28 Out, 2016

Bastonária dos Farmacêuticos “perturbada” com condições do serviço farmacêutico do Hospital de Vila Nova de Gaia

Ana Paula Martins ficou hoje “perturbada” com a precariedade que se vive nos Serviços Farmacêuticos do Hospital Eduardo Santos Silva, classificando de “milagre” o que os farmacêuticos ali conseguem fazer

A bastonária da Ordem dos Farmacêuticos ficou “perturbada” com a precariedade que se vive nos Serviços Farmacêuticos do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E) e classificou de “milagre” o que os farmacêuticos ali conseguem fazer.

“É um milagre (…). Qualquer pessoa que visite a farmácia hospitalar [do CHVNG/E] percebe. Não compreendo, aliás, é como eles fazem o que fazem. Estou profundamente, não vou dizer chocada (…), porque eles estão a fazer o seu trabalho e a sua obrigação, por isso é que são farmacêuticos, mas senti-me muito perturbada com o que vi”, declarou hoje à Lusa a bastonária dos Farmacêuticos.

Ana Paula Martins, que visitou hoje os Serviços Farmacêuticos do CHVNG/E, no âmbito do projeto ‘Roteiros Farmacêuticos”, afirmou que os funcionários estão a trabalhar em “condições muito precárias” sob o ponto de vista de instalações.

“É uma situação já conhecida do Ministério da Saúde e também que se arrasta há muito tempo e que tem que ver também com a própria evolução do hospital que já devia ter sido construído há muito tempo”, recordou a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos.

Sobre o “capital humano” dos farmacêuticos e dos técnicos que trabalham no CHVNG/E, Ana Paula Martins diz que viu uma “grande capacidade de execução” em função do espaço exíguo e as condições que ali existem, sublinhando que os “indicadores de produtividade” são mais elevados do que estava à espera.

Os serviços farmacêuticos do CHVNG/E sofreram um reforço de número de farmacêuticos e técnicos, porque, antes do verão, estavam “mesmo no limite da capacidade de assistência medicamentosa”.

O Ministério da Saúde “fez esse esforço e isso tem de ser reconhecido”, afirmou a bastonária, referindo que devem ter entrado uns seis ou sete novos trabalhadores para aquele serviço.

O serviço farmacêutico do CHVNG/E prepara medicação diária para 1.900 doentes oncológicos, em ambulatório naquela instituição hospitalar, e para 1.100 doentes com HIV (vírus da imunodeficiência humana), adiantou à Lusa fonte da Ordem dos Farmacêuticos.

O projeto “Roteiros Farmacêuticos” é uma iniciativa da Ordem dos Farmacêuticos que visa fomentar o contacto com os farmacêuticos, assim como conhecer a realidade profissional em que se inserem e compreender as principais dificuldades e desafios que diariamente enfrentam e hoje, a iniciativa decorreu no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho – Hospital Eduardo dos Santos Silva.

LUSA

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