Dentistas querem seguro estatal para a saúde oral

A Ordem dos Médicos Dentistas propõe a criação de um seguro estatal que funciona à semelhança da ADSE dos funcionários públicos

O bastonário Orlando Monteiro da Silva defende que o seguro estatal irá permitir o alargamento do acesso dos portugueses a cuidados de saúde oral, atualmente muito reduzidos no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Monteiro da Silva acredita que seria uma forma de “investimento sustentado na saúde”, porque, a longo prazo, permitiria melhorar a saúde oral dos portugueses e evitar complicações futuras e doenças que trarão mais custos no futuro.

“Seria um seguro estatal com um mecanismo do tipo do da ADSE (o subsistema de saúde dos funcionários públicos)”, indica o bastonário.

Esta proposta integra um pacote de medidas sugeridas pelas várias ordens profissionais ligadas à Saúde e foi discutida num debate realizado no sábado.

De acordo com um estudo do ano passado, o Estado precisaria de 280 milhões de euros anuais para dar acesso a todos os utentes a cuidados de medicina dentária em regime de convenção com consultórios privados.

O custo anual de 280 milhões de euros permitiria incluir cerca de 90% dos cuidados de saúde para todos os utentes do SNS. Ou seja, naqueles custos estão contemplados os cuidados e tratamentos mais frequentes, como extrações, desvitalizações ou limpezas.

A Ordem dos Médicos Dentistas propõe também um reforço do programa de saúde oral, que através dos cheques dentista tem permitido acesso a tratamentos a grávidas. idosos, crianças da escola pública e doentes com VIH/sida.

No seu todo, o programa de saúde oral onde está integrado o cheque dentista já beneficiou 2,5 milhões de utentes desde 2008, tendo sido usados mais de três milhões de cheques, em oito anos.

LUSA/SO

 

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