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É necessário mudar o paradigma do tratamento do VIH em Portugal

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 Instituto de Saúde Ambiental Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa

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A expectativa de vida é um excelente indicador para avaliar as tendências da mortalidade e é, também, um sucedâneo que permite a avaliação do estado geral da população, assegurando, assim, a monitorização das tendências dos cuidados de saúde ao longo do tempo. Sem terapêutica eficaz, no início, a epidemia por VIH teve um efeito devastador, revertendo décadas de progresso nos principais indicadores de desenvolvimento, incluindo a expectativa de vida. Calcula-se que, em 2006, em muitos países, a infecção por VIH e a sida tenham feito regredir a expectativa de vida em, aproximadamente, 20 anos.

A partir de 1996, o acesso generalizado à terapêutica antirretrovírica aumentou, substancialmente, o prognóstico dos infectados por VIH, com redução das taxas de mortalidade e com aumento significativo da expectativa de vida. Todavia, existem diferenças na expectativa de vida entre os países, de acordo com os seus níveis de renda. Assim, calcula-se que a expectativa de vida, nos infectados por VIH e em terapêutica antirretrovírica é cerca de 10 vezes maior nos países de renda alta em comparação com aqueles de média-baixa renda. A definição de expectativa de vida refere-se ao número esperado de anos adicionais de vida para viver.

Nos últimos anos foi demonstrado que a expectativa média de vida aumentou para os infectados por VIH em países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento. Nos Estados Unidos da América e na europa, a expectativa de vida para os infectados por VIH aumentou para valores próximos da população em geral, naqueles com diagnóstico precoce e em terapêutica antirretrovírica. Porém, a proporção de novos diagnósticos da infecção por VIH em idosos (≥ 50 anos) tem vindo a aumentar. Estes dois fenómenos, isto é o aumento da expectativa de vida e o aumento dos novos diagnósticos em idosos, fizeram quadruplicar, entre 2000 e 2013, o número de infectados por VIH idosos. Na União Europeia, de acordo com os dados publicados em 2016 pelo European Center for Disease Prevention and Control e referentes ao ano de 2015, 39% da população de infectados por VIH tinha mais de 50 anos e representava 17% dos novos diagnósticos. Em Portugal e em mais cinco países da região, a percentagem de novos diagnósticos de infecção por VIH em idosos foi, ainda, superior, de 20%. Tendo em consideração estes factos, estes dados fazem prever que, em 2030, a percentagem de idosos infectados por VIH aumente para 73%.

A transformação de VIH numa doença crónica constitui um dos maiores sucessos da medicina contemporânea. Porém, esta mudança demográfica acarreta aumento das comorbilidades associadas ao envelhecimento – doenças hepáticas, cardiovasculares, renais, neuropsiquiátricas, a osteoporose e o cancro. Estas comorbilidades não-associadas à sida são mais frequentes e ocorrem mais cedo em infectados por VIH, em comparação com a população em geral.

Por outro lado, em países desenvolvidos, estas comorbilidades não-associadas à sida são, actualmente, a principal causa de morte em infectados por VIH. Em 2030, prevê-se que 84% e 28% dos infectados por VIH tenha, respectivamente, pelo menos, uma e três ou mais destas comorbilidades não-associadas à sida.

O presente estudo “Envelhecer com o VIH”, por António Vaz Carneiro e cols, dá-nos a projecção da evolução etária e do risco das comorbilidades não-associadas à sida, em infectados por VIH, nos próximos 20 anos. Os resultados do estudo apontam para a necessidade de mudança do paradigma do modelo de prevenção e de tratamento dos infectados por VIH, em Portugal.

Texto escrito de acordo com a grafia anterior ao acordo ortográfico de 1990

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