Congresso FSPOG 2023 - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/especial/congresso-fspog-2023/ Notícias sobre saúde Wed, 15 Nov 2023 16:55:12 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Congresso FSPOG 2023 - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/especial/congresso-fspog-2023/ 32 32 Obstetrícia-Ginecologia. “É preciso manter aceso o objetivo de prestar cuidados de qualidade, apesar das dificuldades” https://saudeonline.pt/obstetricia-ginecologia-e-preciso-manter-aceso-o-objetivo-de-prestar-cuidados-de-qualidade-apesar-das-dificuldades/ Wed, 15 Nov 2023 16:55:12 +0000 https://saudeonline.pt/?p=151304 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Obstetrícia-Ginecologia. “É preciso manter aceso o objetivo de prestar cuidados de qualidade, apesar das dificuldades” aparece primeiro em Saúde Online.

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Ginecologia e Obstetrícia

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HPV latente https://saudeonline.pt/hpv-latente/ https://saudeonline.pt/hpv-latente/#respond Wed, 15 Nov 2023 16:38:34 +0000 https://saudeonline.pt/?p=151295 Coordenador da Ginecologia do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Beatriz Ângelo/Coordenador da Unidade de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Lusíadas Amadora

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HPV

A pesquisa do vírus HPV de alto risco (HPV-AR) constitui em muitos países o principal teste de rastreio do cancro do colo do útero e, dado o aumento substancial de resultados positivos, mais do que nunca é crucial compreender o curso da infeção pelo HPV ao longo da vida. Perante um resultado positivo, levantam-se muitas questões, a maioria das quais são colocadas ao médico na consulta e às quais temos de dar uma resposta válida e minimamente sustentada pela evidência. São questões complexas e as respostas difíceis, devido a incertezas não completamente esclarecidas.

Alguns vírus que estabelecem infeções crónicas são frequentemente controlados pelo sistema imunitário do hospedeiro, que pode regular a extensão da infeção produtiva, mas que não consegue eliminar o reservatório celular de infeção. Assim, em vez da eliminação viral após a infeção, pode desenvolver-se um estado de latência viral, durante o qual não são aparentes sinais clínicos de doença e não são produzidas ou libertadas novas partículas virais. É possível que tal infeção latente possa sofrer reativação futura, levando à síntese de novas partículas virais, com ou sem o ressurgimento da doença clínica. De facto, esta é a estratégia utilizada pelo HPV, cujo reservatório celular de infeção está contido entre as células basais que compõem a camada basal epitelial.

A literatura recente é bastante consistente com um modelo de latência do HPV, englobando desde estudos clínicos e populacionais a estudos moleculares em animais e mesmo evidência biológica em tecidos humanos.

Tem-se constatado que o avançar da idade está associado a  menor risco de primeiras deteções de HPV por nova exposição sexual, mas não com as redeteções. A maioria dos autores sugere que muitas destas redeteções de HPV são reativações de infeções latentes. Além disso, dados convincentes de vários estudos em populações imunocomprometidas apoiam o fenómeno de doenças imunologicamente controladas, com redeteção ou reativação de uma infeção previamente adquirida. Tendo em conta a evidência recente, é atualmente proposto um modelo ou uma visão alargada da história natural da infeção pelo HPV.

As implicações de uma infeção por HPV reativada não são claras, já que muitos dos estudos clínicos e epidemiológicos não avaliaram de forma sistemática a latência do HPV. Existe um risco de lesão que é difícil de definir, com consequente impacto no rastreio, bem como na recomendação da vacina entre mulheres previamente expostas, mas atualmente sem HPV detetável.

Outra das questões importantes relacionadas com a incerteza quanto a novas aquisições e reativações virais é o impacto psicossocial provocado por um teste positivo. É necessário um consenso mais robusto na comunidade clínica e epidemiológica sobre a latência do HPV, para garantir que as mulheres com teste positivo para o vírus e os seus prestadores de cuidados de saúde tenham informações precisas para orientar a sua tomada de decisões e esforços de aconselhamento.

 

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Obstetrícia-Ginecologia. As expectativas dos médicos internos sobre o Internato e a carreira futura https://saudeonline.pt/ginecologia-obstetricia-as-expectativas-dos-medicos-internos-sobre-o-internato-e-a-carreira-futura/ https://saudeonline.pt/ginecologia-obstetricia-as-expectativas-dos-medicos-internos-sobre-o-internato-e-a-carreira-futura/#respond Wed, 15 Nov 2023 16:37:53 +0000 https://saudeonline.pt/?p=151291 Coordenadora da PoNTOG

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Obstetrícia-Ginecologia

No âmbito do 23º Congresso de Obstetrícia e Ginecologia, a PoNTOG (The Portuguese Network of Trainees in Obstetrics and Gynaecology) foi convidada a retratar a realidade vivenciada pelos Médicos Internos de Ginecologia e Obstetrícia no que concerne às suas expectativas sobre o atual Internato Específico da Especialidade, assim como sobre a sua carreira futura.

Nesse sentido, foi aplicado um questionário de preenchimento anónimo, destinado a todos os Internos de Ginecologia e Obstetrícia, entre julho e setembro de 2023. O questionário abrangeu três domínios centrais: Formação durante o Internato em Ginecologia e Obstetrícia; Novo Programa Curricular e Trabalho Suplementar e Carreira futura na Área da Ginecologia e Obstetrícia.

Foram obtidas 116 respostas, o que corresponde a 37,4% da população de Médicos Internos de Formação Específica de Ginecologia e Obstetrícia em Portugal. A distribuição dos inquiridos foi uniforme quanto à localização geográfica e ano de Internato: 37% provenientes do Norte, 28% do Sul, 26% do Centro e 9% das Ilhas; 33% dos 1.º e 2.º anos de Internato, 36% dos 3.º e 4.º anos e 31% dos 5.º e 6.º anos.

Relativamente ao novo Programa Curricular de Formação Específica de Ginecologia e Obstetrícia, que entrou em vigor em 2021 [Portaria nº 244/2021. Diário da República, 1ª série, 217 (novembro)], a maioria dos inquiridos (94%) concordou com umas das atualizações mais relevantes face ao anterior Programa Curricular: o prolongamento do tempo destinado à realização de Estágios Opcionais que transitou de 6 para 12 meses.

Os Internos referiram algumas dificuldades no cumprimento do número de atos técnicos cirúrgicos contemplados no novo Programa Curricular e 97% dos inquiridos criticaram a ausência de tempo no horário destinado a estudo autónomo e investigação. Adicionalmente, foram unânimes quanto à importância de serem criados apoios monetários à realização de cursos contemplados como obrigatórios no Programa Curricular, atualmente suportados na totalidade pelos Internos.

Quanto ao Trabalho Suplementar, 33% dos inquiridos referiram realizar mais de 20 horas de atividade assistencial suplementar por semana e 58% dos Internos reportaram dedicar mais de 24 horas por semana ao Serviço de Urgência, com inevitável prejuízo da sua formação e em incumprimento do Regulamento do Internato Médico [Portaria 79/2018. Diário da República, 1ª série, 54 (março)].

Por fim, quanto à perspetiva dos Internos relativamente à sua carreira futura na área da Ginecologia e Obstetrícia, apenas 25% dos Internos declarou não considerar rescindir contrato com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) no final do Internato, atendendo às condições laborais oferecidas atualmente. A maioria dos inquiridos referiu serem fatores essenciais à promoção da fixação de Especialistas no SNS a melhoria da remuneração base, a limitação ao número máximo de horas previstas em contexto de Serviço de Urgência ao número máximo de horas previstas e a redução da carga horária semanal para as 35 horas.

Coautores: Miguel Penas da Costa, Marta Plancha Santos, Kristina Hundarova, TIago Meneses Alves

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Contraceção e endometriose https://saudeonline.pt/contracecao-e-endometriose/ Wed, 15 Nov 2023 16:37:08 +0000 https://saudeonline.pt/?p=151286 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Contraceção e endometriose aparece primeiro em Saúde Online.

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endometriose

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