20 Dez, 2017

Foram contratados 7.500 profissionais da saúde desde 2014

O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, revelou que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) nunca teve tantos médicos especialistas colocados em todo o país.

“Quero chamar a atenção de que nunca o SNS teve tantos médicos especialistas colocados em todo o país. O exemplo de Sintra é um bom exemplo, mas no interior do país, por todo o território continental, nós temos mais médicos colocados”, afirmou o ministro na inauguração do novo Centro de Saúde de Queluz, em funcionamento desde 2 de outubro e com cerca de 23 mil utentes.

“Hoje temos em Sintra a maior cobertura de cidadãos com médico de família, o maior número de médicos de família, mas faltam-nos ainda 16 ou 17. Cá estamos até 2019 para continuar a absorver no sistema todos os profissionais qualificados que estejam disponíveis”, assegurou Adalberto Campos Fernandes.

Adalberto Campos Fernandes enfatizou ainda que “o número de profissionais de saúde a emigrar tem vindo a cair”.

O ministro disse que o SNS possui hoje “mais 7.500 profissionais” do que em 2014, mas considerou que o aumento “não é suficiente” e o ministério continuará a trabalhar para aumentar o número de médicos e outros profissionais “num quadro de respeito pelo exercício global do país”.

“Sem contas públicas equilibradas, não há serviços públicos de qualidade, e não há funções sociais que sejam garantidas”, frisou.

Segundo adiantou à Lusa uma fonte oficial do Ministério da Saúde, de acordo com dados até 14 de dezembro, o SNS tem contratados 5.541 médicos de família.

O presidente da Câmara de Sintra sublinhou que o Agrupamento de Centros de Saúde (Aces) do concelho possui 422 mil pessoas inscritas e que “há bem pouco tempo faltavam mais de 60 médicos de família e agora são 16”.

“Há um progresso notável que se tem vindo a fazer”, elogiou Basílio Horta (PS), acrescentando ser preciso criar condições para que os profissionais de saúde aceitem trabalhar nos centros de saúde do concelho.

Questionado sobre a necessidade de aumentar a fiscalização a instituições como a Raríssimas, Adalberto Campos Fernandes pediu para não se confundir “a árvore com a floresta”.

“Não confundamos comportamentos individuais, ou dos agentes, com aquilo que é a missão especial, de mérito social, de instituições como a Raríssimas, que têm servido ao longo dos últimos anos famílias que precisam daquele tipo de apoios”, vincou o ministro.

O governante defendeu que se deve “pensar nas crianças e nas famílias” e que, apesar do caso “muito negativo” de alegadas irregularidades na Raríssimas, “o setor social e as IPSS [Instituições Particulares de Solidariedade Social] têm sido fundamentais nos últimos anos, nas últimas décadas para ajudar os portugueses que mais precisam”.

Uma reportagem da TVI sobre alegadas irregularidades nas contas da Raríssimas colocaram a presidente da associação, Paula Brito e Costa, que entretanto se demitiu, como suspeita de utilizar fundos da IPSS para fins pessoais.

O secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, também se demitiu na sequência da divulgação de ter sido consultor da associação.

Em relação ao processo de mudança da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) para o Porto, o ministro disse apenas que, na altura própria, “o governo tomará em devida consideração aquilo que forem as recomendações do grupo de trabalho” criado para avaliar a transferência.

LUSA/SO

Gedeon Richter

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