17 Mai, 2017

Carcinoma espinocelular: aprenda a identificar

O diagnóstico precoce é essencial para o tratamento dos Cancros da Pele. Por isso a realização do autoexame é apontada como uma das principais medidas que podem levar a uma detecção atempada. Fique atento aos sinais de Cancro da Pele. Se encontrar na sua pele algum sinal ou mancha suspeitos, não perca tempo. Consulte imediatamente o seu dermatologista

Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo

É o segundo cancro da pele mais frequente. Se não tratado, sobretudo nas formas invasivas e nalgumas localizações (lábios, língua, orelhas, dedos mãos ou pés) pode invadir (metastizar) os gânglios e espalhar.Estima-se que, mesmo tratados, 3% desenvolvam metástases ganglionares e 2% morram. Surgem anualmente, em Portugal, cerca de 2.000 a 2.500 novos casos de carcinomas espinocelulares. Sendo mais frequente no idoso está a surgir em idades cada vez mais jovens.

Ocorre em áreas de pele cronicamente expostas ao sol, como a face, orelhas, couro cabeludo (calvos), decote, dorso das mãos e pernas (mulheres que usaram saias muitos anos). A maioria surge a partir de queratoses actínicas que não foram tratadas, sendo mais frequente nos indivíduos de pele clara, sensível ao sol, que trabalham ao ar livre e nos imunodeprimidos. Surge habitualmente como uma escama recorrente, que endurece ou ferida que não cicatriza, evoluindo para nódulo duro que pode crescer rapidamente e tornar-se ulcerado, exsudativo e invasivo.

O tratamento é cirúrgico e é muito importante ser precoce e com margens confirmadas por histologia. As formas iniciais poderão ser tratadas por criocirurgia ou laser. Está frequentemente associado a queratoses actínicas na pele em redor que deverão ser devidamente tratadas. É muito importante a proteção solar e a vigilância pelo menos anual.


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