15 Dez, 2016

Interrogatório de Cunha Ribeiro interrompido, deverá ser retomado hoje

O interrogatório de Cunha Ribeiro, ex-presidente do INEM que foi […]

O interrogatório de Cunha Ribeiro, ex-presidente do INEM que foi detido na terça-feira, foi interrompido, devendo ser retomado na hoje, revelou fonte ligada ao processo.

O interrogatório tinha começado por volta das 19:00 de ontem, depois de o advogado ter consultado os autos do processo sobre o negócio com plasma.

Segundo a mesma fonte, o advogado de Luis Cunha Ribeiro, José Lobo Moutinho, esteve a consultar os autos do processo antes de a juíza de instrução criminal Cláudia Pina dar início ao interrogatório, com a identificação do arguido, e de lhe perguntar se quer prestar declarações.

Quatro arguidos, incluindo o ex-presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e do INEM, que está detido, constituem o balanço da investigação sobre o negócio do plasma sanguíneo.

Luis Cunha Ribeiro foi detido na terça-feira, no decorrer da investigação da Unidade de Combate à Corrupção da PJ e do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa, que investiga factos suscetíveis de se enquadrarem na prática de corrupção ativa e passiva, recebimento indevido de vantagem e branqueamento de capitais.

Foram realizadas mais de 30 buscas em estabelecimentos oficiais relacionados com a saúde, incluindo o Ministério e o INEM, duas buscas em escritórios e locais de trabalho de advogados e outras em território suíço.

“No inquérito investigam-se suspeitas de obtenção, por parte de uma empresa de produtos farmacêuticos, de uma posição de monopólio no fornecimento de plasma humano inativado e de uma posição de domínio no fornecimento de hemoderivados a diversas instituições e serviços que integram o Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, referiu a nota da PGR.

Para o efeito, “um representante da referida empresa de produtos farmacêuticos e um funcionário com relevantes funções no âmbito de procedimentos concursais públicos nesta área da saúde terão acordado entre si que este último utilizaria as suas funções e influência para beneficiar indevidamente a empresa do primeiro”, acrescentou.

Os factos em investigação ocorreram entre 1999 e 2015 e os suspeitos terão obtido vantagens económicas que procuraram ocultar, em determinadas ocasiões com a ajuda de terceiros.

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