26 Dez, 2016

Lalanda e Castro regressou a Portugal e já se disponibilizou para falar com as autoridades

O ex-administrador da farmacêutica Octapharma Paulo Lalanda e Castro chegou […]

O ex-administrador da farmacêutica Octapharma Paulo Lalanda e Castro chegou sexta-feira à tarde a Lisboa e disponibilizou-se às autoridades para depor no sábado, no âmbito da ‘Operação O Negativo’, referiu, em comunicado, o seu advogado, Ricardo Sá Fernandes.

“Hoje, dia 23 de dezembro, Paulo Lalanda e Castro veio para Portugal, tendo viajado num avião que aterrou pelas 17:00 no aeródromo de Tires”, disse Ricardo Sá Fernandes.

No comunicado, o advogado refere também que Paulo Lalanda e Castro “disponibilizou-se às autoridades para depor já amanhã [sábado] ou em qualquer outra data que venha a ser marcada”.

“Paulo Lalanda e Castro, quer ser ouvido no processo da denominada ‘Operação O Negativo’, tal como por si já diversas vezes requerido, de forma a poder esclarecer cabalmente todas as questões que as autoridades judiciárias portuguesas que querem ver esclarecidas”, acrescenta no comunicado.

Paulo Lalanda e Castro chegou a ser detido na Alemanha no âmbito de um mandado de detenção europeu, mas um juiz alemão ordenou a sua libertação por ter considerado injustificado o pedido.

O juiz alemão considerou que não se justificava o mandado de detenção europeu (MDE) de Lalanda e Castro, porque este, que é arguido em outros processos em Portugal, “sempre esteve contactável, não sendo preciso a sua detenção para ser ouvido em Lisboa”, explicou Ricardo Sá Fernandes.

Lalanda e Castro é arguido nos processos ‘Operação Marquês’ e ‘Vistos Gols’.

No inquérito da ‘Operação O Negativo’, dirigido pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, investigam-se suspeitas de que Lalanda e Castro e Luis Cunha Ribeiro – ex-presidente do INEM -, que estava ligado a procedimentos concursais públicos na área da saúde, terão acordado entre si que este último utilizaria as suas funções e influência para beneficiar indevidamente a Octapharma.

Em causa estão factos suscetíveis de se enquadrarem na prática de crimes de corrupção ativa e passiva, recebimento indevido de vantagem e branqueamento de capitais.

No âmbito deste processo, foram igualmente constituídos arguidos um representante da Associação Portuguesa de Hemofilia e dois advogados, um deles Farinha Alves.

LUSA/SO

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