3 Mar, 2017

Falta de verbas paralisa o rastreio da doença do sono em Angola

Iniciada a 25 de janeiro, a campanha tem como meta atingir mais de 25 mil pessoas, trabalho a ser efetuado por 14 equipas móveis, cada uma composta por quatro técnicos

A campanha de rastreio da doença do sono em Angola, que estava a ser realizada desde 25 de janeiro, está parada devido a atrasos na atribuição de verbas.

Com fim previsto para julho, a campanha já examinou 32.729 pessoas, das quais 111 são suspeitas de estarem afetadas pela doença, revelaram os integrantes das equipas móveis.

As províncias angolanas do Uíge, com 60 casos, e do Zaire, com 23 casos, foram as que registaram mais casos suspeitos, sendo ainda endémicas as regiões do Bengo, Cuanza Sul, Malange, Cuanza Norte e Luanda.

A tripanossomíase, mais conhecida como doença do sono, é uma doença endémica em Angola, tendo em 2016 sido notificados 19 novos casos em pessoas que procuraram voluntariamente Centros de Diagnóstico e Tratamento, contudo, o número não reflete a realidade do país.

Em Angola, a doença tem registado fases de diminuição da sua incidência e de aumento, disse recentemente o ministro da Saúde angolano, Luís Gomes Sambo.

De acordo com o ministro, neste momento a doença está num processo de controlo, mas a enfermidade ainda está presente em Angola, havendo necessidade de mais trabalho para a sua eliminação.

LUSA/SO

 

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