17 Mai, 2017

Carcinoma Basocelular: aprenda a identificar

Os carcinomas basocelulares e espinocelulares são os tipos mais frequentes de cancro da pele e representam no conjunto cerca de 90% de todas as neoplasias cutâneas. Geralmente o carcinoma espinocelular surge sobre uma lesão precursora enquanto o carcinoma basocelular surge de novo

Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo

É o cancro da pele mais frequente mas também o menos perigoso pois habitualmente não origina metástases, mas tem tendência a invadir os tecidos circundantes, se não tratado. Surgem anualmente, em Portugal, cerca de 8.000 a 9.000 novos casos de carcinomas basocelulares. A sua frequência aumenta com a idade, sendo mais frequente na terceira idade mas cada vez mais surgem em idades mais jovens, inclusive na 2ª e 3ª década.

Ocorre em áreas de pele cronicamente expostas ao sol (face) ou súbita mas intensamente exposta (tronco).
A apresentação clínica é variada: o mais frequente é um nódulo elevado, de tonalidade rósea, com bordos brilhantes e aspeto perolado, que por vezes ulcera e sangra, podendo surgir como uma mancha de cor rosada ou pigmentada, progressivamente crescente (em meses ou anos), ou ferida que não cicatriza. Mais raramente é infiltrativo podendo ulcerar e invadir os tecidos mais profundos favorecendo destruição desses mesmo tecidos, como é o caso do nariz, orelhas, cantos dos olhos e outras áreas da face.

O tratamento é essencialmente cirúrgico, com necessidade de confirmação histológica do tipo de lesão e da sua extração completa. Em algumas formas superficiais poderá ser possível o tratamento com terapêutica fotodinâmica, laser CO2, criocirurgia e imiquimod mas nas formas mais extensas ou de localização difícil é frequente a necessidade de retalhos ou enxertos para encerramento adequado ou mesmo a cirurgia de Mohs ou a radioterapia. O tratamento, numa fase inicial, permite taxas de cura superiores a 97%. É importante a proteção solar e a vigilância pelo menos anual.

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