11 Jan, 2018

Cerca de mil profissionais de saúde contratados desde outubro de 2017

O número explica-se com a ativação dos planos de contingência do inverno e da gripe, anunciou o ministro da Saúde.

Adalberto Campos Fernandes esteve ontem no debate parlamentar sobre parecerias público-privadas na Saúde, mas a situação global do Serviço Nacional de Saúde e nas urgências hospitalares acabou por dominar o debate. O ministro desafiou os deputados a fazerem visitas de surpresa às urgências dos hospitais, recusando uma ideia de caos nas unidades de saúde.

“Convido o senhor deputado [referindo-se a Ricardo Batista Leite] a ir comigo visitar as urgências dos hospitais sem pré-aviso, de surpresa. Estou disponível para ir consigo. E convido todos os deputados a fazerem essas vistas”, afirmou o ministro da Saúde, depois de várias críticas sobre o estado atual do Serviço Nacional de Saúde e sobre uma sobrecarga das urgências.

O ministro considera que o PSD e o CDS têm tentado “cavalgar uma onda mediática que procura dar a ideia ao país de que há um caos” nos serviços de saúde, cenário que o Governo tem recusado.

No final do debate, em declarações aos jornalistas, Campos Fernandes disse que desde outubro foram recrutados mil profissionais para o SNS, a maioria tendo em conta os planos de contingência para a época do inverno e do frio, que traz mais pressão às unidades de saúde. Desses profissionais recrutados a contrato a termo, indicou que cerca de 200 são médicos e 500 enfermeiros.

Sobre a situação nas urgências, o ministro voltou a insistir que não é preciso apelar à denúncia de casos com fotografias ou imagens das unidades de saúde, frisando que o país já não está “em tempo de ditadura”.

“As portas [das unidades] estão abertas”, disse, garantindo que o Governo “não perseguirá ninguém” e que até considera útil que se apontem as dificuldades no sistema e nas diferentes unidades de saúde.

Campos Fernandes traçou uma imagem do SNS completamente diferente da dos partidos da oposição, afirmando que há atualmente e com este executivo mais seis mil profissionais, além de que o número de médicos a emigrar “é o mais baixo dos últimos anos”.

CDS e PSD, sobretudo, fizeram hoje várias críticas ao funcionamento do SNS, considerando mesmo que a situação é de descalabro.

A Ordem dos Médicos e a Ordem dos Enfermeiros têm denunciado nas últimas semanas o que consideram ser situações de sobrecarga no atendimento das urgências, com tempos de espera que excedem o aceitável.

LUSA/SO

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