Ministério paga TAC para Hospital de Barcelos e “aborta” campanha hoje lançada

A Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN) informou que a tutela vai assumir os custos da aquisição de um equipamento de tomografia axial computorizada (TAC) para o Hospital de Barcelos. Isto no mesmo dia em que o Hospital de Barcelos lançou uma campanha de recolha de fundos para adquirir aquele equipamento.

“Tendo presente algumas notícias vinda a público dando conta do lançamento de uma campanha pública com vista à aquisição de um equipamento de Tomografia Axial Computorizada (TAC) para a Unidade Hospitalar de Santa Maria Maior, Barcelos, cumpre esclarecer que, no quadro das competências adstritas ao Ministério da Saúde e após análise da justificação apresentada pela referida unidade hospitalar, a aquisição do equipamento em apreço foi já assumida pela tutela com o recurso a verbas constantes do orçamento do Serviço Nacional de Saúde”, refere a ARSN, em comunicado enviado à Lusa.

Esta informação da ARSN surge no mesmo dia em que o Hospital de Barcelos lançou, na presença do bastonário da Ordem dos Médicos, uma campanha de recolha de fundos para adquirir uma máquina de TAC.

A campanha pretendia recolher donativos, junto da população em geral, de empresas, câmaras municipais ou juntas de freguesia, para comparticipar a compra do equipamento, avaliado em 350 mil euros.

“Uma vez que a tutela assume o investimento, a campanha acaba no dia em que começou. Pode dizer-se que esta foi uma das campanhas mais rápidas de sempre”, referiu à Lusa o diretor clínico do hospital.

Segundo Rui Guimarães, o Hospital de Barcelos tinha tido, na sexta-feira, luz verde da tutela para acabar com as “chapas” do raio X, substituindo-as por um processo digital.

“Entusiasmados com essa boa nova, e porque temos consciência de que o Serviço Nacional de Saúde tem muitas solicitações e não pode responder a tudo ao mesmo tempo, decidimos avançar com a campanha da TAC. Felizmente, também esta questão está resolvida”, acrescentou.

O Hospital de Barcelos requisita atualmente, por ano, cerca de 7000 TAC a entidades externas.

Os doentes são, assim, obrigados a deslocações ao exterior, o que, como hoje sublinhou o administrador do hospital, Joaquim Barbosa, “acarreta alguns riscos” para os utentes.

Depois da informação de hoje da ARSN, Rui Guimarães lembra que, além da questão da segurança e da comodidade dos doentes, a máquina TAC vai ainda contribuir para a eficiência económica do hospital, já que os exames vão deixar de ser requisitados e pagos a entidades externas.

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