Criação de nova maternidade em Coimbra é uma possibilidade

O Governo constituiu um grupo de trabalho para estudar, até 15 de abril, a nova maternidade de Coimbra, que substituirá as duas unidades ali existentes

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) tem, atualmente, duas maternidades, situação que “acarreta uma dispersão de recursos incompatível com a gestão eficaz e eficiente dos recursos do Serviço Nacional de Saúde”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, no despacho que cria e define a composição do grupo de trabalho e que foi publicado na segunda-feira no Diário da República.

Mas nenhuma das duas unidades (maternidades Bissaya Barreto e Daniel de Matos) assegura, “por ora, a cobertura da totalidade da população inserida na sua área de influência”, sublinha o governante.

Torna-se assim “necessário procurar uma solução alternativa que assegure, por um lado, a melhoria das condições de atendimento aos utentes do CHUC e, por outro, a adequada gestão dos recursos daquele Centro Hospitalar, evitando a sua dispersão e adequando-os aos fins e missão do Serviço Nacional de Saúde”, sustenta Manuel Delgado.

“Atenta a natureza e complexidade desta tarefa, assim como a relevância deste projeto para a população da região servida pelo CHUC, a sua preparação carece de um estudo prévio, com a participação de diversos intervenientes, designadamente da Câmara Municipal de Coimbra”, para, com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro e com o CHUC, “apresentarem uma proposta que permita atingir os resultados visados”, afirma o governante no mesmo diploma.

O grupo de trabalho será constituído por dois elementos da ARS do Centro (um dos quais coordenará), dois representantes do CHUC e um da Câmara Municipal.

“O estudo a realizar deve incluir a identificação de locais possíveis para a implementação da unidade, dimensão do projeto, custos estimados, potenciais melhorias na gestão de recursos e redução de custos a obter”, refere ainda o despacho.

O grupo de trabalho “deve apresentar, até ao dia 15 de abril de 2017, o respetivo relatório final, a fim de habilitar a uma decisão política sobre a matéria em apreço”, conclui no despacho 1897-A/2017 o secretário de Estado.

A 24 de dezembro de 2016, o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, visitou o Hospital Pediátrico de Coimbra e o presidente do CHUC, José Martins Nunes, na ocasião, afirmou que o Ministério deu “autorização para o início da construção” da maternidade e “de todo o trabalho” relacionado com a sua criação.

A nova maternidade, com um orçamento previsto de 16,8 milhões de euros, deverá ser construída no perímetro do hospital universitário, entre os serviços de psiquiatria e de fisioterapia, e deverá estar concluída entre o final de 2019 e o início de 2020.

“É um equipamento importantíssimo para Coimbra, para a região Centro e para o país”, sublinhou, na ocasião, José Martins Nunes.

LUSA/SO

 

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