituição de saúde.

Pretende também recolher os contributos das autarquias para a definição de medidas concretas para a promoção do envelhecimento ativo e saudável, a prevenção da doença e da fragilidade, a redução da solidão e do isolamento social, a melhoria do acesso aos cuidados de saúde, a criação de ambientes urbanos mais saudáveis e inclusivos, e o reforço das redes comunitárias de apoio. “É neste enquadramento que a ULS Cova da Beira assume o propósito de impulsionar, em estreita articulação com os municípios, juntas de freguesia e outras entidades que se venham a associar, uma estratégia integrada que permita transformar a Cova da Beira numa verdadeira ‘Blue Zone’ portuguesa”.

A instituição de saúde quer ainda debater a possibilidade de criação de uma estrutura colaborativa de âmbito regional dedicada à promoção da longevidade saudável, capaz de congregar esforços, partilhar boas práticas e potenciar o impacto das iniciativas no terreno. “Esta visão assenta na convicção de que a promoção da saúde e do bem-estar exige uma ação sustentada entre todos os agentes do território, colocando as comunidades no centro das políticas públicas e valorizando a prevenção, a proximidade e a participação cívica”.

A ULS Cova da Beira está confiante no empenho das autarquias e de toda a comunidade para transformar este propósito numa referência nacional de cooperação entre saúde, poder local e sociedade civil. “A construção de uma ‘Blue Zone’ na Cova da Beira representa uma ambição mobilizadora: criar condições para que cada cidadão possa viver mais anos, com maior saúde, autonomia, dignidade e bem-estar”.

SO/LUSA

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Quase três em cada quatro utentes realizam ações de prevenção no SNS https://saudeonline.pt/quase-tres-em-cada-quatro-utentes-realizam-acoes-de-prevencao-no-sns/ https://saudeonline.pt/quase-tres-em-cada-quatro-utentes-realizam-acoes-de-prevencao-no-sns/#respond Wed, 27 May 2026 10:18:57 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187353 Dos que realizaram ações de prevenção, 67,8% procuraram o SNS para análises clínicas de rotina, 61,8% para consultas de rotina/check-up e 50,6% para exames de diagnóstico.

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Quase três em cada quatro utentes realizaram no último ano uma ação de prevenção, como análises clínicas e consultas de rotina, no Serviço Nacional de Saúde (SNS), indica um estudo hoje divulgado. A prevenção é a nova dimensão do Índice de Saúde Sustentável 2025/26, desenvolvido pela Nova Information Management School (Nova IMS), que avalia anualmente a sustentabilidade do SNS, integrando o desempenho assistencial, acesso, capacidade de resposta, capacidade preventiva e sustentabilidade financeira. Segundo o estudo, a que a Lusa teve acesso e que será hoje apresentado, em Lisboa, 73% dos utentes realizaram pelo menos uma ação de prevenção.

Dos que o fizeram, 67,8% procuraram o SNS para análises clínicas de rotina, 61,8% para consultas de rotina/check-up e 50,6% para exames de diagnóstico para controlo preventivo. Cerca de um terço (32%) realizou ações preventivas no setor privado.

Para calcular o índice de sustentabilidade do SNS são usadas componentes como a capacidade/resposta assistencial, a qualidade (técnica percecionada), o acesso e a sustentabilidade financeira, com diferentes ponderações e todas elas convertidas numa escala de 0 a 100.

Em declarações à Lusa, o coordenador do estudo, Pedro Simões Coelho, explicou os motivos que levaram este ano a atualizar a metodologia para o cálculo do índice de sustentabilidade: “antes tínhamos um sistema de saúde que estava totalmente virado para atividade, para a produção. Agora temos um sistema que é financiado pela capitação e que deverá incentivar a prevenção”. “Um sistema de saúde cuja despesa tem vindo a crescer deixará de ser sustentável, a prazo, se não apostar na prevenção”, acrescentou.

O especialista confessou que a fotografia dada pela nova componente do índice (prevenção) foi “uma boa surpresa”: “Estava à espera de termos uma fotografia de um sistema muito virado para tratar os pacientes críticos e os crónicos, e não tanto para a prevenção”. “Nos cálculos que fizemos, a prevenção tem um valor bastante elevado [quase 65 pontos, em 100]. É o segundo maior, logo a seguir à qualidade”, sublinhou, acrescentando que “é um dos principais pontos fortes do sistema”.

Ainda sobre a prevenção, Pedro Simões Coelho diz-se convencido de que será a única chave para o SNS sair de “um circuito permanente de crescimento de despesa muito grande e de crescimento muito anémico da atividade”.

Os três pontos mais fracos do SNS, segundo os dados recolhidos, são o acesso, a capacidade de resposta assistencial e a sustentabilidade financeira, devido à grande pressão do crescimento da despesa. “O futuro do SNS terá que passar pela prevenção e isso liga-se com a inovação”, afirmou o responsável, considerando essencial, no futuro, dar o salto para uma escala diferente, que traga “uma prevenção mais personalizada”, o que só se conseguirá com “uma maior utilização de dados e de ferramentas analíticas”.

Globalmente, os utentes continuam a considerar o preço do SNS adequado e apenas 12% considera o valor das taxas moderadores desadequado. Contudo, os dados mostram que há uma ideia errada (muitas vezes sobrestimada) sobre os valores efetivamente cobrados, tanto nas consultas como nos internamentos. Subiu ligeiramente a percentagem de utentes (12%, mais 1,4 pontos percentuais) que não comprou medicamentos por causa do preço.

Na ótica dos utentes, os profissionais de saúde são o ponto forte do SNS. Já os tempos de espera, o acesso aos cuidados e o contacto com os serviços de saúde são os principais pontos fracos e, por isso, devem ser as áreas prioritárias de atuação.

Mais de metade dá nota positiva à modernização no SNS, exceto no acesso à inovação

De acordo com o mesmo estudo, mais de metade dos utentes avaliam de forma positiva ou muito positiva a modernização tecnológica dos equipamentos usados no Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas apenas um terço diz que os doentes têm acesso atempado a medicamentos inovadores.

Sobre a inovação digital e em termos de organização, a maioria acredita que o SNS utiliza adequadamente tecnologias digitais (61%) e que se adapta rapidamente a novos desafios de saúde (57%). Contudo, os utentes mostram-se menos confiantes quanto à inovação terapêutica: apenas 34% acredita que os doentes em Portugal têm acesso atempado a novos medicamentos inovadores através do Serviço Nacional de Saúde.

Menos de um terço (30%) acredita que o SNS é rápido a incorporar novos tratamentos e tecnologias de saúde em comparação com outros países da União Europeia. “A população considera que o SNS está muito bem apetrechado para ser capaz de utilizar tecnologias e de ter alguma inovação em termos de organização, (…) mas apenas uma minoria, à volta dos 30%, diz que, de facto, ele é capaz de oferecer inovação terapêutica atempada aos doentes, nomeadamente o acesso aos medicamentos inovadores”, explicou à Lusa o coordenador do estudo, Pedro Simões Coelho, sublinhando que este é um tema que “preocupa a população”.

Para mostrar a preocupação da população com o acesso à inovação, Pedro Simões Coelho disse que, colocados sob o cenário de o SNS ter de repente recursos para aliviar os tempos de espera ou para dar acesso mais rápido a medicamentos inovadores, a maioria diz que repartiria os recursos de forma igual pelas duas opções.

“Para mim é sintomático”, afirmou o responsável, acrescentando: “o tempo de espera é o que a pessoa sente como mais premente no momento imediato. Haver tanta gente que diz que abdica um bocadinho da redução dos tempos de espera, se isso permitir ter acesso a tratamentos inovadores mais rapidamente, mostra bem que é um tema está na preocupação das pessoas”.

Os dados mostram que a maioria dos portugueses confia que o SNS conseguirá manter-se tecnologicamente atualizado nos próximos cinco anos (57%) e concorda que o investimento em inovação é essencial para a sustentabilidade futura do serviço público de saúde (89%).

 

SO/LUSA

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Investimento no SNS permitiu retorno de 10,2 mil milhões na economia, de acordo com estudo https://saudeonline.pt/investimento-no-sns-permitiu-retorno-de-102-mil-milhoes-na-economia-de-acordo-com-estudo/ Wed, 27 May 2026 10:09:10 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187351 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Investimento no SNS permitiu retorno de 10,2 mil milhões na economia, de acordo com estudo aparece primeiro em Saúde Online.

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