17 Jan, 2018

Febre amarela faz 20 mortos desde agosto no Brasil

O Ministério da Saúde do Brasil anunciou que 20 pessoas morreram em consequência da febre amarela desde agosto de 2017, num total de 35 casos registados.

O anúncio foi feito pelo secretário executivo do Ministério da Saúde, Antônio Nardi, durante uma conferência de imprensa em Brasília. Na ocasião, aquele responsável anunciou também que existem vacinas suficientes para imunizar toda a população do país se for necessário.

Das 20 mortes anunciadas, 11 verificaram-se no Estado de São Paulo, sete em Minas Gerais e as restantes duas no Rio de Janeiro, os Estados mais populosos do país e localizados na região sudeste do país.

Houve também uma morte em Brasília, a capital do Brasil, enquanto outras “mortes estão em investigação e consideradas como suspeitas”, disse

Segundo o representante do Governo brasileiro, no mesmo período 290 casos suspeitos foram descartados e outros 145 permanecem sob investigação.

Os novos casos contabilizados a partir de agosto passado, quando o país decretou o fim da emergência de saúde causada pela febre amarela são menores do que as estimativas oficiais anteriores, que davam conta de que a doença causou entre dezembro de 2016 e agosto de 2017 um total de 261 mortes entre os 777 casos provados de infeção.

Apesar do alarme gerado neste ano em alguns Estados como São Paulo e Rio de Janeiro, onde há muitas filas para obter a vacina, o Ministério da Saúde brasileiro recusou falar num novo surto e limitou-se a dizer que é “um aumento na incidência da circulação viral”.

“No momento, não estamos falando de um surto, estamos falando de um aumento na incidência contido nesses Estados”, ressaltou Antônio Nardi.

Instado a divulgar o número de vacinas armazenadas, Antônio Nardi não divulgou um número específico, mas afirmou que o número de doses é “suficiente” para imunizar “a população brasileira inteira, se necessário, de forma fracionada”.

De acordo com dados oficiais, a população brasileira atualmente ultrapassa os 200 milhões de habitantes.

Questionado sobre a possibilidade do vírus estar a circular com o mosquito ‘Aedis aegypt’, Antônio Nardi afirmou que o país tem monitorados e que só houve registo de casos de febre amarela silvestre no país.

“Só temos casos registados de febre amarela silvestre, mas continuando a adotando monitoramento e campanhas para conter a circulação viral que inclui combater também o vetor urbano que é o ‘Aedes aegypti’ (…) Fazemos estudos permanentemente e todos os institutos de pesquisa apontam a presença do vírus silvestre”, afirmou.

Especialistas do país distinguem dois tipos de febre amarela que são diferenciadas pelo mosquito transmissor: a silvestre – transmitida pelos ‘Haemagogus’ e os ‘Sabethes’, que atacam principalmente os macacos – e a urbana – que é transmitida pelo ‘Aedes aegypti’ o mesmo vetor do dengue, zika e da chikungunya.

Os casos registados no Brasil têm sido ligados a febre amarela selvagem, no entanto com a aproximação da fronteira de transmissão as grandes cidades o risco de que o mosquito urbano passe a transmitir a doença aumenta.

LUSA/SO

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