Diretor do Banco Nacional de Gâmetas defende que Governo aumentou capacidade do SNS

O diretor do Banco Público de Gâmetas defendeu que a […]

O diretor do Banco Público de Gâmetas defendeu que a proposta de lei aprovada na última sexta-feira para alterar a utilização de técnicas de Procriação Medicamente Assistida (PMA) é feita “no sentido de aumentar a capacidade instalada” no serviço público.

“O que tem sido feito, e trabalhado com o secretário de Estado de uma maneira muito empenhada, é no sentido de aumentar a capacidade instalada no Sistema Nacional de Saúde para fazer face (…) a um previsível aumento da procura [de gâmetas]”, afirmou à Lusa Caldas Afonso, responsável por este banco público sediado no Centro Materno Infantil do Norte, que pertence ao Centro Hospitalar do Porto.

O diretor do Banco Público de Gâmetas reagia desta forma às críticas feitas pelo PSD que hoje acusou o executivo de favorecer centros privados e criticou todo o processo de regulamentação das leis que alargaram o acesso à procriação medicamente assistida.

“O que tem sido feito é um esforço muito grande no sentido de aumentar a capacidade instalada, dando condições com um aumento significativo em termos de financiamento”, acrescentou.

Caldas Afonso destacou que este “é um processo moroso”, nomeadamente no que diz respeito a “conseguir encontrar dadoras femininas”.

Realçou porém que “tem sido feito um esforço enorme para que, dentro do sistema público, se possa garantir” uma resposta “em tempo útil” a uma procura que se prevê aumentar.

Assinalando que “não é pela questão económica que as pessoas se prontificam a poderem ser dadoras, mas por um sentido de responsabilidade social”, o responsável adiantou que “se irá iniciar no mês de janeiro” uma campanha para promover o aumento do número de doações de gâmetas.

O secretário de Estado adjunto e da Saúde anunciou hoje mais financiamento e mais locais de recolha de gâmetas, e uma campanha de sensibilização para dadores, que aumente a acessibilidade à procriação medicamente assistida.

As técnicas de procriação medicamente assistida foram alargadas no ano passado a todas as mulheres, independentemente do estado civil e orientação sexual, e a gestação de substituição passou a ser permitida em caso de infertilidade.

Também hoje o parlamento aprovou uma proposta de lei que determina que embriões, espermatozoides, ovócitos, tecido testicular e tecido ovárico que tenham sido congelados antes de 2006 podem vir a ser descongelados e eliminados se assim determinar o diretor do centro de procriação medicamente assistida.

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