10 Jan, 2018

“Falta de recursos” na urgência metropolitana, denunciam pediatras de Matosinhos

Os pediatras do Hospital Pedro Hispano (HPH), concelho de Matosinhos, denunciaram "a manifesta falta de recursos" para a composição da equipa que integra a escala a que estão obrigados no âmbito da Urgência Pediátrica Integrada do Porto

Em causa uma urgência metropolitana que é assegurada no Centro Hospitalar de São João (CHSJ), no Porto, por pediatras de vários hospitais do Grande Porto, nomeadamente do próprio CHSJ, Pedro Hispano e Centro Hospitalar e Universitário do Porto, unidade conhecida como Santo António.

Num abaixo-assinado hoje divulgado, mas que data de dezembro, os pediatras do HPH falam em “manifesta falta de recursos” e apelam à direção clínica da Unidade Local de Saúde de Matosinhos (ULSM) – que é quem administra o HPH – para que reúna melhores condições.

Já em declarações à agência Lusa, o secretário regional do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Jorge Silva, apontou que “os alertas têm sido feitos [e] não tem havido qualquer resposta” a uma situação que, disse, “põe em risco quer os doentes quer a responsabilidade profissional e a sobrecarga a que os profissionais estão sujeitos”.

“As equipas de pediatras do HPH que asseguram a escala que lhes compete na urgência metropolitana são insuficientes em termos de recursos humanos, quer em termos quantitativos quer em termos qualitativos”, referiu Jorge Silva.

O secretário regional do SIM – que salvaguardou que esta tomada de posição “nada tem a ver com os restantes hospitais”, uma vez que “esses são responsáveis pelas suas equipas” – apontou que “tem de ser a ULSM de Matosinhos a assegurar o necessário para as suas escalas”.

“O que está aqui em causa é a necessidade de contratação de mais pediatras em Matosinhos. A ULSM não assegura o número de pediatras em termos quantitativos e qualitativos necessário para a satisfação das necessidades, tal como são as orientações técnicas da Ordem dos Médicos”, acrescentou Jorge Silva.

No que se refere a meios quantitativos, em causa está a recomendação de que estejam 13 pediatras na escala, sendo que o SIM aponta que “a maior parte das vezes estão apenas nove escalados”.

Quanto à falta de meios “qualitativos”, em causa está a proporção de internos do último ano de especialidade que, descreveu o responsável do sindicato, “deve ser