19 Fev, 2018

Beber refrigerantes diariamente pode diminuir a fertilidade

Um novo estudo procurou analisar a relação entre bebidas açucaradas e a fertilidade, concluindo que o consumo de refrigerantes pode afetar a probabilidade de conceção tanto para homens como para mulheres.

As bebidas açucaradas já tinham sido associadas ao aparecimento da diabetes tipo 2, do aumento de risco de cancro, à menstruação precoce e à má qualidade do sémen. Agora, uma recente investigação liderada por uma equipa de profissionais norte-americanos estudou a relação entre o consumo de refrigerantes e os níveis de fertilidade.

A pesquisa, publicada na Epidemiology, abrangeu 3828 mulheres e 1045 dos seus parceiros do sexo masculino. Os participantes foram convidados a responder a um questionário online sobre o historial clínico, estilo de vida e dieta. As mulheres foram respondendo a estes inquéritos a cada 2 meses até ficarem grávidas ou ao fim de 12 ciclos menstruais.

De acordo com os dados recolhidos, os investigadores da University School of Public Health, em Massachusetts, concluíram que beber refrigerantes estava associado a uma redução de 20% na probabilidade mensal tanto para homens como para as mulheres. Este fator persistiu mesmo após o controlo de muitos outros fatores, incluindo a obesidade, ingestão de cafeína, álcool, tabagismo e o tipo de dieta.

No caso das mulheres, as que consumiam um refrigerante diariamente apresentaram uma probabilidade mensal de conceção de 25% menor, enquanto que os homens que bebiam pelo menos um refrigerante por dia tinham 33% menos probabilidades de conceber com sucesso.

Elizabeth Hatch, autora principal do estudo e professora de epidemiologia, reforça que “casais que planeiam uma gravidez podem considerar limitar o consumo destas bebidas, especialmente porque também estão relacionados com outros efeitos adversos para a saúde”, citada no website da Medical News Today.

Apesar dos resultados apresentados os autores do estudo não encontraram uma forte relação entre a infertilidade e o consumo de bebidas açucaradas, uma vez que a associação foi baseada em dados de um número reduzido de participantes. Contudo, estas descobertas simbolizam mais um avanço nas investigações sobre o consumo de refrigerantes e, consequentemente, para futuros estudos no âmbito da saúde pública.

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