Opinião - Dor - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/dor-online/opiniao-dor/ Notícias sobre saúde Tue, 24 Feb 2026 10:16:17 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Opinião - Dor - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/dor-online/opiniao-dor/ 32 32 250 profissionais de São Tomé e Príncipe obtiveram formação em Cuidados Paliativos através de ação da Iniciativa Médica 3MED https://saudeonline.pt/250-profissionais-de-sao-tome-e-principe-obtiveram-formacao-em-cuidados-paliativos-atraves-de-acao-da-iniciativa-medica-3med/ https://saudeonline.pt/250-profissionais-de-sao-tome-e-principe-obtiveram-formacao-em-cuidados-paliativos-atraves-de-acao-da-iniciativa-medica-3med/#respond Mon, 23 Feb 2026 14:28:35 +0000 https://saudeonline.pt/?p=183678 Médico da ECSCP Gaia – ULS Gaia e Espinho; Professor auxiliar convidado da FMUC e da FMUP; Investigador integrado no iCBR - CIMAGO; IM3M

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A Iniciativa Médica 3MED é um grupo de voluntários médicos (atualmente com 18 médicos de 11 especialidades diferentes), criado em 2018 para promover a medicina paliativa, a medicina da dor e a medicina geriátrica.

Desde então, já realizou em Portugal cerca de 50 cursos de formação de 30 horas, mais de 300 workshops e minicursos e 4 Congressos Multidisciplinares da Dor. Já foram mais de 3500 horas de formação dedicada a estas disciplinas, para mais de 15000 médicos e outros profissionais de saúde.

Em 2021, depois de um convite realizado pela Unidade de Dor e Cuidados Paliativos do Hospital Central de Maputo, teve a sua primeira missão de formação além fronteiras e inaugurou o projeto internacional de promoção dos Cuidados Paliativos nos países da lusofonia, tendo realizado até ao momento 8 missões de formação e uma missão de voluntariado médico, em Angola, Cabo Verde, Moçambique e, nos últimos dias 7 a 14 de fevereiro, em São Tomé e Príncipe, tendo sido responsável por um total de 250 horas de formação a mais de 1500 profissionais. O projeto envolve voluntariado mas também investimento directo do grupo, que já ultrapassou os 100.000€.

São Tomé e Príncipe foi o país mais recentemente beneficiado desta aposta do grupo médico português, iniciando o processo de edificação e consultadoria para a constituição de uma rede moderna de Cuidados Paliativos. Nesta primeira iniciativa, mais de 250 profissionais tiveram acesso a um Curso intensivo em Dor e Cuidados Paliativos, de 20 horas de duração, e 50 decisores políticos e governantes participaram em tertúlias-debate sobre a instituição dos Cuidados Paliativos e os resultados que podem ser alcançados.

Este projeto prevê a realização de formações básicas regulares em Dor e Cuidados Paliativos para fortalecer os conhecimentos clínicos básicos para o maior número de profissionais possível (reforço das competências de comunicação, de trabalho em equipa, de atenção às necessidades das famílias e cuidadores e de competências no controlo de sintomas e no ajuste individual a alvos terapêuticos individuais), consultadoria na formação avançada de profissionais que integrem ou integrarão equipas especializadas em Cuidados Paliativos, consultadoria clínica contínua com estas equipas e consultadoria organizacional junto das entidades governativas e decisores locais e nacionais sobre implementação do modelo de alta performance, com a respetiva monitorização de resultados.

Por fim, este projeto pretende criar condições para que haja investigação multicêntrica em Cuidados Paliativos entre Portugal e os países da Comunidade de Países de Língua oficial Portuguesa (CPLP), permitindo a evolução e melhoria contínua da qualidade dos cuidados de saúde.

Em novembro, está previsto que a Iniciativa Médica 3M volte a Angola para prosseguir com o processo de formação e integração dos Cuidados Paliativos na rede de prestação de cuidados de saúde.

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O Potencial Transformador da Canábis Medicinal na Medicina da Dor, nos Cuidados Paliativos e na Oncologia https://saudeonline.pt/o-potencial-transformador-da-canabis-medicinal-na-medicina-da-dor-nos-cuidados-paliativos-e-na-oncologia/ Wed, 28 Jan 2026 11:27:09 +0000 https://saudeonline.pt/?p=182505 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> O Potencial Transformador da Canábis Medicinal na Medicina da Dor, nos Cuidados Paliativos e na Oncologia aparece primeiro em Saúde Online.

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Dor crónica como sintoma ou como doença https://saudeonline.pt/dor-cronica-como-sintoma-ou-como-doenca/ https://saudeonline.pt/dor-cronica-como-sintoma-ou-como-doenca/#respond Fri, 16 Jan 2026 10:30:59 +0000 https://saudeonline.pt/?p=179665 Professora Coordenadora Principal da Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro; Presidente do Pain, Mind, and Movement Special Interest Group da International Association for the Study of Pain; e Coordenadora do livro Intervenção em Dor - Comunicação e Educação em Fisioterapia (LIDEL)

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A dor é um fenómeno global com uma prevalência elevada e um impacto individual e social muitíssimo relevante. Um estudo realizado em Portugal estimou uma prevalência média da dor crónica em 37%.1 O mesmo estudo verificou que a dor está associada a maior dificuldade em várias atividades do dia-a-dia, sendo as mais afetadas as responsabilidades relacionadas com as atividades familiares ou domésticas, recreativas, de ocupação/trabalho e o sono ou descanso.

A dor pode ser um sintoma ou uma doença em si mesma. A dor aguda é, geralmente, um sintoma e a dor crónica, habitualmente definida como uma dor com duração superior a três meses, pode ser considerada um sintoma associado a uma outra doença ou uma doença em si mesma. Quando a dor permanece após uma lesão ter cicatrizado ou uma doença ter sido tratada ou existe sem que se consiga identificar uma causa nos tecidos para essa dor, a dor pode ser considerada a doença e não um sintoma.

A Associação Internacional para o Estudo da Dor desenvolveu uma classificação que distingue entre dor crónica primária (a dor é a doença) ou dor crónica secundária (a dor é um sintoma associado a outra doença).2 São exemplos de dor crónica primária, a fibromialgia e a dor lombar crónica inespecífica. Nestes casos, a dor está mais associada a alterações químicas, funcionais e estruturais que ocorrem no sistema nervoso, tais como alterações no equilíbrio entre os processos inibitórios e facilitatórios endógenos, mudança nas áreas cerebrais envolvidas no processamento da dor, diminuição na concentração de neurotransmissores inibitórios, entre outros. São exemplos de condições em que a dor é considerada um sintoma, a artrite reumatoide.

Esta distinção entre a dor como um sintoma ou a dor como doença contribui para validar as queixas das pessoas com dor, independentemente de se conseguir identificar ou não uma causa. Legitima a dor da pessoa e reforça a premissa de que a dor é real e precisa de ser tratada. Mais, contribui para reduzir o estigma associado a alguns diagnósticos. Pensar-se na dor como doença implica considerar durante a intervenção os fatores que contribuem para a sua transição de aguda para crónica e para a sua manutenção ao longo do tempo, bem como considerar o seu impacto na pessoa. Estes fatores são diversos e incluem fatores genéticos, ambientais e biopsicossociais, requerendo uma intervenção multimodal e personalizada que considera a pessoa, o seu contexto e o tipo de dor.

As crenças sobre a dor, a sua origem e o seu significado carecem de ser exploradas e consideradas durante a intervenção, bem como o seu impacto na pessoa e nos que a rodeiam. Numa intervenção multimodal, centrada na pessoa, a educação, o exercício e a autogestão têm um papel central que a investigação tem enfatizado de forma bastante consensual. Estas abordagens são exploradas com maior detalhe e profundidade num livro recente que aborda a avaliação e intervenção na pessoa com dor numa perspetiva biopsicossocial. 3

Considerar que a dor pode ser uma doença constitui uma mudança de paradigma com elevado impacto positivo no tratamento da dor. Contudo, independentemente de ser considerada um sintoma ou uma doença, o relato subjetivo da experiência de dor é o padrão de referência e deve ser ouvido, respeitado e utilizado para informar a intervenção.

 

Referências:

  1. Azevedo LF, et al. (2012). Epidemiology of Chronic Pain: A Population-Based Nationwide Study on Its Prevalence, Characteristics and Associated Disability in Portugal. The Journal of Pain. 13(8):773-783.
  2. Nicholas M, et al. (2019). The IASP classification of chronic pain for ICD-11: chronic primary pain. Pain. 160(1):28–37.
  3. Silva AG. (2025). Intervenção em Dor: Comunicação e Educação em Fisioterapia, da editora Lidel

 

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Canabinoides na Oncologia: Promessa Terapêutica ou Risco? https://saudeonline.pt/canabinoides-na-oncologia-promessa-terapeutica-ou-risco/ Tue, 16 Dec 2025 10:54:48 +0000 https://saudeonline.pt/?p=181621 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Canabinoides na Oncologia: Promessa Terapêutica ou Risco? aparece primeiro em Saúde Online.

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Dor crónica nos Cuidados de Saúde Primários https://saudeonline.pt/dor-cronica-nos-cuidados-de-saude-primarios/ https://saudeonline.pt/dor-cronica-nos-cuidados-de-saude-primarios/#respond Mon, 15 Dec 2025 16:05:16 +0000 https://saudeonline.pt/?p=181627 Médico de Família na USF Ramada, ULS Loures-Odivelas; Coordenador da Consulta de Dor da USF Ramada; Membro da Coordenação do Grupo de Estudos de Dor da APMGF (MGF.dor)

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A Dor crónica é um dos maiores desafios na consulta em Cuidados de Saúde Primários. A frequência elevada desta entidade clínica está bem estabelecida e é esclarecedora do peso desta patologia no dia a dia de um Médico de Família.

Com uma prevalência de 33,6%, a Dor é um dos motivos mais frequentemente abordados em consulta (1). Ainda assim, 37% destes doentes não vê a sua dor controlada, o que se traduz diretamente numa diminuição da sua capacidade funcional e qualidade de vida, com principal impacto no sono, humor, atividade física, profissional, vida familiar e vida social (2).

Como tal, é possível compreender a importância que o utente atribui a este problema. A Dor interfere em todas as esferas da sua vida, limitando as suas atividades diárias, sendo que lhe é  frequentemente atribuído um peso superior a todos os outros problemas de saúde que o doente possa ter.

Melhorar a qualidade de vida dos doentes que sofrem de Dor crónica é fundamental. O Médico de Família é o que melhor conhece a história e o contexto dos doentes, desempenhando um papel central no seu seguimento. A abordagem holística é essencial, sendo que o acompanhamento longitudinal que tanto caracteriza a especialidade é fundamental para conseguir implementar esta abordagem.

No entanto, tendo em conta os números apresentados, parece haver obstáculos a esta gestão. Várias explicações têm sido dadas para justificar este facto, que vão para além das relacionadas com a dificuldade que é tratar a Dor em si mesma – a qual muitas vezes é acompanhada pela ausência de alterações físicas, estando modulada pela esfera biopsicossocial do doente.

A avaliação e abordagem holística dos doentes com Dor crónica numa consulta é morosa e a maioria dos doentes tem outras comorbilidades que necessitam igualmente de avaliação, sendo muitas vezes confrontada a agenda do utente e a do médico. Para além disso, muitos profissionais referem a falta de capacitação na área da Dor crónica como uma das principais barreiras ao adequado acompanhamento dos seus doentes. Embora existam Unidades de Dor distribuídas pelas diferentes unidades hospitalares, tendo em conta a grande prevalência de pessoas com Dor crónica, a maioria destes são acompanhados pelos seus Médicos de Família, sendo fundamental a capacitação destes profissionais para esta temática.

Perante estes desafios, existem várias estratégias implementadas que atuam como agentes de mudança na gestão da Dor crónica na população. Em diferentes unidades de saúde, estão implementadas consultas organizadas dirigidas aos doentes com Dor crónica, envolvendo não só os médicos como também enfermeiros e restante equipa de saúde,  privilegiando o tempo dedicado à avaliação e gestão individual do doente com Dor (3). Para além disso, existem grupos de trabalho que se dedicam ao estudo da Dor e à promoção da capacitação dos Médicos de Família na área da Dor Crónica, como é o caso do Grupo de Estudos de Dor da APMGF.

Ainda assim, a integração de cuidados é fundamental. A ligação entre cuidados de saúde primários e secundários é essencial na abordagem destes doentes, não só nos casos que beneficiam de terapêuticas mais diferenciadas, mas também nas situações em que a multidisciplinaridade é imprescindível para abranger todos os componentes do doente com Dor. O suporte psicológico, emocional, espiritual e social vão muito além dos cuidados médicos. No entanto, o Médico de Família é aquele que está numa posição privilegiada para acompanhar o doente neste percurso.

 

Bibliografia:

(1). Antunes F, Pereira RM, Afonso V, Tinoco R. Prevalence and Characteristics of Chronic Pain Among Patients in Portuguese Primary Care Units. Pain Ther. 2021 Aug 28;10:1427–37.

(2). Azevedo LF, Costa-Pereira A, Mendonça L, Dias CC, Castro-Lopes JM. Epidemiology of Chronic Pain: A Population-Based Nationwide Study on Its Prevalence, Characteristics and Associated Disability in Portugal. J Pain. 2012 Aug;13(8):773–83.

(3). Pedrosa B, Martins M, Santos C. Uncontrolled chronic pain: can a pain consultation in primary care be a solution?. Rev Port Med Geral Fam. 2024 Nov; 40(5):521-3.

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Canabinoides na Prática Clínica: O Que o Médico Pode Prescrever? https://saudeonline.pt/canabinoides-na-pratica-clinica-o-que-o-medico-pode-prescrever/ https://saudeonline.pt/canabinoides-na-pratica-clinica-o-que-o-medico-pode-prescrever/#respond Wed, 03 Dec 2025 14:37:27 +0000 https://saudeonline.pt/?p=181263 Especialista em Medicina Geral e Familiar/ Assistente Convidado, Escola de Medicina, Un. Minho/Pós-Graduado, Tratamento de Dor/ Diretor Executivo, Centro de Medicina Digital P5, Un. Minho/ Coordenador, Grupo de Estudos de Dor, APMGF/Conselho Consultivo Científico da OPCM

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A utilização de canabinoides em contexto clínico tem vindo a ganhar terreno em Portugal, acompanhando a evolução internacional no tratamento da dor crónica e de outras condições clínicas. Apesar da crescente procura por parte dos doentes, muitos médicos continuam a sentir dificuldades em perceber exatamente o que está aprovado, como prescrever e quais os limites legais.

Desde 2018, o uso de medicamentos, preparações e substâncias à base da planta da canábis está regulado em Portugal. Atualmente, o Infarmed apenas aprovou produtos derivados da planta de canábis para uso medicinal em indicações muito específicas, sendo a dor crónica a principal. Existem ainda autorizações para utilização em situações como náuseas e vómitos induzidos por quimioterapia, epilepsia refratária, síndrome de Tourette e outras condições.

É crucial sublinhar que o consumo de produtos “CBD”, óleos vendidos online, suplementos, ou qualquer substância não aprovada pelo Infarmed não constitui prescrição médica válida, não tem garantia de qualidade e pode colocar o doente em risco.

A legislação portuguesa determina que qualquer médico pode prescrever, independentemente da especialidade. No entanto, face à complexidade de titulação, às interações medicamentosas possíveis e à heterogeneidade dos perfis clínicos, idealmente esta terapêutica deve ser acompanhada por:

– Médico de família, que conhece o histórico completo do doente;

– Especialista em dor, quando aplicável;

– Equipas multidisciplinares, sobretudo em casos refratários ou polimedicados.

Esta articulação garante maior vigilância sobre eficácia, impacto funcional, efeitos adversos e objetivos terapêuticos.

Os produtos aprovados para uso medicinal podem incluir:

– Preparações ricas em THC

Indicadas sobretudo em dor crónica, espasticidade, algumas síndromes neurológicas específicas e situações de perda de apetite associada a doença grave.

O THC tem efeito analgésico e neuromodulador, mas também maior potencial de efeitos adversos psicoativos.

– Preparações ricas em CBD

Com menor risco psicoativo, podem ter utilidade como adjuvante em epilepsia refratária ou ansiedade associada a doença crónica, embora a indicação formal seja limitada.

– Formulações equilibradas THC/CBD

Procuram conjugar analgesia com melhor tolerabilidade.

Cada preparação tem concentrações específicas, métodos de administração (geralmente oral por vaporização ou solução oral), e perfis de efeito distintos. A escolha deve ser individualizada.

Apesar da regulamentação e da crescente aceitação clínica, persistem obstáculos:

– Desconhecimento técnico entre profissionais;

– Falta de uniformização de critérios de seleção de doentes;

– Estigma social e preconceitos.

Os canabinoides representam uma ferramenta terapêutica adicional no arsenal do médico para situações complexas e refratárias, sobretudo na dor crónica. A chave está em saber o que está aprovado, como prescrever com segurança e selecionar bem o doente certo.

Com mais formação, guidelines claras e maior acessibilidade, será possível que esta classe terapêutica passe a ser uma opção real e segura para os doentes que dela possam beneficiar.

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