29 Mar, 2017

Febre-amarela causa a primeira morte perto da capital no Brasil

O governo regional anunciou ontem que o estado brasileiro do Espírito Santo registou a primeira morte por febre-amarela, em Cariacica, a 30 quilómetros da principal cidade do estado

De acordo com informações do Ministério da Saúde do Brasil, os casos registados no país são de residentes em zonas rurais ou que tiverem contacto com áreas silvestres em trabalho ou em lazer.

No entanto, o registo de uma morte por febre-amarela em Cariacica preocupa uma vez que a doença também é transmitida pelo Aedes Aegypti, o mesmo mosquito responsável pela proliferaão do dengue, do Zika e da febre chikungunya.

Segundo informações da Secretaria de Saúde do Espírito Santo, este ano foram feitas 344 notificações de suspeita de febre-amarela. Do total, 73 foram descartadas e 115 foram confirmadas para febre-amarela silvestre, sendo que 37 casos resultaram em morte.

“Os óbitos atualizados são de casos anteriores, que tiveram a investigação concluída nesta data”, destacou o órgão de saúde.

De acordo com informações enviadas pelos municípios do Espírito Santo 2.596.368 pessoas foram imunizadas contra a febre-amarela, o que representa uma cobertura vacinal de 72,56% da população do estado.

Este estado brasileiro enfrenta um surto de febre-amarela desde que o primeiro caso foi confirmado em janeiro, mas a presença do vírus foi detetada um pouco antes quando o Espírito Santo recebeu notificação de mortes de macacos.

Este ano foram encontrados macacos mortos em 52 municípios do Espírito Santo, dos quais 21 municípios tiveram amostras confirmadas para febre-amarela.

O Ministério da Saúde do Brasil atualizou as informações transmitidas pelas secretarias estaduais de saúde sobre a situação da febre-amarela no país. Segundo o órgão federal, de janeiro até o dia 23 de março foram confirmados 492 casos da doença.

Ao todo, foram notificados 2.104 casos suspeitos de febre-amarela no Brasil, sendo que 1.101 permanecem em investigação e 511 foram descartados. Das 277 mortes suspeitas notificadas, 162 foram confirmadas, 95 ainda estão a ser investigadas e 20 foram descartadas.

LUSA/SO

 

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