12 Jan, 2017

Especialistas exigem priorização da insuficiência cardíaca na agenda da saúde

Em documento de consenso, os especialistas expõem os principais problemas relativos à insuficiência cardíaca, e traçam as medidas urgentes que decisores políticos, instituições de saúde e profissionais de saúde devem implementar a curto e médio prazo

Um grupo de especialistas  em cardiologia, medicina interna e medicina geral e familiar, ao qual se associam Associações científicas médicas das respetivas especialidades elaborou um documento de consenso com recomendações para amelhoria do tratamento da insuficiência cardíaca em Portugal

O documento, elaborado pelos Grupos de Estudo de Insuficiência Cardíaca (GEIC), de Cuidados Intensivos Cardíacos (GECIC), de Cardiologia Nuclear Ressonância Magnética e TC Cardíaca (GECNRMTC) e de Cardiopatias Congénitas (GECC) da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) será apresentado no próximo dia 20 de janeiro, pelas 16 horas, no VIP Executive Art’s Hotel, em Lisboa.

Em comunicado, os promotores da iniciativa explicam que a mesma pretende expor o problema da insuficiência cardíaca em Portugal ao nível do diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos doentes, tendo sido subscrito pelos grupos de estudos de Insuficiência cardíaca das Sociedades Portuguesas de cardiologia e medicina interna, bem como pelo núcleo de enfermagem em cardiologia da SPC, Colégio da Especialidade de Medicina Geral e Familiar da Ordem dos Médicos; Núcleo de Estudos de Doenças Cardiovasculares em Medicina Geral e Familiar.

De acordo com Cândida Fonseca, coordenadora do GEIC, “Com este documento queremos alertar para a necessidade urgente de priorização da insuficiência cardíaca na agenda da saúde, tendo em conta a prevalência atual e o seu aumento expetável a curto prazo, a elevada mortalidade e morbilidade a que está associada, e o fardo socioeconómico para doentes, famílias e sociedades”.

E acrescenta: “Este documento apresenta também os principais problemas relativos à insuficiência cardíaca, como o desconhecimento da relevância desta doença, e traça as medidas urgentes que os decisores políticos, instituições de saúde e profissionais de saúde devem implementar a curto e médio prazo”.

A insuficiência cardíaca constitui uma das principais epidemias do século XXI e consome 1 a 3% do orçamento para a saúde nos países desenvolvidos. Define-se como uma síndrome causada por uma anomalia da estrutura e/ou da função cardíaca, conduzindo a um débito sanguíneo inadequado às necessidades metabólicas do organismo em repouso ou exercício.

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