Especial CPC 22 - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/especial/especial-cpc-22/ Notícias sobre saúde Tue, 24 May 2022 13:38:05 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Especial CPC 22 - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/especial/especial-cpc-22/ 32 32 “Aquecimento global e poluição serão responsáveis por um aumento considerável da morbi-mortalidade cardiovascular” https://saudeonline.pt/aquecimento-global-e-poluicao-serao-responsaveis-por-um-aumento-consideravel-da-morbi-mortalidade-cardiovascular/ https://saudeonline.pt/aquecimento-global-e-poluicao-serao-responsaveis-por-um-aumento-consideravel-da-morbi-mortalidade-cardiovascular/#respond Tue, 03 May 2022 06:32:38 +0000 https://saudeonline.pt/?p=131249 Em entrevista, no rescaldo do Congresso Português de Cardiologia 2022, o presidente do evento destaca a elevada afluência presencial, e aborda a questão do impacto das mudanças climáticas na saúde cardiovascular, um tema, diz, "para o qual a maior parte dos cardiologistas ainda não despertou".

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Que balanço faz do CPC 2022, num ano de regresso ao formato presencial?

O balanço que fazemos do CPC 2022 é muito positivo. Conseguimos, como desejado, voltar a ter um congresso presencial, depois de dois anos de reuniões virtuais. Todos, incluindo a comissão organizadora e os nossos parceiros da indústria farmacêutica e de dispositivos médicos, estavam expectantes em relação à resposta dos congressistas, numa altura em que ainda se vive alguma incerteza no que diz respeito à pandemia. Mas esta resposta foi fantástica, com uma participação presencial muito elevada. Penso que todos estavam desejosos de se voltarem a encontrar presencialmente e viveu-se uma grande alegria com este reencontro durante todo o CPC. Voltarmos a estar juntos era o nosso principal objetivo e foi claramente cumprido! A este reencontro, associou-se um programa científico excecional, com intervenientes Nacionais e Internacionais de enorme qualidade em todas as áreas da cardiologia. Estamos, portanto, muito satisfeitos com o nosso congresso.

Que temas e posters estiveram em destaque este ano no CPC?

O programa científico do CPC 2022 foi construído em estreita colaboração com os Grupos de Estudo e Associações (APIC e APAPE) da Sociedade Portuguesa de Cardiologia. Com base nas propostas destas estruturas, a Comissão Científica do CPC estruturou um programa diverso e amplo, que incluiu os temas mais atuais das várias áreas da Medicina Cardiovascular em 2022.

Da insuficiência cardíaca às arritmias, da doença valvular aos cuidados intensivos cardíacos, da cardiologia de intervenção e cirurgia cardíaca às miocardiopatias, da prevenção e reabilitação cardíaca à doença arterial pulmonar, das cardiopatias congénitas à imagem… tivemos sessões dedicadas todas as áreas. Por fim, nesta edição, retomámos o Ciclo de Atualização em Cardiologia. Pensado, sobretudo, para colegas de Medicina Interna, Medicina Geral e Familiar e cardiologistas sem ligação a atividade hospitalar, o ciclo tem como objetivo rever o que há de novo nas várias áreas da Medicina Cardiovascular. Incluiu cinco módulos, abordando o que há de novo em 2022 sobre prevenção primária da doença cardiovascular, novas perspetivas no tratamento da doença coronária, resolução de situações comuns na prática clínica, abordagem e tratamento das arritmias mais frequentes e ainda o essencial na avaliação inicial e seguimento da patologia valvular.

Um tema discutido foi o Impacto das mudanças climáticas nas doenças CV. O que já se sabe, de forma resumida, sobre esta questão?

Sendo as questões ambientais uma das linhas programáticas da atual direção da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, incluímos no programa uma sessão sobre o impacto das mudanças climáticas nas doenças cardiovasculares. Este é um tema para o qual a maior parte dos cardiologistas ainda não despertou, mas que terá uma importância cada vem mais marcante na nossa prática clínica. O aquecimento global, a que Portugal estará particularmente exposto, juntamente com a poluição atmosférica, serão expectavelmente responsáveis por um aumento considerável da morbi-mortalidade cardiovascular nos próximos anos e décadas. No CPC 2022, organizámos uma primeira sessão para discutir este tema, convidando peritos Nacionais e Internacionais da área. Foi uma sessão muito interessante, que teve como objectivo lançar a discussão do tema entre a comunidade cardiológica. Aproveito para anunciar que a Sociedade Portuguesa de Cardiologia irá organizara em breve um fórum apenas dedicado a este tema.

Outro tema importante é o da cardio-oncologia. Quais os desafios que se colocam ao país e à comunidade médica nesta área, numa altura em que se diagnosticam cada vez mais doenças oncológicas? É necessário aumentar a resposta no SNS, com mais consultas e clínicas de cardio-oncologia?

A Cardio-oncologia é uma área relativamente recente de diferenciação, pelo menos em Portugal. Com o aumento da esperança de vida da nossa população (incluindo nos doentes com patologia cardiovascular diagnosticada e tratada), o aumento da incidência das doenças oncológicas e o desenvolvimento de estratégias terapêuticas para o cancro cada vez mais eficazes, mas também cada vez mais agressivas, tornou-se evidente que era necessário diferenciar esta área da cardiologia. Os cardiologistas que se dedicam à cardio-oncologia trabalham em estreita colaboração com a Oncologia, não apenas na abordagem oncológica dos doentes cardiovasculares, mas também na abordagem cardiovascular dos doentes oncológicos. No CPC 2022, tivemos oportunidade de ter um dos maiores especialistas mundiais nesta área. Para além de participar uma mesa redonda dedicada ao tema, este colega aceitou também participar numa sessão mais informal, em que foram discutidas os desafios e estratégias para organizar uma clínica de cardio-oncologia. Foi muito interessante!

SO

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“A clorotalidona em associação com azilsartan é uma boa solução para ir ao encontro dos desafios que a hipertensão coloca hoje” https://saudeonline.pt/a-clorotalidona-em-associacao-com-azilsartan-e-uma-boa-solucao-para-ir-ao-encontro-dos-desafios-que-a-hipertensao-coloca-hoje/ Fri, 29 Apr 2022 08:30:53 +0000 https://saudeonline.pt/?p=131060 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> “A clorotalidona em associação com azilsartan é uma boa solução para ir ao encontro dos desafios que a hipertensão coloca hoje” aparece primeiro em Saúde Online.

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Reinhold Kreutz. O futuro do tratamento e do controlo da hipertensão arterial https://saudeonline.pt/reinhold-kreutz-o-futuro-do-tratamento-e-do-controlo-da-hipertensao-arterial/ Fri, 29 Apr 2022 08:30:09 +0000 https://saudeonline.pt/?p=131046 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Reinhold Kreutz. O futuro do tratamento e do controlo da hipertensão arterial aparece primeiro em Saúde Online.

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“Prevenir a gripe no doente idoso – importância da vacinação na redução de hospitalização e mortalidade” https://saudeonline.pt/gripe-vacinacao-de-dose-elevada-aumenta-protecao-global-contra-hospitalizacoes-e-morte/ Fri, 29 Apr 2022 08:20:01 +0000 https://saudeonline.pt/?p=131073 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> “Prevenir a gripe no doente idoso – importância da vacinação na redução de hospitalização e mortalidade” aparece primeiro em Saúde Online.

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“A população com diabetes tem risco acrescido de descompensar aquando da infeção pelo vírus influenza” https://saudeonline.pt/a-populacao-com-diabetes-tem-risco-acrescido-de-descompensar-aquando-da-infecao-pelo-virus-influenza/ https://saudeonline.pt/a-populacao-com-diabetes-tem-risco-acrescido-de-descompensar-aquando-da-infecao-pelo-virus-influenza/#respond Fri, 29 Apr 2022 08:19:34 +0000 https://saudeonline.pt/?p=131087 A descompensação da diabetes pode passar por níveis de glicemia mais altos, desidratação, agravamento da função renal e função respiratória e maior probabilidade de infeções secundárias, alerta, em entrevista, o endocrinologista ( diretor clínico da APDP e presidente da ADP), reforçando a importância da vacinação contra a gripe neste grupo da população.

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Quais os principais impactos cardiometabólicos de uma infeção por gripe no doente idoso?

Temos de pensar de duas formas: por um lado, o que a infeção provoca numa pessoa que já tem doenças associadas (sejam cardiovasculares, respiratórias ou diabetes) e, por outro, se quem tem estas doenças tem um maior risco de infeção. Essa associação acontece nos dois sentidos. As pessoas com diabetes, doença cardioavacular prévia, doença renal, bem como as pessoas mais idosas e mais doentes, terão sempre menos capacidade de resistirem perante uma infeção por gripe, o que as torna mais suscetíveis a internamentos, suporte ventilatório e mortalidade. Esse é um dos riscos.

Depois, alguém infetado pelo vírus da gripe, mesmo que tenha uma destas doenças não descompensada, vai ter maior risco de a ver descompensar.

Como se podem prevenir essas situações?

Temos de tentar que as pessoas em maior risco estejam cobertas pela vacinação, no sentido de prevenir a infeção. Portugal deu o exemplo, há muito anos, ao colocar as populações em maior risco na primeira linha da vacinação contra a gripe. Não sendo dos piores países da Europa, ainda tínhamos e temos margem de melhoria. Por isso, ainda faz sentido chamar a atenção da população e dos profissionais de saúde para a importância da vacinação.

A vacinação contra a gripe tem uma importância acrescida na população diabética?

A população com diabetes tem um risco acrescido de descompensar quando tem uma infeção respiratória, como a causada pelo vírus influenza. Neste caso, a descompensação da diabetes pode passar por níveis de glicemia mais altos, desidratação, agravamento da função renal e função respiratória e maior probabilidade de infeções secundárias (nomeadamente bacterianas).

SO

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Estudo IAMI. Administração da vacina da gripe a doentes internados diminui o risco de EAM e a mortalidade cardiovascular https://saudeonline.pt/estudo-iami-administracao-da-vacina-da-gripe-a-doentes-internados-diminui-o-risco-de-eam-e-a-mortalidade-cardiovascular/ Fri, 29 Apr 2022 08:19:06 +0000 https://saudeonline.pt/?p=131090 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Estudo IAMI. Administração da vacina da gripe a doentes internados diminui o risco de EAM e a mortalidade cardiovascular aparece primeiro em Saúde Online.

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