19 Jan, 2017

Fármacos biossimilares são “arma indispensável” contra cancro

A Sociedade Europeia de Oncologia Médica considera que os medicamentos biossimilares são “armas indispensáveis” para o tratamento do cancro em sistemas de saúde que se pretendem financeiramente sustentáveis

Num documento datado de quarta-feira e publicado no site oficial da Sociedade Europeia (ESMO, na sigla inglesa), os peritos consideram que os biossimilares são “uma excelente oportunidade para ter boas e válidas opções de medicamentos que melhorem a sustentabilidade e a acessibilidade do tratamento do cancro em vários países”.

Os biossimilares são medicamentos provenientes de organismos vivos semelhantes a outro medicamento biológico que já tenha sido autorizado a entrar no mercado (o medicamento de referência). Embora semelhante ao caso dos genéricos, os biossimilares exigem estudos clínicos para garantir que o processo de fabrico é correto, ou seja o processo de desenvolvimento é mais complexo do que nos genéricos.

Para que os biossimilares cumpram a função de melhorar o aceso ao tratamento do cancro, o presidente do grupo de trabalho dos medicamentos da Sociedade Europeia de Oncologia Médica refere que é necessário garantir que seguem os procedimentos.

“Para isso, temos de ter a certeza de que os biosimilares seguem os procedimentos de fabrico apropriados, estão clinicamente testados e cumprem os regulamentos da Agência Europeia de Medicamentos (EMA)”, afirmou Josep Tabernero.

Na Europa, as reduções de preço para os biossimilares deverão variar entre 20% e 40%, prevendo-se poupanças potenciais de 50 a 100 mil milhões de euros até 2020 com o recurso a estes medicamentos.

“Os biossimilares são armas indispensáveis em sistemas de saúde financeiramente sustentáveis em escala global, bem como para melhorar significativamente os resultados para um número crescente de pacientes em toda a Europa e no resto do mundo”, frisa o presidente da ESMO, Fortunato Ciardiello, no comunicado divulgado no site da instituição.

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