Congresso APU - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/congresso-apu-2/ Notícias sobre saúde Tue, 27 Oct 2026 16:11:06 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Congresso APU - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/congresso-apu-2/ 32 32 “Queremos colocar o doente no centro da discussão e escolher a tecnologia mais adequada a cada caso” https://saudeonline.pt/queremos-colocar-o-doente-no-centro-da-discussao-e-escolher-a-tecnologia-mais-adequada-a-cada-caso/ https://saudeonline.pt/queremos-colocar-o-doente-no-centro-da-discussao-e-escolher-a-tecnologia-mais-adequada-a-cada-caso/#respond Tue, 27 Oct 2026 16:11:06 +0000 https://saudeonline.pt/?p=191013 A centralidade do doente, a inovação tecnológica e a importância do pensamento crítico são alguns dos eixos do XIX Simpósio da Associação Portuguesa de Urologia (APU). Em entrevista, Pedro Nunes, presidente da APU, explica as opções que orientaram a construção do programa científico, destaca a aposta na participação dos internos e sublinha a necessidade de aproximar a Urologia da população, promovendo a literacia em saúde e a procura atempada de cuidados.

O conteúdo “Queremos colocar o doente no centro da discussão e escolher a tecnologia mais adequada a cada caso” aparece primeiro em Saúde Online.

]]>

O XIX Simpósio da Associação Portuguesa de Urologia (APU) realiza-se sob o lema “Urologia Centrada no Doente”. O que motivou a escolha deste tema?
O Simpósio da Associação Portuguesa de Urologia é um dos eventos major da nossa associação e realiza-se alternadamente com o Congresso, ou seja, num ano temos o Congresso e, no seguinte, o Simpósio. Embora sejam dois eventos de grande dimensão, que procuram congregar os urologistas nacionais, têm características diferentes.

O evento é organizado pelo Conselho Diretivo da APU e desenvolve-se habitualmente em torno de um tema central, enquanto o Congresso é organizado por uma instituição, um hospital ou um serviço de Urologia, abordando geralmente temas mais gerais.

Este ano, depois de alguma reflexão, decidimos organizar o programa do Simpósio em torno da “Urologia Centrada no Doente”, acompanhando uma tendência atual da Urologia e da Medicina em geral.

Hoje em dia, ouvimos falar muito de novas tecnologias, de novos medicamentos e de inteligência artificial aplicada à Urologia e à Medicina em geral. Neste contexto, o contacto com o doente e a individualização dos cuidados parecem, por vezes, ficar em segundo plano, embora não seja necessariamente isso que acontece.

Por isso, decidimos inverter um pouco a perspetiva e centrar a discussão em casos concretos, procurando perceber qual é a tecnologia mais adequada para tratar cada doente, qual a melhor forma de estudar o seu problema e qual a abordagem mais indicada. Não queremos partir de uma determinada técnica, seja a cirurgia laparoscópica, robótica ou endoscópica, e procurar doentes que se adequem a cada uma das técnicas. Queremos fazer precisamente o contrário: partir das necessidades do doente e escolher a melhor solução.

 

O programa científico percorre praticamente todas as grandes áreas da Urologia, conjugando atualização científica, inovação tecnológica e discussão de casos clínicos. Quais foram as principais preocupações que orientaram a sua construção?
Procurámos abranger as diferentes áreas da Urologia, desde a Oncologia à Litíase, passando pelas novas tecnologias, cirurgia reconstrutiva e Urologia funcional, partindo sempre de problemas concretos e de doentes concretos.

Nesse sentido, muitas das nossas mesas terão como ponto de partida casos clínicos, alguns reais e outros adaptados à nossa realidade, convidando os colegas a debater as melhores abordagens para cada situação.

Também introduzimos algumas alterações no formato do Simpósio. Teremos duas grandes salas, uma das quais destinada à apresentação de trabalhos científicos, comunicações orais e vídeos submetidos pelos nossos associados. Recebemos um número muito elevado de trabalhos, de grande qualidade, o que nos obrigou a fazer uma seleção criteriosa.

Nesta sala decorrerá também um fórum cirúrgico, com apresentação de vídeos de intervenções realizadas em casos concretos, promovendo uma discussão interativa entre os participantes e os apresentadores. Na sala plenária decorrerão as sessões principais e os simpósios da indústria farmacêutica.

O objetivo é tornar o encontro mais dinâmico e participativo, permitindo que os colegas discutam diferentes abordagens e partilhem experiências.

 

A organização do Simpósio vai além da componente científica, procurando também envolver os doentes e a população em geral. Que iniciativas estão previstas nesse âmbito?
Temos um programa que considero muito atrativo e estamos a registar um elevado número de inscrições. Esperamos reunir a comunidade urológica em peso na Figueira da Foz, mas queremos também levar a mensagem do Simpósio para fora da comunidade médica. Vamos contar com a participação de uma associação de doentes da próstata e desenvolver iniciativas dirigidas à população em geral.

Nesse sentido, teremos um programa de rádio, a Prova Oral, que será emitido na quinta-feira, a partir das 19 horas. Será uma oportunidade para conversar com a população sobre os principais problemas abordados pela Urologia moderna, sensibilizando para algumas das patologias mais frequentes ou mais graves e para os sinais de alarme que devem motivar a procura de cuidados médicos, seja junto do médico de família, seja na Urologia. Pensamos, com isto, atingir uma faixa importante da população e tentar tornar o Simpósio mais atrativo para a comunidade em geral.

No último dia, teremos também uma iniciativa de sensibilização para as doenças da próstata, nas ruas da Figueira da Foz, associando a atividade física à divulgação de informação sobre alguns temas da Urologia, como os problemas de incontinência urinária e as neoplasias.

Acreditamos que estas iniciativas poderão contribuir para aproximar a Urologia da população e esperamos que tenham uma adesão significativa.

 

Apesar de se tratar de um encontro científico dirigido essencialmente a médicos, existe uma preocupação evidente com a sensibilização da população. Considera que esta aproximação é cada vez mais importante?
Sim, esse é um dos nossos objetivos. Queremos envolver as associações de doentes e transmitir à população uma mensagem que, muitas vezes, discutimos apenas entre nós, médicos.

A Medicina é cada vez mais antecipatória, preventiva e individualizada, e gostaríamos de sensibilizar a população para esta realidade. É importante que as pessoas compreendam o valor da prevenção, conheçam os sinais de alarme e procurem cuidados médicos atempadamente.

 

Entre os cursos pré-Simpósio, destaca-se o “Quando o médico é o doente”. O que levou a APU a incluir esta temática e em que consiste esta formação?
A sobrecarga de trabalho dos médicos é um problema que também nos preocupa, assim como as condições em que exercem a profissão, a motivação e as elevadas taxas de depressão, de burnout e de cansaço que se verificam na classe médica.

Estas questões levaram-nos a refletir sobre a necessidade de abordar o tema. Por isso, convidámos uma colega psiquiatra, que exerce a sua atividade principal no Hospital da Figueira da Foz, para dinamizar um curso com cerca de duas horas de duração.

Pretendemos discutir em que circunstâncias o próprio médico, neste caso o urologista, deve reconhecer em si sinais de alarme e procurar ajuda.

Mais uma vez, estamos a falar de Urologia centrada no doente, que, neste caso, pode ser o próprio médico. Queremos contribuir para a prevenção destas situações e para a reflexão sobre as condições de trabalho e de motivação, que muitas vezes não são as desejáveis na nossa profissão.

A APU tem vindo a investir na literacia em saúde dirigida à população. Apesar dos progressos registados, considera que ainda persistem preconceitos ou desconhecimento que podem atrasar a procura de cuidados e o diagnóstico das doenças urológicas?
Sim, penso que isso continua a acontecer, embora o trabalho que temos desenvolvido ao longo dos anos esteja a dar frutos.

Notamos que existe hoje uma maior abertura por parte da população e que a procura de cuidados médicos é mais atempada. Ainda assim, a Urologia aborda frequentemente temas sensíveis, que, no caso dos homens, podem estar relacionados com a masculinidade e a sexualidade.

Estas questões continuam, por vezes, a gerar receios e a afastar os doentes dos cuidados médicos, atrasando a procura de ajuda. Por isso, é um ponto de honra para nós continuar a trabalhar na divulgação de informação e no incentivo à procura atempada de cuidados de saúde.

 

Enquanto presidente da APU, como encara o desafio de organizar um Simpósio com um programa tão abrangente e que envolve um número tão elevado de especialistas?
É um desafio importante, mas temos a felicidade de contar com um Conselho Diretivo muito dinâmico, com muitas ideias e vontade de inovar. Pretendemos dar continuidade ao trabalho que já vinha a ser desenvolvido, introduzindo um maior dinamismo e tornando os nossos encontros científicos mais interativos.

Convidámos muitos palestrantes novos e teremos mais de 100 intervenientes, de diferentes faixas etárias. Queremos incentivar os colegas mais jovens a apresentar trabalhos e a discutir temas científicos perante os seus pares, contando também com o apoio e a experiência de profissionais com um percurso mais longo.

Procurámos abranger toda a Urologia, desde as áreas mais modernas e preventivas até aos aspetos mais tradicionais da prática clínica, como o contacto com o doente e a semiologia clínica, que são pontos que considero fundamentais e que devem estar sempre presentes na atividade dos urologistas.

Este foi um Simpósio preparado ao longo de vários meses, com um cuidado particular na seleção dos temas, dos casos clínicos e dos formatos de interação.

 

O programa contempla também uma reflexão sobre o pensamento crítico em Medicina, com a participação de José Maria Pimentel. Que importância atribui a esta discussão num contexto de crescente utilização de novas tecnologias e inteligência artificial?
Convidámos José Maria Pimentel, que considero um dos melhores comunicadores atualmente em Portugal, para nos ajudar a refletir sobre o pensamento crítico em Medicina e em Urologia.

É importante pensarmos naquilo que fazemos e não nos limitarmos a atuar de forma automática. Hoje, os processos são cada vez mais automatizados e a inteligência artificial e as novas tecnologias parecem, por vezes, colocar o médico numa posição secundária.

Queremos contrariar essa tendência, valorizando o papel do médico nos cuidados de saúde e a importância de manter um pensamento crítico sobre tudo aquilo que fazemos e dizemos. José Maria Pimentel vai ajudar-nos a refletir sobre esta temática, que considero particularmente pertinente na Medicina atual.

 

O programa reserva também um espaço próprio aos internos, incluindo sessões dedicadas à investigação científica e às novas tecnologias. Como avalia o envolvimento das novas gerações e que papel pode a APU desempenhar no seu desenvolvimento?
Há já alguns anos que temos uma estrutura dedicada aos internos, que anteriormente funcionava de forma quase autónoma. Atualmente, o Núcleo de Internos da Associação Portuguesa de Urologia integra os órgãos da associação e tem um dinamismo muito próprio.

Os internos são muito inovadores e dinâmicos na organização das suas iniciativas científicas, e queremos continuar a valorizar esse trabalho.

No primeiro dia, durante a tarde, teremos uma sessão dedicada ao Núcleo de Internos da APU, com vários convidados, incluindo especialistas estrangeiros. Serão debatidos temas do interesse das novas gerações, nomeadamente a investigação científica, as novas tecnologias e a apresentação de trabalhos científicos.

Esta é uma relação que pretendemos cultivar e aprofundar no futuro. Considero que estamos perante uma geração cada vez mais motivada para estas áreas e é importante que a associação acompanhe e incentive esse interesse.

Como caracteriza a evolução da Urologia portuguesa nos últimos anos, tanto ao nível da diferenciação técnica e científica como da qualidade dos cuidados prestados aos doentes?
A Urologia portuguesa sempre se pautou por elevados critérios de qualidade e rigor. Há muitos anos que acompanhamos aquilo que de mais moderno se faz na Europa e no mundo.

É possível que, nos últimos anos, tenhamos ficado um pouco mais limitados em termos tecnológicos, sobretudo no setor público, devido a um défice de equipamentos. No entanto, mais recentemente, a aquisição de novas tecnologias por muitos serviços de Urologia, nomeadamente sistemas robóticos, equipamentos de laser e tecnologias de imagem, veio alterar essa realidade.

O acesso que temos atualmente a exames de imagem e a exames funcionais também contribuiu para esta evolução. Tudo isto permitiu voltar a colocar a Urologia portuguesa numa posição de destaque no contexto europeu e mundial, tanto ao nível clínico como da investigação e da produção científica.

Por isso, considero que não ficamos atrás do que de melhor se faz na Urologia a nível internacional.

 

Que mensagem gostaria de deixar aos participantes do XIX Simpósio da APU?
Gostaria que se juntassem a nós e contribuíssem para tornar este Simpósio verdadeiramente interativo.

O encontro foi preparado com muito cuidado, a pensar em todos os associados, para que possam partilhar os seus casos, discutir experiências e sentir-se à vontade para participar de forma aberta e descomprometida.

Espero que, no final deste fim de semana, todos saiam da Figueira da Foz mais ricos em conhecimento e experiência. Esse é o nosso principal objetivo.

 

Sílvia Malheiro

Notícia relacionada 

“Os projetos que nos chegam são cada vez mais e, sobretudo, cada vez melhores”

O conteúdo “Queremos colocar o doente no centro da discussão e escolher a tecnologia mais adequada a cada caso” aparece primeiro em Saúde Online.

]]>
https://saudeonline.pt/queremos-colocar-o-doente-no-centro-da-discussao-e-escolher-a-tecnologia-mais-adequada-a-cada-caso/feed/ 0
“Os projetos que nos chegam são cada vez mais e, sobretudo, cada vez melhores” https://saudeonline.pt/os-projetos-que-nos-chegam-sao-cada-vez-mais-e-sobretudo-cada-vez-melhores/ https://saudeonline.pt/os-projetos-que-nos-chegam-sao-cada-vez-mais-e-sobretudo-cada-vez-melhores/#respond Tue, 27 Oct 2026 16:04:38 +0000 https://saudeonline.pt/?p=191006 Frederico Furriel, secretário geral da APU, fala sobre a importância das Bolsas de Investigação da associação, o seu contributo para o desenvolvimento da investigação em Urologia e a relevância da apresentação dos resultados no Simpósio.

O conteúdo “Os projetos que nos chegam são cada vez mais e, sobretudo, cada vez melhores” aparece primeiro em Saúde Online.

]]>

Como surgiram as Bolsas de Investigação da APU e qual tem sido o seu percurso?
As Bolsas de Investigação da APU são atribuídas há mais de duas décadas. O primeiro número do Boletim Informativo da APU, em 2001, já lhes dedicava uma secção. Nasceram em parceria com a indústria farmacêutica, numa altura em que o financiamento para investigação em Urologia era muito escasso. O objetivo mantém-se desde então: apoiar o desenvolvimento da Urologia na sua vertente de investigação.

Só na última década, a APU apoiou cerca de vinte projetos, num valor próximo dos 150 mil euros. É um esforço financeiro considerável para uma associação científica, e só tem sido possível com o apoio da indústria. E aqui não posso deixar de destacar a Jaba Recordati, que tem sido o nosso parceiro mais constante nesta área. Mas tem valido a pena. Destas bolsas nasceram projetos muito relevantes, que deram origem a várias publicações e levaram a Urologia portuguesa a revistas internacionais onde nem sempre estamos presentes.

 

Têm ajudado a criar uma cultura de investigação?
Diria que têm sido decisivas. A investigação é cara e, em muitos casos, a bolsa da APU não chega para cobrir o projeto todo. Mas funciona muitas vezes como rastilho: permite arrancar e obter os primeiros resultados, e com eles os autores conseguem depois procurar financiamentos bem mais substanciais, junto de instituições nacionais e internacionais. Conhecemos vários projetos que provavelmente não teriam arrancado sem esse impulso inicial.

A Urologia portuguesa sempre teve um nível científico elevado, mas nem sempre se dedicou muito à investigação, exceto em pequenos grupos. Já nos últimos 10 a 20 anos temos notado um interesse crescente dos internos e jovens urologistas, não só pela investigação clínica, mas também pela translacional. Costuma dizer-se que “esta é a geração mais bem preparada de sempre”, e na APU sentimo-lo. Os projetos que nos chegam são cada vez mais e, sobretudo, cada vez melhores.

O objetivo último é ajudar a construir um ecossistema científico mais robusto, que fortalece a especialidade e, no fim de contas, os cuidados que prestamos aos doentes.

 

Que critérios orientam a seleção e que áreas têm despertado mais interesse?
Um dos traços distintivos das Bolsas da APU é aceitarem projetos de qualquer área da Urologia. Muitos financiamentos têm limitações temáticas, sendo a Oncologia o exemplo mais evidente. A Oncologia ocupa naturalmente uma parte importante da nossa atividade, mas a APU já apoiou também projetos em Urologia funcional, transplantação renal, infeções, litíase, Andrologia e Urologia reconstrutiva. São áreas com menos oportunidades de financiamento, mas nem por isso menos interessantes ou relevantes. Com o apoio destas bolsas, os projetos nestas áreas conseguem “sair do papel”.

Outro critério essencial é que o investigador principal seja urologista e associado da APU. Claro que a investigação se faz em equipas multidisciplinares, e muitas das nossas incluem biólogos, bioquímicos, farmacologistas, etc. Mas, para nós, é fundamental que o projeto seja liderado por um urologista. É isso que garante a ligação entre o financiamento e a comunidade urológica que a APU representa.

A avaliação cabe à Comissão Científica da APU. Esta tarefa tem sido cada vez mais difícil, precisamente pela qualidade crescente das candidaturas. Hoje usamos um modelo aberto: o júri conhece os nomes e a afiliação da equipa e pode entrevistar um elemento de cada projeto finalista. Assim percebe, de viva voz, as motivações da equipa e as condições necessárias para o projeto ter sucesso. No passado chegámos a usar a avaliação cega. Cremos que o modelo atual permite uma avaliação mais rigorosa, completa e transparente.

 

Qual a importância de dar visibilidade aos resultados no Simpósio?
A apresentação dos resultados está, aliás, prevista no próprio regulamento, e por boas razões. Em primeiro lugar, é o momento em que os associados podem ver o que resultou do investimento feito pela sua associação e avaliá-lo de forma crítica. Depois, dá a conhecer à comunidade os projetos em curso, liderados por colegas, o que pode gerar sinergias, referenciações e colaborações clínicas ou científicas. Por fim, responsabiliza quem recebe a bolsa pelo compromisso que assumiu. No fundo, é uma questão de transparência e de prestação de contas perante os associados.

 

Sílvia Malheiro 

Notícia relacionada 

Urologia em Movimento: correr pela saúde masculina

O conteúdo “Os projetos que nos chegam são cada vez mais e, sobretudo, cada vez melhores” aparece primeiro em Saúde Online.

]]>
https://saudeonline.pt/os-projetos-que-nos-chegam-sao-cada-vez-mais-e-sobretudo-cada-vez-melhores/feed/ 0
Urologia em Movimento: correr pela saúde masculina https://saudeonline.pt/urologia-em-movimento-correr-pela-saude-masculina/ https://saudeonline.pt/urologia-em-movimento-correr-pela-saude-masculina/#respond Tue, 27 Oct 2026 15:52:06 +0000 https://saudeonline.pt/?p=190998 Membro da Direção da Associação Portuguesa de Urologia
Diretora do Serviço de Urologia da ULS-Baixo Mondego
Diretora do Serviço de Bloco Operatório da ULS-Baixo Mondego

O conteúdo Urologia em Movimento: correr pela saúde masculina aparece primeiro em Saúde Online.

]]>

No dia 1 de novembro, pelas 09h00, o XIX Simpósio da Associação Portuguesa de Urologia (APU) termina com uma iniciativa que pretende levar a Urologia para além das salas de reunião: “Urologia em Movimento – Sensibilização para as Doenças Urológicas”, uma corrida que assinala o início do Movember e promove, simultaneamente, a atividade física, a partilha e o convívio entre urologistas.

Mais do que uma iniciativa desportiva, este momento pretende chamar a atenção para a importância da prevenção, do diagnóstico atempado e da consciencialização para as doenças que afetam a saúde masculina, com particular enfoque nas doenças da próstata.

O Movember, movimento que nasceu na Austrália, em 2003, tornou-se uma campanha internacional de sensibilização para questões relevantes da saúde masculina, incluindo o cancro da próstata, o cancro do testículo e a saúde mental. Ao associar esta iniciativa ao início do mês de novembro, a APU pretende reforçar a mensagem de que cuidar da saúde deve ser uma prioridade ao longo de todo o ano.

A escolha da corrida tem também um significado especial. A prática regular de atividade física integra um estilo de vida saudável e constitui uma oportunidade para promover o bem-estar, num contexto que privilegia a participação e o espírito de equipa. Para os urologistas, será ainda um momento informal de encontro, convívio e fortalecimento dos laços entre colegas, num ambiente diferente daquele que habitualmente caracteriza a atividade científica e clínica.

Com esta iniciativa, o XIX Simpósio da APU reafirma a importância de uma Urologia próxima das pessoas, atenta às necessidades dos homens e empenhada em levar a informação à sociedade.

No dia 1 de novembro, o convite é simples: pôr a Urologia em movimento, correr pela saúde e começar o Movember com um compromisso comum — cuidar melhor da saúde masculina.

 

Notícia relacionada

“Os projetos que nos chegam são cada vez mais e, sobretudo, cada vez melhores”

O conteúdo Urologia em Movimento: correr pela saúde masculina aparece primeiro em Saúde Online.

]]>
https://saudeonline.pt/urologia-em-movimento-correr-pela-saude-masculina/feed/ 0