24 Jan, 2018

Inação do ministro da Saúde leva a incumprimento de tempos de resposta

A maioria dos hospitais públicos mostra dificuldades no cumprimento dos tempos máximos de resposta garantidos para primeira consulta hospitalar.

São várias as especialidades onde mais de metade dos hospitais apresentam um tempo médio de resposta acima do máximo legalmente estabelecido (120 dias).

Existem hospitais com mais de dois anos de espera para uma consulta, como acontece com Oftalmologia em que o tempo médio de espera chega atingir 2 anos e 10 meses, Otorrinolaringologia que chega a atingir os 2 anos e 9 meses de espera. Reumatologia chega aos 2 anos e 6 meses e Dermato-Venereologia a chegar aos 2 anos e alguns dias.

Perante esta situação, Adalberto Campos Fernandes continua a não aceitar a proposta dos sindicatos para o aumento do número de horas semanais alocadas à consulta dos médicos hospitalares.

“Note-se que atualmente praticamente metade do horário semanal normal de um médico hospitalar, ou seja, 18 das 40 horas semanais, estão alocadas ao Serviço de Urgência”, salienta o Sindicato Independente dos Médicos (SIM).

Uma das principais reivindicações dos sindicatos médicos é a redução das horas em Serviço de Urgência das 18 atuais para 12 horas, com afetação de médicos a trabalho preferencial em equipas de urgência. Esta proposta permite alocar as 6 horas semanais, dentro do horário de 40 horas, à realização de consultas e cirurgias.

SO/SF

 

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