27 Out, 2016

Mulheres desempregadas são mais afetadas psicologicamente do que homens na mesma situação

As mulheres desempregadas sofrem mais que os homens, os desempregados com filhos têm mais conhecimento sobre a ansiedade e quem procura o primeiro emprego tem mais bem estar psicológico do que aqueles que já passaram por este processo

A conclusão é do projeto Emprego Saudável, um trabalho de investigação centrado na promoção da saúde mental nos locais de trabalho e nos grupos mais afetados pela crise económica, que está a decorrer no Instituto de Medicina Preventiva e Saúde Pública da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, noticia hoje o “Diário de Notícias”.

O projecto, cujos resultados preliminares serão apresentados hoje, teve como população-alvo os desempregados e profissionais das instituições que lidam com eles, como centros de emprego, segurança social, serviços de saúde, autarquias e instituições de solidariedade social.
A cada grupo foi dada uma formação específica sobre vários temas. Entre eles sobre o que é a ansiedade e a depressão, o estigma ligado ao desemprego e doença mental, promoção da saúde mental, satisfação no trabalho e prevenção de burnout.

“Trabalhamos a promoção da saúde mental e a prevenção do sofrimento psicológico. O desemprego é um determinante para uma saúde mental pior. Dos vários resultados que encontramos neste trabalho um deles foi que as mulheres desempregadas têm menos bem estar psicológico que os homens. Existem duas possíveis explicações: a expectativa que o reemprego é mais fácil para os homens do que para as mulheres no geral, o que lhes dá uma perspetiva mais negativa, e as mulheres têm uma prevalência de depressão que é o dobro da dos homens. Também vimos que quem procura o primeiro emprego tem uma expectativa mais positiva do que os que procuram o reemprego. Para estes será quase um déjà vu e vão-se tornando menos esperançados”, disse ao DN Maria João Heitor, coordenadora do projeto. Depois das formações foi feita uma avaliação ao grupo: metade dos participantes melhorou o bem-estar psicológico, mais de um terço ganhou mais conhecimentos sobre ansiedade e 47% sobre a depressão.

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