Centeno lembra bolsa de contratações aos críticos de falta de investimento na saúde

Às críticas, vinda da equerda e da direita, o ministro respondeu com o aumento de mais de 8 mil profissionais no SNS desde o início da legislatura.

O ministro das Finanças afirmou ontem que os hospitais podem aceder a uma bolsa de contratações para fazer face à falta de profissionais, respondendo às críticas de falta de investimento no Serviço Nacional de Saúde da oposição e parceiros parlamentares. “Todos os centros hospitalares têm uma bolsa de contratações para fazer face a essa exigência”, afirmou hoje Mário Centeno, na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa.

O ministro das Finanças respondia assim às críticas de falta de investimento e de profissionais no Serviço Nacional de Saúde (SNS), que foram colocadas não só pelas bancadas da oposição (PSD e CDS-PP), mas também pelos parceiros parlamentares (PCP e Bloco de Esquerda).

A deputada do Bloco de Esquerda (BE) Mariana Mortágua deu o caso do Hospital de São José, que pediu autorização ao Ministério das Finanças para contratar médicos por ajuste direto por “não ter médicos para garantir o funcionamento”, sublinhando que “sempre que as Finanças se atrasam” na autorização, os médicos optam pelo setor privado.

Em relação ao regresso às 35 horas na saúde, Mariana Mortágua concordou que esse era um dos objetivos do PS e dos parceiros parlamentares, mas que é necessário dotar o SNS do pessoal necessário para compensar a redução de horas de trabalho.

A deputada do BE questionou ainda quando é que o Governo pretende abrir os concursos para a contratação de profissionais do setor, criticando que apenas exista margem orçamental para contratar 2.000 novos trabalhadores, quando são necessários cerca de 6.000.

Em resposta, Mário Centeno admitiu que ainda “existem necessidades que se fazem sentir nos serviços públicos”. O ministro já tinha dito anteriormente que, desde 2015, existem mais 8.500 profissionais no SNS, dos quais a grande maioria são médicos. No entanto, Mário Centeno disse não saber se no caso do Hospital de Sã