13 Abr, 2017

Níveis ‘muito elevados’ de exposição à radiação UV em quase todas as regiões do país podem causar danos a pele

O alerta é do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). As regiões do Funchal e Porto Santo, arquipélago da Madeira apresentam hoje risco ‘muito elevado’ de exposição à radiação ultravioleta (UV) enquanto o resto do país está com níveis ‘elevados’

De acordo com o Instituto, as regiões do Funchal e Porto Santo, arquipélago da Madeira, apresentam hoje risco ‘muito elevado’ de exposição à radiação UV.

As regiões de Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Guarda, Penhas Douradas, Leiria, Portalegre, Santarém, Setúbal, Vila Real, Viana do Castelo, Porto, Faro, Viseu Angra do Heroísmo (ilha Terceira, Açores) e Santa Cruz das Flores (ilha das Flores, Açores) apresentam hoje risco ‘muito elevado’ de exposição à radiação UV.

A exceção vai para Ponta Delgada (ilha de São Miguel, Açores) e na Horta (ilha do Faial, Açores) com risco ‘moderado’.

Para as regiões com risco ‘muito elevado’ e ‘elevado’, o Instituto recomenda o uso de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol e protetor solar, além de desaconselhar a exposição das crianças ao sol.

Os índices UV variam entre menor do que 2, em que o UV é ‘Baixo’, 3 a 5 (‘moderado’), 6 a 7 (‘elevado’), 8 a 10 (‘muito elevado’) e superior a 11 (‘extremo’).

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado, apresentando-se muito nublado no litoral oeste até final da manhã, nebulosidade que poderá persistir em alguns locais da faixa costeira.

As exposição excessiva às radiações UV são uma causas de cancro da pele , devido ao seu elevado comprimento de onda, que penetram mais profundamente nas camadas inferiores da pele, onde produzem um bronzeado profundo. Ao mesmo tempo, danificam o tecido conjuntivo nestas camadas da pele, causando envelhecimento prematuro, rugas e perda da elasticidade da pele.

Quanto mais vezes e mais intensamente a pele sofre queimaduras solares, mais frequentemente estes processos ocorrem, aumentando o risco de falhas no processo de reparação e a possibilidade ocorrência de mutações. A longo prazo, isto pode levar a alterações no material genético, a lesão crónica da pele, às fases preliminares de cancro e, eventualmente, ao próprio cancro da pele.

LUSA/SO/CS

 

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