14 Dez, 2016

Câmara de Lisboa debate ampliação do Hospital dos Lusíadas

A Câmara de Lisboa aprecia na quinta-feira a ampliação do Hospital dos Lusíadas para permitir a reorganização de serviços hospitalares e a criação de um novo acesso automóvel, projeto que causa reservas aos serviços municipais de tráfego

Segundo a proposta a que a agência Lusa teve hoje acesso, o pedido de alteração ao lote localizado na freguesia de São Domingos de Benfica foi feito pelo Fundo de Investimento Imobiliário Fechado – Saúdeinveste a 30 de setembro de 2016 e traduz-se na “ampliação do polígono de implantação” na fração principal (de 12.441,82 metros quadrados para 12.636,01 metros quadrados) e no aumento da superfície de pavimento neste local (de 24.484,57 metros quadrados para 24.734,57 metros quadrados).

Ao mesmo tempo, prevê-se a supressão da fração que estava destinada a área comercial (cafetaria), que passa agora a ter “localização prevista na zona central”, dado o aumento aí verificado na superfície de pavimento.

Por isso, mantém-se “a superfície de pavimento total do lote e os restantes parâmetros urbanísticos”, assinala o documento assinado pelo vereador do Urbanismo, Manuel Salgado.

O objetivo é “reorganizar alguns serviços hospitalares e ampliar as zonas afetas ao atendimento permanente”, bem como “aumentar a capacidade de armazenamento do hospital e criar um novo acesso automóvel, a partir da Rua Abílio Mendes”, refere um parecer da Direção Municipal de Urbanismo anexo à proposta.

Nesse documento, os serviços urbanísticos lamentam “que as necessidades de ampliação do hospital descaracterizem, em parte, o edifício original, tornando-o menos leve e subtil ao prever a ampliação de todos os pisos para a mesma cota e, com isto (…), causando desfavoráveis impactos visuais”.

Mais crítica, a Direção Municipal de Mobilidade e Transportes emitiu um parecer desfavorável ao pedido feito pela Saúdeinveste, solicitando correções.

O parecer desses serviços de tráfego, outro dos anexos à proposta, especifica que a ampliação do hospital implica “a anulação do espaço de tomada e largada de passageiros na urgência, redução do espaço de carga e descarga, alteração de acessos e a criação de uma pequena praça de acesso”.

Em alternativa, os técnicos camarários exigem que se mantenha a zona de tomada e largada de passageiros na zona de urgências, mas numa parte interior do lote, e que seja apresentada uma “solução segura e viável para a praça de tomada e largada de passageiros” a criar na Rua Abílio Mendes.

Segundo a autarquia, as exigências “foram acolhidas pela entidade requerente”.

Para a fase de desenvolvimento do projeto de arquitetura, o município remete “o aprofundamento das matérias relacionadas com as questões de acessibilidade viária/cargas e descargas e estacionamento privado da unidade hospitalar”, adianta a proposta.

Na reunião privada, o executivo de maioria socialista debate também uma operação de loteamento municipal a realizar na Quinta Marquês de Abrantes e Alfinetes, freguesia da Marvila, com vista à construção de 493 fogos que serão integrados no Programa de Renda Acessível, sobre uma área total de 141.819,81 metros quadrados.

Também para inserir nesse programa – que visa atrair classe média e jovens para residir na cidade – será apreciada uma alteração ao loteamento a realizar pelo município nas ruas Professor Orlando Ribeiro e Duarte Vidal, no Lumiar, relacionada com o aumento do número de fogos (de 40 para 62) através da redução das respetivas áreas.

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