Gastronline - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/gastronline/ Notícias sobre saúde Tue, 23 Jun 2026 08:25:08 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Gastronline - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/gastronline/ 32 32 Frutas ao jantar melhoram controlo da glicose em adultos com obesidade, indica estudo https://saudeonline.pt/frutas-ao-jantar-melhoram-controlo-da-glicose-em-adultos-com-obesidade-indica-estudo/ Tue, 23 Jun 2026 08:25:08 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187802 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Frutas ao jantar melhoram controlo da glicose em adultos com obesidade, indica estudo aparece primeiro em Saúde Online.

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Obesidade abranda em Portugal e na Europa Ocidental mas continua a crescer em países pobres https://saudeonline.pt/obesidade-abranda-em-portugal-e-na-europa-ocidental-mas-continua-a-crescer-em-paises-pobres/ https://saudeonline.pt/obesidade-abranda-em-portugal-e-na-europa-ocidental-mas-continua-a-crescer-em-paises-pobres/#respond Mon, 25 May 2026 09:48:14 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187301 A obesidade está a desacelerar em países da Europa Ocidental, incluindo Portugal, mas continua a aumentar de forma consistente em regiões mais desfavorecidas, concluiu um estudo internacional com participação de investigadores da Universidade de Coimbra.

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Obesidade abranda em Portugal e na Europa Ocidental mas continua a crescer em países pobres

O estudo, publicado na revista científica Nature, analisou a evolução da obesidade em 200 países e territórios entre 1980 e 2024, com base em mais de 4 mil estudos populacionais e dados de mais de 232 milhões de participantes.

A investigação foi liderada pela NCD Risk Factor Collaboration em parceria com o Imperial College London e contou com a participação de investigadores da Universidade de Coimbra.

Segundo a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), os resultados mostram uma “desaceleração histórica” da obesidade na Europa Ocidental, apontando para sinais de estabilização e até de possível inversão em alguns países de elevado rendimento.

Portugal, Itália e França são apontados como exemplos de países onde se verificou uma redução da obesidade infantil e juvenil desde os anos 2000.

“Após um aumento rápido e sustentado da prevalência da obesidade ao longo das últimas décadas do século XX, observa-se agora um abrandamento claro desse crescimento na maioria dos países de elevado rendimento”, refere a FCTUC, em comunicado.

Em contrapartida, o estudo alerta para um crescimento contínuo da obesidade em países de baixo rendimento, sobretudo em regiões de África, Ásia, América Latina, Caraíbas e ilhas do Pacífico.

Em declarações à Lusa, o investigador do Centro de Investigação em Antropologia e Saúde da FCTUC, Aristides Machado-Rodrigues, afirmou que os resultados mostram que a ideia de uma epidemia global de obesidade “pode ser uma simplificação excessiva”, uma vez que existem trajetórias muito diferentes entre países e regiões.

O investigador destacou ainda a relação entre obesidade e desigualdade económica, sublinhando que os alimentos menos saudáveis tendem a ser mais baratos e acessíveis.

“Os alimentos mais nefastos, hipercalóricos e ricos em açúcar e gordura, têm custos mais baixos”, afirmou.

Sobre a evolução mais favorável em vários países ocidentais, Aristides Machado-Rodrigues apontou o impacto de políticas públicas de promoção da alimentação saudável, combate ao sedentarismo e incentivo à prática de atividade física.

“Há uma combinação de fatores políticos e sociais que só se manifesta em períodos temporais mais longos e que começa agora a revelar sinais de estabilização em algumas sociedades”, explicou.

O estudo contou ainda com a participação dos investigadores da Universidade de Coimbra Cristina Padez, Daniela Rodrigues, Helena Nogueira, Luísa Macieira, Lélita Santos e Anabela Mota-Pinto.

LUSA/SO

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“O acesso a consultas diferenciadas de DII não é igual em todos os centros” https://saudeonline.pt/o-acesso-a-consultas-diferenciadas-de-dii-nao-e-igual-em-todos-os-centros/ Tue, 19 May 2026 14:04:55 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187128 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> “O acesso a consultas diferenciadas de DII não é igual em todos os centros” aparece primeiro em Saúde Online.

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OMS alerta que hepatite viral continua a ser desafio global apesar de progressos https://saudeonline.pt/oms-alerta-que-hepatite-viral-continua-a-ser-desafio-global-apesar-de-progressos/ https://saudeonline.pt/oms-alerta-que-hepatite-viral-continua-a-ser-desafio-global-apesar-de-progressos/#respond Tue, 28 Apr 2026 13:04:18 +0000 https://saudeonline.pt/?p=186459 O relatório da OMS, apresentado durante a Cimeira Mundial da Hepatite, destaca “avanços significativos” desde 2015, nomeadamente uma redução de 32% nas novas infeções por hepatite B e uma diminuição de 12% nas mortes relacionadas com a hepatite C a nível global.

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A Organização Mundial da Saúde alertou, hoje, que a hepatite viral continua a representar um “desafio global” para a saúde pública, apesar de reconhecer avanços na redução de infeções e mortes em vários países. De acordo com os dados mais recentes, as hepatites B e C — responsáveis por cerca de 95% das mortes associadas à doença — provocaram 1,34 milhões de mortes em 2024. Ao mesmo tempo, a transmissão mantém-se elevada, com cerca de 4.900 novas infeções por dia, o equivalente a 1,8 milhões por ano.

O relatório, apresentado durante a Cimeira Mundial da Hepatite, destaca “avanços significativos” desde 2015, nomeadamente uma redução de 32% nas novas infeções por hepatite B e uma diminuição de 12% nas mortes relacionadas com a hepatite C a nível global. Entre os indicadores positivos, a prevalência da hepatite B em crianças com menos de cinco anos desceu para 0,6%, com 85 países a atingir ou superar a meta de 0,1% definida para 2030.

Ainda assim, a OMS considera que o ritmo de progresso é insuficiente. “Os países estão a mostrar que eliminar a hepatite não é um sonho impossível”, afirmou o diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus, sublinhando, contudo, que a evolução é “lenta e desigual”. Segundo o responsável, milhões de pessoas continuam sem diagnóstico ou tratamento devido ao estigma, à fragilidade dos sistemas de saúde e ao acesso desigual aos cuidados.

As estimativas apontam para 287 milhões de pessoas a viver com infeção crónica por hepatite B ou C em 2024. Nesse ano, registaram-se 900 mil novas infeções por hepatite B, sendo que a Região Africana concentrou 68% desses casos, apesar de apenas 17% dos recém-nascidos receberem vacinação à nascença. No caso da hepatite C, foram registadas igualmente 900 mil novas infeções, com 44% associadas ao consumo de drogas injetáveis, o que evidencia a necessidade de reforçar medidas de redução de danos e práticas seguras.

Os dados mostram ainda lacunas significativas no tratamento: menos de 5% das 240 milhões de pessoas com hepatite B crónica estavam a receber terapêutica em 2024, enquanto apenas 20% dos doentes com hepatite C foram tratados desde 2015, apesar da existência de um regime terapêutico de 12 semanas com taxa de cura de cerca de 95%. Devido a estas limitações, estima-se que 1,1 milhões de pessoas tenham morrido de hepatite B e 240 mil de hepatite C em 2024, sendo a cirrose hepática e o carcinoma hepatocelular as principais causas de morte.

A OMS destaca ainda que a maioria das mortes por hepatite B ocorre em regiões como África e Pacífico Ocidental, enquanto as mortes por hepatite C estão mais distribuídas geograficamente. Apesar do cenário, a organização sublinha que países como Egito, Geórgia, Ruanda e Reino Unido demonstram que a eliminação da hepatite como problema de saúde pública é possível com investimento contínuo e compromisso político.

O relatório identifica como prioridades o reforço do acesso ao tratamento da hepatite B, sobretudo em África e no Pacífico Ocidental, e a expansão dos cuidados para hepatite C, especialmente na região do Mediterrâneo Oriental.

SO/LUSA

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