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FAMA, formações que alinham discursos de farmacêuticos e médicos

2 de Novembro - 23 de Novembro

Em novembro decorrem mais duas edições da formação FAMA. Desta vez dedicadas à menopausa.

Esta iniciativa da Gedeon Richter “permite ir atualizando os conhecimentos técnico científicos dos farmacêuticos. A área da saúde é das áreas onde há cada vez mais inovação e é necessário haver esta atualização. E estas formações possibilitam que os farmacêuticos estejam a par da mais recente evidência científica nestas áreas de conhecimento”, salienta Ema Paulino, farmacêutica.

Além desta atualização do conhecimento, as formações FAMA permitem um “alinhamento” do discurso entre os diferentes profissionais de saúde. “Estas formações têm a colaboração das sociedades científicas, por isso, são também uma forma de garantirmos que o discurso de farmacêuticos e outros profissionais de saúde, nomeadamente os médicos ginecologistas, está alinhado”.

Quanto ao tema da próxima FAMA, a menopausa, Ema Paulino aponta como “relevante”, tendo em conta que os “farmacêuticos são muito abordados sobre esta questão”. “O estigma na procura de soluções para mulheres na menopausa é cada vez menor. Nessa perspetiva, faz todo o sentido que o farmacêutico esteja capacitado para dar a melhor resposta.”

A FAMA é acreditada pela Ordem dos Farmacêuticos (OE) e representa 0,40 créditos no plano de formação contínua destes profissionais. Ema Paulino explica a relevância: “De acordo com os estatutos da Ordem dos Farmacêuticos, estes têm uma obrigatoriedade de renovação de conhecimentos e acumulação de créditos de desenvolvimento profissional contínuo, a cada ciclo de cinco anos. O facto de a FAMA ser acreditada pela OF permite que os farmacêuticos recolham créditos que contribuem para este ciclo”.

A formadora convidada é Fernanda Geraldes, médica ginecologista, que irá dar resposta às questões dos farmacêuticos e técnicos e também transmitir algumas informações. “Em primeiro lugar explicar o que é a menopausa, porque os farmacêuticos não têm que saber na sua formação básica, mas é muito importante que adquiram conhecimentos sobre a definição de menopausa, como fazer o diagnóstico e os principais sintomas da menopausa. Só assim poderão aconselhar de uma forma mais consistente. Quero apresentar o arsenal terapêutico ao nosso dispor. Eles já o conhecem de uma forma mais desligada em relação ao seu uso clínico”, explica Fernanda Geraldes.

Já decorreu uma primeira sessão em outubro, na qual a ginecologista verificou o interesse destes profissionais em obter mais conhecimento, sobretudo saber mais sobre a terapêutica. “Questionaram, por exemplo, porque se dá a algumas mulheres estrogénios isolados e a outras uma combinação de estrogénio e progestativo. A primeira situação, aplica-se apenas nas senhoras submetidas a histerectomia. Já a combinação de estrogénio e progestativo é indicada em mulheres não submetidas àquele procedimento cirúrgico. Perguntaram sobre a eficácia de alguns fármacos que são apresentados como verdadeiras alternativas terapêuticas. E também sobre o diagnóstico da menopausa”. A mulher em menopausa deverá ter 50, 51 anos, ausência de menstruação e, na maioria dos casos, cerca de 70%, sintomas vasomotores.

Fernanda Geraldes, também coordenadora da Secção de Menopausa da Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG), destaca a relevância destas formações porque “estamos a envolver um grupo de profissionais que pode ter um papel muito importante no aconselhamento e tranquilização do utente. Eles estão muito próximos da população e as pessoas confiam sentindo também que se trata de um acesso mais facilitado do que em relação aos Centros de Saúde ou aos Hospitais.”. Tal como Ema Paulina, também a médica ginecologista destaca que com estas formações é possível colocar todos os profissionais a comunicar a mesma mensagem. “Só rumando todos para o mesmo lado é que conseguimos chegar a bom porto.”

Menopausa, uma fase na vida da mulher

A menopausa surge por volta dos 50 anos e os principais sintomas são calores, afrontamentos e sintomas vasomotores, que ocorrem em cerca de 70% dos casos e em cerca de metade são considerados severos em termos de intensidade; insónias e perturbações do sono (que afetam cerca de 50% das mulheres); alterações de humor (depressão pode afetar até 20%); dores osteoarticulares (associados a doenças crónicas como a osteoporose); problemas génito-urinários (por exemplo incontinência urinária e secura vaginal); diminuição da líbido. Há sintomas menos frequentes, tais como crises de pânico, doença obsessiva compulsiva, bipolaridade e esquizofrenia.

A terapêutica hormonal, sistémica e tópica, é a primeira linha para o tratamento das mulheres em menopausa. A estes aliam-se alternativas não hormonais e para a síndrome genito-urinária cremes hidratantes e lubrificantes. Em segunda linha, há ainda possibilidade de se recorrer ao laser vaginal bem como a outras terapias, como a aplicação local de ácido hialurónico. “Estas novas abordagens necessitam de mais tempo de folow-up para aferirmos da segurança e eficácia a longo prazo.”

Próximas datas:

– 2 de novembro: Centro Empresarial Porto

– 9 de novembro:  Novotel – Setúbal

– 9 de novembro: Hotel Marina Atlântico – Ponta Delgada

– 9 de novembro: Hotel Mercure – Braga

– 16 de novembro: Hotel Aldeia dos Capuchos – Almada

– 16 de novembro: Centro Empresarial Porto

– 16 de novembro: Hotel Exe Penafiel Park

– 23 de novembro: Sana Silver Coast – Caldas Rainha

– 23 de novembro: Hotel Melia – Leiria

– 23 de novembro: Centro Empresarial Porto

SO/SP

Detalhes

Início:
2 de Novembro
Fim:
23 de Novembro
Categoria de Evento:
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