29 Nov, 2016

Integração de “precários” no Centro Hospitalar do Oeste permitiria poupança de 1ME anuais

Sustentando-se me dados do Ministério da Saúde, o Bloco de Esquerda estima que a integração de 275 trabalhadores subcontratados no Centro Hospitalar do Oeste (CHO) permitiria uma redução de custos anual na ordem de um milhão de euros

Sustentando-se me dados do Ministério da Saúde, o Bloco de Esquerda estima que a integração de 275 trabalhadores subcontratados nas unidades que integram o Centro Hospitalar do Oeste (CHO) permitiria uma redução de custos anual na ordem de um milhão de euros.

“Estes trabalhadores precários representam uma despesa mensal média para o CHO de 2.412,29 euros e, se fossem todos contratados directamente, acabando com a precariedade, esse custo baixaria para 2.084,64 euros mensais por trabalhador”, apontam os bloquistas em comunicado.
As “contas” do BE apontam para uma redução de “cerca de um milhão de euros por ano” na despesa do centro hospitalar, onde, segundo os dados avançados pelo Ministério da Saúde em resposta a uma questão efectuada no Parlamento, existem “275 trabalhadores subcontratados, dos quais 96 são médicos e 179 assumem outras funções, maioritariamente assistentes operacionais”.

Segundo o Governo, “mais de 50% das horas de prestação médica nos serviços de urgência do CHO” são garantidas por trabalhadores precários e os custos decorrentes das prestações de serviços correspondem a 7.960.569,67 euros, representando “17,04% do total de encargos” com os funcionários que integram o mapa de pessoal.

O valor estimado de poupança foi encontrado com base nas tabelas de remuneração da função pública, para cada categoria profissional, “considerando o salário-base, as devidas contribuições para a Segurança Social, o subsídio de alimentação e um recurso a 200 horas extraordinárias anuais de todos os médicos e enfermeiros, e 60 horas para os restantes trabalhadores”, refere o comunicado.

Contas feitas, o BE considera não haver dúvidas de que “acabar com a precariedade no CHO, além de permitir melhorar a vida destes trabalhadores e dos utentes, permite também uma melhor aplicação do investimento público”.

SO

 

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