Med-Interna - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/med-interna/ Notícias sobre saúde Tue, 23 Jun 2026 14:30:32 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Med-Interna - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/med-interna/ 32 32 Cientista português recebe 2,5 milhões de euros para estudar como pigmento bilirrubina atua contra malária https://saudeonline.pt/cientista-portugues-recebe-25-milhoes-de-euros-para-estudar-como-pigmento-bilirrubina-atua-contra-malaria/ https://saudeonline.pt/cientista-portugues-recebe-25-milhoes-de-euros-para-estudar-como-pigmento-bilirrubina-atua-contra-malaria/#respond Tue, 23 Jun 2026 14:19:52 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187818 Miguel Soares, do Instituto Gulbenkian de Medicina Molecular, descobriu que a acumulação de bilirrubina, comum nos doentes com malária mais grave, pode ser uma resposta adaptativa do corpo que confere proteção contra a doença ao matar o parasita na origem da infeção, limitando a sua propagação e reduzindo danos nas células.

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O cientista Miguel Soares vai receber uma bolsa de 2,5 milhões de euros para estudar como o aumento do pigmento bilirrubina, que causa icterícia, pode atuar contra a malária. O anúncio foi feito hoje em comunicado pelo Instituto Gulbenkian de Medicina Molecular, onde o investigador lidera o Laboratório de Inflamação.

A bolsa de 2,5 milhões de euros com que Miguel Soares foi distinguido pelo Conselho Europeu de Investigação, a segunda do género na sua carreira, vai permitir, a si e à restante equipa, estudar nos próximos cinco anos como a bilirrubina, que em níveis elevados no sangue provoca icterícia, “pode atuar contra o parasita da malária, proteger os tecidos do hospedeiro e influenciar a resposta imunitária”.

Num estudo anterior, divulgado há um ano na revista científica Science, Miguel Soares descobriu que a acumulação de bilirrubina, comum nos doentes com malária mais grave, pode ser uma resposta adaptativa do corpo que confere proteção contra a doença ao matar o parasita na origem da infeção, limitando a sua propagação e reduzindo danos nas células.

A equipa propõe-se agora “mapear as múltiplas formas como a bilirrubina”, pigmento processado no fígado e eliminado em condições normais pela bílis, “pode atuar durante a infeção por malária: como arma contra o parasita, como escudo para os tecidos do hospedeiro e como potencial modulador das respostas imunitárias e da eficácia das vacinas”.

Para Miguel Soares, coordenador do trabalho, que recorrerá a modelos animais e a células humanas, ao se perceber como a bilirrubina pode proteger contra a malária será possível no futuro “desenvolver intervenções terapêuticas” contra a doença.

Em 2024, segundo as mais recentes estimativas publicadas pela Organização Mundial de Saúde, a malária atingiu 282 milhões de pessoas, matando 610 mil. África é região do mundo que concentra a maioria dos casos (95%) e onde as crianças com menos de 5 anos morrem em maior número (75%).

SO/LUSA

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FAES FARMA organiza mais um podcast sobre gota ou artrite gotosa para alertar para doença crónica e sistémica https://faesfarma.pt/podcast/conversas-gota-a-gota/?utm_source=saudeonline&utm_medium=saudeonline&utm_campaign=saudeonline#new_tab https://faesfarma.pt/podcast/conversas-gota-a-gota/?utm_source=saudeonline&utm_medium=saudeonline&utm_campaign=saudeonline#new_tab#respond Tue, 23 Jun 2026 08:55:14 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187804 A FAES FARMA está a organizar podcasts para abordar a temática "A Gota e a Hiperuricemia na prática clínica". A iniciativa destina-se exclusivamente a profissionais de saúde e tem como objetivo alertar para a artrite gotosa que costuma ser tratada como doença aguda, apesar de ser crónica e sistémica.

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A gota ou artrite gotosa afeta cerca de 2% da população portuguesa, mas continua a ser frequentemente abordada como uma doença aguda quando é, na verdade, uma doença crónica e sistémica. O Conversas Gota a Gota é um podcast dirigido a profissionais de saúde que reúne quatro especialidades — Medicina Geral e Familiar, Medicina Interna, Reumatologia e Cardiologia — para discutir a gota e a hiperuricemia a partir da prática clínica de cada uma.

Ao longo dos episódios, a moderadora Fernanda Freitas conversa com especialistas sobre os pontos onde o acompanhamento da doença mais falha: a identificação precoce da hiperuricemia, a inércia terapêutica na titulação, o alvo de uricemia <6 mg/dL que raramente se atinge, e a articulação entre especialidades ao longo do percurso do doente.

A inscrição pode ser feita AQUI.

SO/COMUNICADO

 

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Nove em cada dez pessoas com paramiloidose sem apoio domiciliário https://saudeonline.pt/nove-em-cada-dez-pessoas-com-paramiloidose-sem-apoio-domiciliario/ Mon, 22 Jun 2026 09:52:39 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187785 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Nove em cada dez pessoas com paramiloidose sem apoio domiciliário aparece primeiro em Saúde Online.

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Novos medicamentos para doença neurodegenerativa e cancro no cérebro no SNS https://saudeonline.pt/novos-medicamentos-para-doenca-neurodegenerativa-e-cancro-no-cerebro-no-sns/ Fri, 19 Jun 2026 08:13:24 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187748 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Novos medicamentos para doença neurodegenerativa e cancro no cérebro no SNS aparece primeiro em Saúde Online.

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Gilead, GeSIDA e APECS desenvolvem primeiros algoritmos clínicos para melhorar cuidados em VIH na população migrante e em quem pratica chemsex https://saudeonline.pt/gilead-gesida-e-apecs-desenvolvem-primeiros-algoritmos-clinicos-para-melhorar-cuidados-em-vih-na-populacao-migrante-e-em-quem-pratica-chemsex/ https://saudeonline.pt/gilead-gesida-e-apecs-desenvolvem-primeiros-algoritmos-clinicos-para-melhorar-cuidados-em-vih-na-populacao-migrante-e-em-quem-pratica-chemsex/#respond Wed, 17 Jun 2026 10:17:42 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187700 Estes algoritmos procuram dar resposta às necessidades de duas populações com necessidades médicas ainda não satisfeitas na área de VIH, para os quais continuam a não existir protocolos homogéneos de abordagem em Espanha e Portugal.

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O Grupo de Estudo da SIDA (GeSIDA) e a Associação Portuguesa para o Estudo Clínico da SIDA (APECS), com a colaboração da Gilead Sciences, impulsionaram o desenvolvimento dos primeiros algoritmos para otimizar a identificação e a abordagem clínica de pessoas migrantes com VIH e de pessoas com VIH que praticam chemsex, promovendo uma resposta multidisciplinar e adaptada às necessidades específicas destas populações em Espanha e Portugal.

Esses algoritmos foram criados para dar uma resposta prática e abrangente a desafios assistenciais para os quais ainda não existem protocolos homogéneos nos dois países, traduzindo para a prática clínica recomendações concretas e implementáveis a diferentes níveis, orientadas para melhorar o acesso aos cuidados de saúde, a continuidade assistencial, a adesão ao tratamento e a saúde a longo prazo.

Estas linhas estratégicas inscrevem-se no âmbito do MOVIHMENTO AHORA, uma iniciativa da GeSIDA e da Gilead, que conta com o apoio da Associação RIS, CESIDA e SEISIDA, que promove uma evolução na abordagem da infeção por VIH, colocando o foco na forma de acompanhar as pessoas com o vírus ao longo da sua vida e na importância de escolher estratégias terapêuticas capazes de manter a sua cobertura de forma sustentada1.

Nas palavras de Marisa Álvarez, Medical Affairs Director da Gilead Sciences para Espanha e Portugal, “na Gilead, acreditamos que a abordagem ao VIH deve integrar uma visão global e centrada na pessoa, que enquadre a sua saúde sob diferentes perspetivas e ao longo das várias fases da sua vida. Com o MOVIHMENTO AHORA, damos mais um passo nesse compromisso, apoiando as estratégias de cuidados que tenham em conta a complexidade real da vida das pessoas com VIH, especialmente aquelas com necessidades médicas importantes não atendidas, e que contribuam para proteger a sua saúde hoje e a longo prazo. Porque a vida é TUDO, menos simples.”

Sobre esta iniciativa, a GeSIDA destacou a importância da colaboração multidisciplinar entre as equipas de Espanha e Portugal para o desenvolvimento de soluções adaptadas aos desafios atuais do tratamento da infeção por VIH. “Na GeSIDA, acreditamos que partilhar perspetivas diversas face a desafios comuns é fundamental para enriquecer as abordagens e avançar no sentido de respostas mais eficazes e centradas nas pessoas”, refere a María Velasco, infeciologista do Hospital de Alcorcón e Presidente da GeSIDA.

Por seu lado, Fernando Maltez, presidente da APECS e infeciologista na Unidade Local de Saúde São José, em Lisboa, apoia esta visão e destaca o valor de estratégias colaborativas para uma prestação de cuidados mais eficaz. “A colaboração entre as nossas sociedades é fundamental para promover uma intervenção mais uniforme, eficaz e produtiva, especialmente em áreas como a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da infeção por VIH nas nossas populações”, destaca.

Um primeiro passo para avançar rumo a cuidados mais personalizados

Os algoritmos resultam do trabalho conjunto de equipas multidisciplinares de Espanha e Portugal, coordenadas por María Velasco, infeciologista no Hospital de Alcorcón e presidente da GeSIDA, e María Martínez, infeciologista no Hospital Clínic de Barcelona. Com base no consenso e na integração das perspetivas de profissionais de infeciologia, psiquiatria, enfermagem, psicologia e representantes da comunidade, estes algoritmos pretendem transferir para a prática clínica recomendações concretas e aplicáveis, de acordo com os recursos disponíveis em cada contexto.

No caso da população migrante, o algoritmo aborda áreas-chave, como o acesso ao sistema, a avaliação inicial e a retenção nos cuidados, dando prioridade à eliminação de barreiras, à flexibilidade organizacional e à adaptação à heterogeneidade e vulnerabilidade destas pessoas. Os cuidados clínicos da infeção por VIH e outras infeções centram–se numa história clínica completa, no início ou reinício rápido do tratamento antirretroviral, no controlo virológico precoce e na prevenção de coinfeções, como as da hepatite B e C, e de patologias importadas. Além disso, a abordagem prevê uma avaliação proativa e contínua da saúde mental, do impacto da jornada migratória e do estatuto de migrante, bem como do estigma, facilitando o acesso a recursos comunitários, sociais e jurídicos. Tudo isto, através de uma comunicação eficaz e culturalmente sensível, apoiada por mediadores-intérpretes, materiais adaptados e um ambiente seguro que promova a confiança e, consequentemente, a continuidade dos cuidados.

Por seu lado, as recomendações do algoritmo centrado nas pessoas que praticam chemsex estruturam-se em quatro eixos complementares: uma identificação proativa e sensível do chemsex, incorporando perguntas de rastreio e uma linguagem acessível que facilite a deteção precoce; um tratamento clínico adequado do VIH e das IST, orientado para reforçar a adesão ao tratamento antirretroviral, manter o controlo da carga viral e prevenir o aparecimento de resistências, considerando possíveis interações com as substâncias recreativas utilizadas no chemsex e as dificuldades associadas a estas práticas; uma abordagem integral das comorbidades e dos aspetos psicossociais, que contemple de forma sistemática a saúde mental e sexual, com o objetivo de oferecer uma atenção mais global e coordenada; e um apoio inicial e acompanhamento contínuo, centrado na pessoa, isento de julgamentos e baseado numa entrevista motivacional, que facilite a ligação sustentada aos recursos de saúde, comunitários e psicossociais disponíveis.

Este trabalho concretizou-se em dois trípticos que servirão de base para a divulgação inicial das recomendações através de diversos canais científicos e profissionais. Esses materiais incluem também um repositório digital de recursos e ferramentas de interesse tanto para os profissionais de saúde como para as pessoas com VIH e estão disponíveis nos sites de cada uma das sociedades.

Com eles, o projeto MOVIHMENTO AHORA continua a dar passos para consolidar um modelo de cuidados mais equitativo e sensível à complexidade real da vida das pessoas com VIH, com o objetivo comum de proteger o seu bem-estar hoje e no futuro.

COMUNICADO

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Estudo identifica proteína crucial para diferenças de saúde entre sexos https://saudeonline.pt/estudo-identifica-proteina-crucial-para-diferencas-de-saude-entre-sexos/ Tue, 16 Jun 2026 08:52:16 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187665 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Estudo identifica proteína crucial para diferenças de saúde entre sexos aparece primeiro em Saúde Online.

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