Jornal Médico de Família - Notícias e Atualização | Saúde Online Notícias sobre saúde Fri, 24 Jul 2026 13:55:59 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Jornal Médico de Família - Notícias e Atualização | Saúde Online 32 32 Sindicato considera incompreensível quatro meses para colocação de médicos de família https://saudeonline.pt/sindicato-considera-incompreensivel-quatro-meses-para-colocacao-de-medicos-de-familia/ https://saudeonline.pt/sindicato-considera-incompreensivel-quatro-meses-para-colocacao-de-medicos-de-familia/#respond Fri, 24 Jul 2026 13:55:40 +0000 https://saudeonline.pt/?p=188778 Em causa está o concurso de âmbito nacional que disponibilizou um total de 711 vagas - todas as que tinham sido solicitadas pelas unidades locais de saúde (ULS) - e que permitiu a colocação de 273 médicos de família nos centros de saúde.

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A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) considerou incompreensível a colocação de médicos de família, num processo que levou quatro meses entre o fim da formação dos novos especialistas de Medicina Geral e Familiar e a sua colocação nos centros de saúde.

Os recém-especialistas terminaram a formação em março, permaneceram meses sem saber quando seria aberto o concurso, escolheram vagas apenas em junho e iniciaram funções em julho”, lamentou a estrutura sindical, para quem este “atraso é incompreensível” num país que enfrenta “uma das maiores carências de médicos de família da sua história”.

Num comunicado sobre o resultado do último concurso nacional para colocação de médicos de família no Serviço Nacional de Saúde (SNS), a FNAM salientou ainda que este período entre março e julho representou “quatro meses perdidos” para os cerca de 1,6 milhões de utentes que não têm um especialista de medicina geral e familiar atribuído.

Em causa está o concurso de âmbito nacional que disponibilizou um total de 711 vagas – todas as que tinham sido solicitadas pelas unidades locais de saúde (ULS) – e que permitiu a colocação de 273 médicos de família nos centros de saúde.

Segundo a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), responsável pelo concurso, com a entrada destes novos 273 médicos de família no SNS, vai ser possível atribuir médico de família a cerca de 400 mil utentes.

Para a FNAM, que congrega três sindicatos médicos, estes números demonstram que o problema do SNS deixou de ser apenas a abertura de concursos, mas sim conseguir tornar este serviço público “suficientemente atrativo” para fixar profissionais de saúde, argumentando que, dos 441 candidatos admitidos, apenas 62% escolheram uma vaga disponível.

A estrutura sindical salientou também que um “processo de recrutamento minimamente sério” exige que os calendários anuais de concursos sejam conhecidos e cumpridos, a abertura atempada dos concursos imediatamente após a conclusão da formação especializada, períodos de escolha de vagas suficientemente alargados e manutenção das vagas não preenchidas abertas em permanência.

“Quando 38% dos candidatos admitidos optam por não ingressar no SNS, o Ministério da Saúde tem a obrigação de perceber porquê”, defendeu ainda a FNAM, que considerou indispensável auscultar os médicos que recusaram uma vaga, identificando os motivos da sua decisão e adotando medidas concretas para inverter a situação.

Em maio deste ano, mais de 1,6 milhões de pessoas não tinha médico de família, cerca de 1,1 milhões das quais em Lisboa e Vale do Tejo, a região do país mais carenciada e que contrasta com o Norte, onde a cobertura de medicina geral e familiar é elevada.

Na última semana, a ACSS adiantou à Lusa que o concurso para a colocação de novos especialistas “permitiu reforçar os cuidados de saúde primários em todas as regiões do país, traduzindo-se num aumento do número de médicos colocados face ao ano anterior”, realçando que esse acréscimo se verificou também nas zonas onde a falta de médicos de família é mais acentuada, como em Lisboa e Vale do Tejo.

SO/LUSA

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ACSS tenta resolver problemas detetados na comparticipação de medicamentos https://saudeonline.pt/acss-tenta-resolver-problemas-detetados-na-comparticipacao-de-medicamentos/ Fri, 24 Jul 2026 13:29:59 +0000 https://saudeonline.pt/?p=188769 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> ACSS tenta resolver problemas detetados na comparticipação de medicamentos aparece primeiro em Saúde Online.

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Cerca de 72% dos jovens com 18 anos admite uso de álcool nos últimos 12 meses https://saudeonline.pt/cerca-de-72-dos-jovens-com-18-anos-admite-uso-de-alcool-nos-ultimos-12-meses/ https://saudeonline.pt/cerca-de-72-dos-jovens-com-18-anos-admite-uso-de-alcool-nos-ultimos-12-meses/#respond Fri, 24 Jul 2026 08:25:30 +0000 https://saudeonline.pt/?p=188754 Além do consumo de álcool, o inquérito revela que 41% dos jovens assumiram consumo de tabaco durante a vida (36% nos últimos 12 meses) e 23% de substâncias ilícitas (19% nos últimos 12 meses), designadamente canábis.

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Cerca de 72% dos mais de 88,5 mil jovens de 18 anos admitiram ter consumido álcool nos últimos 12 meses, revelou o Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD). Dos 91.754 presentes no Dia da Defesa Nacional em 2025, 88.682 participaram num inquérito e 72% assumiram ter consumido álcool nos 12 meses anteriores e 75% uma qualquer bebida ao longo das suas vidas.

O mesmo inquérito revelou que 41% destes jovens assumiram consumo de tabaco durante a vida (36% nos últimos 12 meses), 23% de substâncias ilícitas (19% nos últimos 12 meses), designadamente canábis, num total de 21% durante a vida e 17% nos últimos 12 meses.

Por sua vez, uma menor percentagem de jovens – relativamente aos inquéritos de 2022/2023 – apontou a ingestão de tranquilizantes ou sedativos sem receita médica em 6% dos casos, sendo 4% nos últimos 12 meses. Permanece reduzida a percentagem de jovens que adquire estas substâncias pela internet, sendo a canábis aquela que é mais mencionada nesta forma de aquisição. No total de inquiridos, 5% declararam esta via (19% dos consumidores recentes de canábis).

De acordo com o estudo, a maioria dos consumidores de cada uma das substâncias declarou que, nos 12 meses anteriores ao inquérito, consumiu num número inferior a 10 ocasiões. Constituem exceção o consumo de bebidas alcoólicas, o consumo de tabaco e o consumo de heroína ou outros opiáceos.

Indicaram ainda ter consumido álcool de forma “binge” (repetida) nos 12 meses anteriores (45%), sendo que 56% se embriagaram ligeiramente e 32% severamente.  Ainda no que diz respeito a consumos de maior risco, verifica-se que 20% dos jovens associam o consumo de mais do que uma substância psicoativa (incluindo as lícitas) na mesma ocasião.

O principal problema mencionado quanto ao álcool são as situações de mal-estar emocional, sendo que o mesmo se verifica no caso das drogas ilícitas, embora com valores muito semelhantes ao envolvimento em relações sexuais desprotegidas.

No conjunto dos indicadores analisados, os diferentes consumos tendem a ser mais mencionados por rapazes do que por raparigas, com algumas exceções.

No campo das substâncias legais, são as raparigas que mais declaram o consumo de tranquilizantes/sedativos sem receita médica, e, desde 2022, o consumo de bebidas alcoólicas, estando, por sua vez, a par dos rapazes quanto ao consumo de tabaco (diferença de apenas de 1%).

O consumo de cada uma das substâncias ilegais é mais declarado por rapazes do que por raparigas, o mesmo acontecendo com as frequências de consumo mais intensas e policonsumos.

Apesar desta conjuntura, as raparigas apresentam a mesma prevalência de problemas relacionados com o consumo de bebidas alcoólicas e, embora declarem menos os problemas relacionados com substâncias ilícitas, a diferença percentual (6 pontos percetuais) é inferior às discrepâncias identificadas quanto aos padrões de consumo.

Segundo o estudo, “isto significa que as raparigas, por uma série de condições pessoais e sociais, poderão ser mais suscetíveis ao desenvolvimento de problemas, mas também que poderão ser mais propensas a problemas devido ao consumo de terceiros”.

O ICAD destaca como evoluções preocupantes o aumento do consumo mais frequente de outras substâncias ilícitas sem ser a canábis, bem como de embriaguez severa e consumo “binge” de bebidas alcoólicas, embora na população de 18 anos estas prevalências se mantenham estáveis.

SO/LUSA

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USF-AN solicita clarificação sobre a responsabilidade assistencial dos utentes excluídos das listas de médico de família https://saudeonline.pt/usf-an-solicita-clarificacao-sobre-a-responsabilidade-assistencial-dos-utentes-excluidos-das-listas-de-medico-de-familia/ Thu, 23 Jul 2026 12:02:25 +0000 https://saudeonline.pt/?p=188742 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> USF-AN solicita clarificação sobre a responsabilidade assistencial dos utentes excluídos das listas de médico de família aparece primeiro em Saúde Online.

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Demências. Portugal tem de passar da estratégia à ação e garantir acesso equitativo à inovação https://saudeonline.pt/demencias-portugal-tem-de-passar-da-estrategia-a-acao-e-garantir-acesso-equitativo-a-inovacao/ https://saudeonline.pt/demencias-portugal-tem-de-passar-da-estrategia-a-acao-e-garantir-acesso-equitativo-a-inovacao/#respond Thu, 23 Jul 2026 10:24:39 +0000 https://saudeonline.pt/?p=188717 Especialistas e políticos concordam que é preciso haver uma estratégia nacional concertada para combater as demências, face ao atraso no diagnóstico e a outras falhas que põe em causa o tratamento equitativo de todos os doentes.

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“Perante o impacto crescente do envelhecimento populacional e das demências, Portugal tem de acelerar a execução de uma estratégia integrada e rever a forma como avalia, financia e garante o acesso à inovação terapêutica.” O apelo foi deixado, ontem, na conferência “Doença de Alzheimer: Momento de Agir”, promovida pela Alzheimer Portugal, na Assembleia da República, a propósito do Dia Mundial do Cérebro.

Na sessão de abertura, Rosário Zincke dos Reis, presidente da Alzheimer Portugal, alertou que se estima que o número de pessoas com demência dispare para mais de 368 mil até 2050. Face a estes números, a responsável defendeu que o acesso à inovação não pode depender da condição financeira individual.

Apesar da satisfação pelo facto de que o novo modelo de Avaliação de Tecnologias de Saúde passar a prever a participação das associações de doentes, deixou um aviso ao Estado: “É fundamental que o impacto real da doença, a nível social, económico e emocional, seja um fator de peso na avaliação e financiamento das novas terapias”.

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, assumiu, por sua vez, a resposta às demências como uma prioridade que exige “uma ação concertada”, recordando que mais de 200 mil pessoas vivem atualmente com a doença em Portugal. Para tal definiu três eixos de atuação prioritários para o Governo: o reforço da prevenção, a urgência do diagnóstico precoce — alertando que os diagnósticos tardios resultam na perda de janelas críticas de oportunidade de intervenção — e a preparação do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Na sua intervenção frisou ainda que o SNS tem de estar capacitado para integrar a inovação na prática clínica de forma eficaz. Neste sentido, anunciou medidas associadas à implementação da Estratégia da Saúde na área das Demências, destacando um novo modelo de governação desenhado para “assegurar uma coordenação nacional mais forte e uma resposta verdadeiramente integrada” entre os cuidados de saúde e o setor social.

Em debate, os grupos parlamentares presentes (PSD, Chega, PS, IL e PCP) chegaram a um consenso: o país tem de passar da legislação para o terreno. Contudo, as perspetivas sobre os desafios atuais trouxeram diferentes alertas à mesa, como avança a Alzheimer Portugal em comunicado.

Francisco Sousa Vieira, do PSD, defendeu a necessidade de continuidade política. “Precisamos de estabilidade no sistema, não de introduzir novos planos ou leis”, afirmou, destacando ainda o papel central do INFARMED para garantir a equidade nas políticas.

Por sua vez, Cristina Vieira Henriques, do Chega, denunciou a realidade sentida fora dos centros urbanos, considerando o acesso equitativo à saúde “uma utopia”. Face à falta de médicos de família, alertou que a urgência hospitalar se tornou a única porta de entrada no sistema.

Do lado do PS, Irene Costa defendeu uma maior interligação com os municípios face à diversidade e desigualdade do país, advogando por mais autonomia e flexibilidade legislativa para as Unidades Locais de Saúde (ULS).

Já Paula Santos, pelo PCP, concordou com o modelo de proximidade, mas avisou que este não pode ser pretexto para a desresponsabilização do Estado nos planos social e da saúde. “Além de planear, é necessário listar recursos para garantir a execução dos planos”, acrescentou.

Estas preocupações alinham-se com as advertências dos especialistas clínicos que denunciam falhas críticas no SNS, como as longas esperas por consultas de Neurologia (em média 270 dias) e a falta de comunicação entre a saúde e as estruturas sociais. Todas estas lacunas põe em causa o diagnóstico precoce, nomeadamente através de biomarcadores sanguíneos.

Maria João Garcia

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Quatro em cada dez jovens portugueses já foram alvo de aliciamento sexual online https://saudeonline.pt/quatro-em-cada-dez-jovens-portugueses-ja-foram-alvo-de-aliciamento-sexual-online/ Tue, 21 Jul 2026 10:27:19 +0000 https://saudeonline.pt/?p=188613 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Quatro em cada dez jovens portugueses já foram alvo de aliciamento sexual online aparece primeiro em Saúde Online.

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