13 Out, 2016

Centro Hospitalar do Oeste pede abertura de concurso urgente para 180 precários

O anúncio por parte do Conselho de Administração da intenção de abrir concursos, surge após os trabalhadores com contrato precário terem ameaçado com greve se não virem reconhecidos os seus direitos

O Centro Hospitalar do Oeste (CHO) anunciou que está a concertar com a tutela a abertura de concursos urgentes para a integração de 180 trabalhadores precários que ameaçam com uma greve se não forem reconhecidos os seus direitos.

“O Conselho de Administração (CA) reconhece a situação destes prestadores de serviços”, divulgou em comunicado o Centro Hospitalar do Oeste, anunciando que está “em concertação com a tutela para a resolução do problema” de 180 trabalhadores precários que prestam serviço nos três hospitais da instituição (Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche).

O CA, presidido por Ana Paula Harfouche, explica que a resolução da situação de precariedade que afeta os funcionários subcontratados através da empresa Lowmargin está a ser feita por “duas vias”.

A primeira, o “pedido de abertura de concursos urgentes para a regularização destas situações” e, a segunda, a “alteração do estatuto jurídico” do CHO, que integra atualmente o setor público administrativo (SPA) e pretende passar a integrar o setor empresarial do estado (EPE).

A posição do CA foi expressa depois de ontem os trabalhadores terem estado reunidos, durante a manhã, com Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda, em mais uma ação de luta que a bloquista considerou “um exemplo que deve ser seguido noutros hospitais do país onde esta precariedade também existe mas os trabalhadores não a denunciam”.

“É preciso assumir que falta gente na função pública e abrir os quadros, é preciso regularizar os vínculos das pessoas que estão há tantos anos a trabalhar no mesmo sítio numa situação de precaridade e é preciso lançar concursos para contratar novas pessoas que também são precisas nos hospitais”, defendeu a coordenadora do BE.

Para a bloquista, o caso dos trabalhadores precários do CHO, subcontratados, nalguns casos há 19 anos, é um exemplo de que o Estado “está a pagar a empresas que não servem para absolutamente nada” e que considera “abutres”, que pagam os trabalhadores “o ordenado mínimo”, mas recebem do Centro Hospitalar “o dobro [desse valor].

O encontro de Catarina Martins com os trabalhadores do CHO foi agendado na sequência de várias ações de denúncia levadas a cabo pelos ‘precários do CHO’, um grupo de 180 funcionários que dizem desenvolver funções essenciais à instituição e reclamam direitos iguais aos colegas da função pública.

Os trabalhadores pediram, na terça-feira, uma reunião com o CA do CHO, para reivindicarem direitos laborais que, se não forem reconhecidos, originarão “uma greve por tempo indeterminado”, divulgaram em comunicado.

O CA não respondeu ainda ao pedido de reunião nem esteve disponível para prestar os esclarecimentos solicitados pela agência Lusa relativamente ao pedido de abertura de concurso para integração dos trabalhadores.

LUSA

ler mais

RECENTES

ler mais