2 Mar, 2017

Estados-membros elaboram documento para reduzir o impacto de doenças crónicas na UE

O documento consiste em 12 passos para reduzir os impactos das doenças crónicas, sem perder de vista as diferentes conjunturas nacionais

Foi recentemente aprovado um documento com 12 passos para reduzir o impacto das doenças crónicas na União Europeia, que tem em conta as as “diferentes conjunturas nacionais” e pretende envolver os cidadãos em risco e os com doença crónica.

O documento foi apresentado na conferência final do JA-CHRODIS (Ação Conjunta Europeia nas Doenças Crónicas e na Promoção do Envelhecimento Saudável) no início desta semana, em Bruxelas.

Rogério Ribeiro, investigador do Centro de Educação e Investigação da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP), uma das organizações que representou Portugal na conferência do JA-CHRODIS, afirma que o diagnóstico está feito, mas era necessário encontrar uma forma de a Comissão Europeia conseguir ajudar os Estados-membros numa resposta às doenças crónicas.

A partilha de melhores exemplos e a necessidade de ter em conta as particularidades de cada país foram abordados neste encontro.

O documento foi apresentado pelo coordenador do JA-CHRODIS, Carlos Segovia, que o classificou como uma “ferramenta prática para inspirar e guiar profissionais de saúde e decisores políticos na promoção do envelhecimento saudável e na prevenção, gestão e tratamento das doenças crónicas”.

Os passos têm em consideração as diferentes conjunturas nacionais, enfatizando a conseção. monitorização e avaliação de projetos, o envolvimento dos cidadãos em risco e daqueles com doença crónica, a educação e a formação, a colaboração entre setores, a boa gorvernança, a equidade, entre outras recomendações.

Esta conferência  “mostrou que existe agora um caminho e uma metodologia de trabalho claros para avançarmos para a aplicação no terreno das lições aprendidas e soluções desenhadas em diálogo europeu nas áreas da promoção da saúde ao longo do ciclo de vida, da prevenção e gestão das doenças crónicas, principalmente da diabetes”, afirmou Rogério Ribeiro.

Atualmente, as doenças crónicas representam 70 a 80% do orçamento para a saúde na União Europeia.

Segundo o Comissário Europeu para a Saúde e Segurança Alimentar, Vytenis Andriukaitis, “mais de meio milhão de cidadãos europeus em idade ativa morre prematuramente por causa das doenças crónicas”.

LUSA/SO

 

Gedeon Richter

 

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