Endonline - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/endonline/ Notícias sobre saúde Tue, 23 Jun 2026 08:25:08 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Endonline - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/endonline/ 32 32 Frutas ao jantar melhoram controlo da glicose em adultos com obesidade, indica estudo https://saudeonline.pt/frutas-ao-jantar-melhoram-controlo-da-glicose-em-adultos-com-obesidade-indica-estudo/ Tue, 23 Jun 2026 08:25:08 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187802 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Frutas ao jantar melhoram controlo da glicose em adultos com obesidade, indica estudo aparece primeiro em Saúde Online.

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Especialistas alertam para os perigos da obsessão com alimentação saudável e exercício físico https://saudeonline.pt/especialistas-alertam-para-os-perigos-da-obsessao-com-alimentacao-saudavel-e-exercicio-fisico/ Thu, 11 Jun 2026 09:14:55 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187593 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Especialistas alertam para os perigos da obsessão com alimentação saudável e exercício físico aparece primeiro em Saúde Online.

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Especialistas alertam para os perigos da obsessão com alimentação saudável e exercício físico

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Hipoparatiroidismo: uma doença rara, uma hormona em falta e um tratamento complexo https://saudeonline.pt/hipoparatiroidismo-uma-doenca-rara-uma-hormona-em-falta-e-um-tratamento-complexo/ https://saudeonline.pt/hipoparatiroidismo-uma-doenca-rara-uma-hormona-em-falta-e-um-tratamento-complexo/#respond Mon, 01 Jun 2026 08:21:17 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187312 Médico endocrinologista

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A 1 de junho assinala-se o Dia Mundial do Hipoparatiroidismo, uma doença endócrina rara, mas com forte impacto na qualidade de vida, mesmo em doentes considerados bem controlados com a terapêutica disponível em Portugal. Conhecer melhor esta doença é também reconhecer o que continua a faltar no seu tratamento e no acompanhamento de quem com ela vive.

 O hipoparatiroidismo é uma doença endócrina rara, ainda pouco conhecida fora do meio médico. Afeta milhares de pessoas em todo o mundo e o seu impacto no quotidiano de quem com ela vive continua, em muitos casos, a ser subestimado, incluindo durante o seguimento médico regular.

Trata-se de uma doença endócrina rara, caracterizada pela produção insuficiente, ou nula, de paratormona (PTH) pelas glândulas paratiroides, quatro estruturas minúsculas, do tamanho de uma lentilha, localizadas no pescoço, atrás da tiroide. A PTH desempenha um papel central na regulação do cálcio e do fósforo no sangue e nos ossos. Quando esta hormona escasseia, o equilíbrio mineral do organismo perde-se, com repercussões em múltiplos órgãos.

No quadro agudo, as manifestações da hipocalcemia são bastante características: formigueiros nas mãos, nos pés e à volta da boca, cãibras, espasmos musculares e, em casos mais graves, convulsões, espasmo da laringe e arritmias cardíacas. No quadro crónico, predominam queixas menos específicas, tais como fadiga persistente, ansiedade, perturbações do sono e dificuldades de concentração, o chamado “nevoeiro mental”, que podem manter-se mesmo com a calcemia controlada. A longo prazo, surgem complicações renais, cataratas precoces e calcificações cerebrais, entre outras.

A causa mais frequente é a cirurgia cervical, sobretudo a remoção da tiroide (tiroidectomia), na qual as paratiroides podem ser inadvertidamente removidas ou lesionadas. Outras causas incluem doenças autoimunes, alterações genéticas e formas idiopáticas, em que nenhuma causa é identificada.

Estima-se uma prevalência entre 24 e 37 casos por 100 000 habitantes na Europa e nos Estados Unidos, o que situa a patologia firmemente no grupo das doenças raras. Em Portugal, os dados disponíveis são escassos, mas as projeções apontam para cerca de 2500 a 4000 doentes. Considerando que se realizam anualmente alguns milhares de tiroidectomias no país, a vigilância pós-operatória torna-se essencial: de 25% a 30% dos doentes desenvolvem hipoparatiroidismo transitório, com níveis de cálcio baixos durante os primeiros dias a meses após a cirurgia; no entanto, entre 1% a 3% das pessoas mantêm a doença de forma permanente.

O tratamento clássico assenta na suplementação de cálcio e em formas ativadas da vitamina D. Em alguns casos, recorre-se ao magnésio e a diuréticos, que ajudam a reduzir as perdas urinárias de cálcio. Embora eficaz no controlo dos sintomas, este esquema (convencional) não substitui a ação fisiológica da PTH e pode, a longo prazo, contribuir para complicações renais e ósseas. Nos últimos anos, têm surgido medicamentos análogos da hormona em falta, a PTH. Esta modalidade terapêutica aproxima-se, assim, do funcionamento natural das paratiroides e representa uma esperança real para os doentes com formas mais graves ou de difícil controlo do hipoparatiroidismo crónico.

Mais do que um problema de diagnóstico, o hipoparatiroidismo é hoje, sobretudo, um problema de tratamento. Mesmo com a terapêutica convencional bem instituída, parte relevante dos doentes mantém sintomas com a calcemia normalizada, e a suplementação prolongada não está isenta de complicações renais e ósseas. É por isso que esta efeméride importa: lembra que é importante o seguimento estruturado das pessoas com esta doença e o acesso, em Portugal, à terapêutica substitutiva com análogos da hormona em falta nesta doença, a paratormona (PTH).

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“O hipoparatiroidismo é a última situação de deficiência hormonal primária que ainda não é tratada de forma sistemática através da substituição da hormona em falta”

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“A diminuição da obesidade só será possível com três forças: prevenção séria, tratamento precoce e acesso real a terapêuticas eficazes” https://saudeonline.pt/a-diminuicao-da-obesidade-so-sera-possivel-com-tres-forcas-prevencao-seria-tratamento-precoce-e-acesso-real-a-terapeuticas-eficazes/ https://saudeonline.pt/a-diminuicao-da-obesidade-so-sera-possivel-com-tres-forcas-prevencao-seria-tratamento-precoce-e-acesso-real-a-terapeuticas-eficazes/#respond Tue, 26 May 2026 11:09:17 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187316 Um estudo britânico indica que as taxas de obesidade estão a estabilizar, inclusive em Portugal. Mas para Gil Faria, médico, investigador e professor na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, é preciso olhar para os resultados com alguma cautela. Em entrevista, alerta que não se pode parar de lutar contra a doença e que ainda há muito trabalho pela frente, nomeadamente a implementação do Percurso de Cuidados Integrados para a Pessoa com Obesidade.

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O estudo recente, liderado pelo Imperial College de Londres, e publicado na revista “Nature”, refere que as taxas de obesidade estabilizaram e até diminuíram em vários países, incluindo Portugal. O que contribuiu para esta diminuição?

Esta é uma boa notícia, mas deve ser lida com prudência. O estudo mostra que, em alguns países de elevado rendimento, incluindo Portugal, o crescimento da obesidade abrandou, estabilizou ou poderá até ter começado a inverter-se ligeiramente, sobretudo em crianças e adolescentes. Mas não significa que o problema esteja resolvido. Significa apenas que talvez algumas medidas implementadas estejam a começar a produzir efeito.

Provavelmente, contribuiu uma combinação de fatores: maior consciência pública, políticas de alimentação escolar, taxação de bebidas açucaradas, melhor literacia alimentar, maior pressão social para ambientes mais saudáveis e alguma mudança nos padrões de consumo. Portugal tem tido programas na área da alimentação saudável e prevenção da obesidade infantil e isso pode estar a ter impacto.  Mas há um ponto essencial: não podemos confundir estabilização com vitória. Se um incêndio deixa de alastrar, continua a haver fogo.

Apesar destes resultados, a obesidade continua a ser uma preocupação?

Sem dúvida. Continua a ser uma das maiores ameaças à saúde pública em Portugal. Segundo o INE, mais de metade dos adultos portugueses tem excesso de peso ou obesidade: 37,3% com excesso de peso e 15,9% com obesidade. Nas crianças, o estudo COSI Portugal 2022 mostrou 31,9% com excesso de peso e 13,5% com obesidade. Estes números não são marginais, são estruturais. E existem outros estudos que demonstram prevalências superiores.

Mesmo que a curva esteja a estabilizar, estamos ainda num patamar demasiado alto. Milhões de pessoas continuam expostas a maior risco de diabetes, hipertensão, apneia do sono, doença cardiovascular, doença hepática metabólica, infertilidade e vários tipos de cancro. A obesidade não deixou de ser preocupante, porque cresceu menos. Continua a ser preocupante porque já cresceu demasiado.

“Algo bem mais difícil é a implementação prática. Apesar da excelente capacidade técnica e humana, o acesso ainda é difícil. Muitos doentes continuam perdidos entre consultas, listas de espera e respostas fragmentadas”

Esta é uma doença associada a muitas outras comorbilidades. Como vê, atualmente, a abordagem clínica da obesidade? Já existe maior apoio multidisciplinar?

A abordagem está a mudar, mas ainda não mudou o suficiente. Durante muito tempo, a obesidade foi tratada como uma falha individual. Hoje sabemos que é uma doença crónica, complexa, biológica, social e ambiental. Por isso, não pode ser tratada apenas com uma folha de dieta ou com a frase “tem de fazer exercício”.

A boa notícia é que Portugal publicou o Percurso de Cuidados Integrados para a Pessoa com Obesidade, que prevê uma resposta mais estruturada, com equipas multidisciplinares, articulação entre cuidados de saúde primários e hospitalares, acompanhamento nutricional, psicológico, médico, farmacológico e cirúrgico, quando indicado.

Mas a implementação ainda é difícil. Uma coisa é produzir regulamentos. Algo bem mais difícil é a implementação prática. Apesar da excelente capacidade técnica e humana, o acesso ainda é difícil. Muitos doentes continuam perdidos entre consultas, listas de espera e respostas fragmentadas. E, no global, o número de profissionais disponíveis e treinados para tratar a obesidade ainda não é suficiente para as necessidades.

“O futuro pode ser melhor, sim, mas só se deixarmos de tratar a obesidade como uma culpa individual e passarmos a tratá-la como aquilo que é: uma doença crónica”

Em termos de acesso ao tratamento, seja farmacológico ou cirúrgico, é o mais adequado ou ainda há muito trabalho a fazer?

Ainda há muito trabalho a fazer. Muito mesmo. Temos hoje tratamentos eficazes: fármacos antiobesidade, cirurgia metabólica, intervenção nutricional, apoio psicológico e programas estruturados, mas a existência de tratamentos não é o mesmo que garantir acesso.

No caso dos fármacos, o acesso continua limitado pelo custo, pela ausência de comparticipação e pela escassez. No caso da cirurgia metabólica, o problema é igualmente grave: muitos doentes com indicação cirúrgica continuam sem acesso em tempo útil, apesar da cirurgia ser a intervenção mais eficaz e custo-efetiva para a obesidade moderada a grave. Continuamos a estimar que apenas 1% dos doentes com indicação para cirurgia consegue atingir esse tratamento.

E aqui temos de ser claros: o doente com obesidade não é menos doente. Não pode ser tratado como alguém que “pode esperar” indefinidamente ou que não “merece” o tratamento. Negar acesso ao tratamento não poupa dinheiro ao SNS.

 

De futuro, pode-se esperar uma diminuição da obesidade?

Pode, mas não acontecerá por acaso. A diminuição da obesidade só será possível se combinarmos três forças: prevenção séria, tratamento precoce e acesso real a terapêuticas eficazes. Precisamos de melhores políticas públicas, alimentação escolar saudável, cidades que promovam movimento, combate aos alimentos ultraprocessados, diagnóstico mais cedo e equipas preparadas para acompanhar a pessoa ao longo da vida.

Os novos fármacos podem ajudar. A cirurgia continuará a ser fundamental nos casos mais graves, mas nenhuma solução isolada resolverá uma doença tão complexa. Tal como este estudo da Nature comprova, a melhor forma de travar a obesidade é o elevador social: sociedades com maior desenvolvimento económico estão mais capacitadas para combater a obesidade.

O futuro pode ser melhor, sim, mas só se deixarmos de tratar a obesidade como uma culpa individual e passarmos a tratá-la como aquilo que é: uma doença crónica, séria, tratável e profundamente influenciada pela sociedade em que vivemos.

Maria João Garcia

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Obesidade abranda em Portugal e na Europa Ocidental mas continua a crescer em países pobres

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Obesidade abranda em Portugal e na Europa Ocidental mas continua a crescer em países pobres https://saudeonline.pt/obesidade-abranda-em-portugal-e-na-europa-ocidental-mas-continua-a-crescer-em-paises-pobres/ https://saudeonline.pt/obesidade-abranda-em-portugal-e-na-europa-ocidental-mas-continua-a-crescer-em-paises-pobres/#respond Mon, 25 May 2026 09:48:14 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187301 A obesidade está a desacelerar em países da Europa Ocidental, incluindo Portugal, mas continua a aumentar de forma consistente em regiões mais desfavorecidas, concluiu um estudo internacional com participação de investigadores da Universidade de Coimbra.

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Obesidade abranda em Portugal e na Europa Ocidental mas continua a crescer em países pobres

O estudo, publicado na revista científica Nature, analisou a evolução da obesidade em 200 países e territórios entre 1980 e 2024, com base em mais de 4 mil estudos populacionais e dados de mais de 232 milhões de participantes.

A investigação foi liderada pela NCD Risk Factor Collaboration em parceria com o Imperial College London e contou com a participação de investigadores da Universidade de Coimbra.

Segundo a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), os resultados mostram uma “desaceleração histórica” da obesidade na Europa Ocidental, apontando para sinais de estabilização e até de possível inversão em alguns países de elevado rendimento.

Portugal, Itália e França são apontados como exemplos de países onde se verificou uma redução da obesidade infantil e juvenil desde os anos 2000.

“Após um aumento rápido e sustentado da prevalência da obesidade ao longo das últimas décadas do século XX, observa-se agora um abrandamento claro desse crescimento na maioria dos países de elevado rendimento”, refere a FCTUC, em comunicado.

Em contrapartida, o estudo alerta para um crescimento contínuo da obesidade em países de baixo rendimento, sobretudo em regiões de África, Ásia, América Latina, Caraíbas e ilhas do Pacífico.

Em declarações à Lusa, o investigador do Centro de Investigação em Antropologia e Saúde da FCTUC, Aristides Machado-Rodrigues, afirmou que os resultados mostram que a ideia de uma epidemia global de obesidade “pode ser uma simplificação excessiva”, uma vez que existem trajetórias muito diferentes entre países e regiões.

O investigador destacou ainda a relação entre obesidade e desigualdade económica, sublinhando que os alimentos menos saudáveis tendem a ser mais baratos e acessíveis.

“Os alimentos mais nefastos, hipercalóricos e ricos em açúcar e gordura, têm custos mais baixos”, afirmou.

Sobre a evolução mais favorável em vários países ocidentais, Aristides Machado-Rodrigues apontou o impacto de políticas públicas de promoção da alimentação saudável, combate ao sedentarismo e incentivo à prática de atividade física.

“Há uma combinação de fatores políticos e sociais que só se manifesta em períodos temporais mais longos e que começa agora a revelar sinais de estabilização em algumas sociedades”, explicou.

O estudo contou ainda com a participação dos investigadores da Universidade de Coimbra Cristina Padez, Daniela Rodrigues, Helena Nogueira, Luísa Macieira, Lélita Santos e Anabela Mota-Pinto.

LUSA/SO

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Travar a Obesidade: Do Compromisso Político à Prática Clínica

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Até 600 mil portugueses podem ter doença da tiroide sem diagnóstico https://saudeonline.pt/ate-600-mil-portugueses-podem-ter-doenca-da-tiroide-sem-diagnostico/ https://saudeonline.pt/ate-600-mil-portugueses-podem-ter-doenca-da-tiroide-sem-diagnostico/#respond Mon, 25 May 2026 09:24:34 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187288 Mais de metade dos portugueses com doenças da tiroide poderão não estar diagnosticados, alertam especialistas, que apelam à valorização de sintomas como cansaço, alterações de peso ou intolerância ao frio.

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Até 600 mil portugueses podem ter doença da tiroide sem diagnóstico

As doenças da tiroide podem afetar cerca de um milhão de portugueses, mas estima-se que aproximadamente 60% dos casos permaneçam por diagnosticar, o que corresponde a cerca de 600 mil pessoas, segundo especialistas ouvidos pela Lusa a propósito da Semana da Tiroide, que hoje arranca.

A presidente da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM), Paula Freitas, explicou que muitos sintomas acabam por ser confundidos com situações do quotidiano, sobretudo nas fases iniciais da doença.

“O doente pode apresentar cansaço, alterações de peso, maior sensibilidade ao frio ou até alterações do humor, sintomas que muitas vezes são desvalorizados”, referiu.

Segundo a especialista, há casos em que o diagnóstico surge apenas após a identificação de outros problemas de saúde, como alterações cardíacas ou colesterol elevado.

“Às vezes o doente tem uma bradicardia, ou seja, o coração bate mais devagar, e acaba por ser o cardiologista a fazer o diagnóstico. Outras vezes aparece com colesterol muito elevado e percebe-se depois que existe hipotiroidismo”, explicou.

Paula Freitas alertou ainda que as doenças da tiroide podem agravar patologias já existentes, como diabetes, hipertensão arterial ou insuficiência cardíaca, além de terem impacto na fertilidade e na gravidez nas mulheres mais jovens.

Além do hipotiroidismo, caracterizado por uma produção insuficiente de hormonas da tiroide, existe também o hipertiroidismo, em que a glândula funciona de forma excessiva.

Nestes casos, os sintomas tendem a ser mais evidentes, incluindo perda de peso apesar do apetite aumentado, nervosismo ou aceleração do ritmo cardíaco, o que facilita o diagnóstico.

Para assinalar a Semana da Tiroide, a SPEDM e a Associação de Doentes da Tiroide vão promover ações de sensibilização e rastreio no centro comercial UBBO, na Amadora, com a participação de médicos endocrinologistas.

A iniciativa inclui avaliações clínicas breves e testes sanguíneos para identificar suspeitas de disfunção da tiroide. Os participantes com resultados alterados serão encaminhados para o médico de família para investigação complementar.

A presidente da SPEDM defendeu ainda que um melhor acompanhamento nos cuidados de saúde primários poderia permitir diagnósticos mais precoces, sobretudo na população mais envelhecida, onde o hipotiroidismo é mais frequente.

LUSA/SO

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“As doenças da tiroide tendem a ser desvalorizadas e, por isso, subdiagnosticadas e subtratadas”

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