23 Set, 2016

Coordenador da reforma do SNS elogia capacidade de inovação das equipas de saúde

A propósito dos Prémios de Boas Práticas na Saúde, atribuídos pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar, Manuel Lopes elogiou hoje, em Coimbra, a capacidade de inovação das equipas de saúde do setor público.

O coordenador nacional para a reforma do Serviço Nacional de Saúde (SNS) na área dos Cuidados Continuados Integrados (CCI) elogiou hoje, em Coimbra, a capacidade de inovação das equipas de saúde do setor público.

A propósito dos Prémios de Boas Práticas na Saúde, atribuídos pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar, Manuel Lopes disse que “são essenciais, porque efetivamente são um sinal evidente de que o SNS tem capacidade de auto-renovação e de inovação, que devem ser valorizados”.

“Estamos a assistir a uma transição demográfica-epidemológica, na qual as populações requerem cuidados diferentes daqueles que requeriam há 37 anos e, portanto, obrigatoriamente o SNS tem de se renovar e haver uma entidade como esta que apela a essa renovação e que premeia essa renovação é um mecanismo absolutamente essencial”, sublinhou.

Manuel Lopes, que é professor coordenador na Universidade de Évora, falava à agência Lusa à margem da conferência “10 anos a premiar boas práticas”, que decorreu na manhã de hoje no Hospital Pediátrico de Coimbra.

O coordenador nacional do SNS na área dos Cuidados Continuados Integrados salientou que os projetos já desenvolvidos e premiados inovaram nos modelos de cuidados prestados e melhoraram a acessibilidade.

Considerou, no entanto, que têm ainda um “peso ainda reduzido” no SNS porque as experiências “ainda são limitadas”.

No primeiro painel da conferência, intitulada “10 anos a premiar as boas práticas, foram apresentados seis projetos desenvolvidos em Portugal – Algarve, Alentejo, Centro, Porto, Lisboa e Vale do Tejo e Ponta Delgada – que “demonstram que o SNS está movimento”, frisou Manuel Lopes.

Nesse conjunto, surge o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), que criou um serviço de tele-medicina infantil dirigido para os hospitais da região centro, o Hospital Garcia da Horta, de Almada, com a criação de um Centro de Desenvolvimento da Criança, e o Centro Hospitalar do Algarve que implementou uma consulta de nutrição clínica.

O Hospital de Santo António, no Porto, criou um sistema logístico de gestão de ‘stocks’, enquanto a Administração Regional de Saúde do Alentejo implementou um projeto de saúde precoce que abrange atualmente toda a região.

O Hospital de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, criou uma consulta de obesidade infantil.

“Estes são os projetos que queremos replicar para que, tendo sido reconhecidos como boas práticas, possam ser aplicados a nível nacional, no seu contexto”, disse Adelaide Brissos, coordenadora do Prémio de Boas Práticas na Saúde, atribuído pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar.

Desde 2006, aquela associação já premiou cerca de 30 projetos.

LUSA

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