Arquivo de António da Luz Pereira - Saúde Online https://saudeonline.pt/autor-so/antonio-da-luz-pereira/ Notícias sobre saúde Fri, 17 Apr 2026 16:51:58 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Arquivo de António da Luz Pereira - Saúde Online https://saudeonline.pt/autor-so/antonio-da-luz-pereira/ 32 32 Pouca formação em Gestão na MGF https://saudeonline.pt/pouca-formacao-em-gestao-na-mgf/ https://saudeonline.pt/pouca-formacao-em-gestao-na-mgf/#respond Fri, 17 Apr 2026 14:00:54 +0000 https://saudeonline.pt/?p=186090 Na sessão sobre "Gestão e Inovação em USF", que tem lugar amanhã, de manhã, António da Luz Pereira será um dos oradores. Médico de família, dedicado à Gestão, alerta para a escassez de formação nesta área, que, além da clínica, também é crucial para os cuidados de saúde primários. 

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Na sessão sobre “Gestão e Inovação em USF”, que tem lugar amanhã, de manhã, António da Luz Pereira será um dos oradores. Médico de família, dedicado à Gestão, alerta para a escassez de formação nesta área, que, além da clínica, também é crucial para os cuidados de saúde primários.

 

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Osteoporose e alterações hormonais na menopausa https://saudeonline.pt/osteoporose-e-alteracoes-hormonais-na-menopausa/ https://saudeonline.pt/osteoporose-e-alteracoes-hormonais-na-menopausa/#respond Tue, 31 Mar 2026 10:32:40 +0000 https://saudeonline.pt/?p=185225 Médico Família, MD, PhD; Assistente Graduado Sénior na ULS de Santo António; Coordenador USF Prelada; Vice-Presidente APMGF

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No universo feminino, a osteoporose está profundamente associada à menopausa. A osteoporose é uma doença esquelética sistémica caracterizada pela diminuição da massa óssea e pela deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, resultando num aumento da fragilidade do esqueleto e maior suscetibilidade a fraturas de fragilidade. Estas fraturas ocorrem habitualmente após traumas de baixo impacto, como uma queda da própria altura, que não provocariam lesão num osso saudável.

Trata‑se da doença óssea mais comum, afetando cerca de 200 milhões de mulheres em todo o mundo. Em Portugal, a prevalência na população adulta é de 10,2%, aumentando para 17% no sexo feminino. Estimam‑se cerca de 40.000 fraturas de fragilidade por ano (aproximadamente oito por hora) sendo muitas fraturas vertebrais clinicamente silenciosas e apenas suspeitadas pela perda de estatura superior a 4 cm.

A menopausa, definida como a última menstruação após 12 meses consecutivos de amenorreia, ocorre geralmente entre os 45 e os 55 anos e reflete a falência da atividade endócrina ovárica, com uma queda abrupta da produção de estrogénios. Esta alteração hormonal tem impacto direto na saúde óssea, tornando a osteoporose uma das principais preocupações nesta fase da vida. Uma proporção significativa das mulheres apresenta perda acentuada de massa óssea após a menopausa, aumentando o risco de fraturas, sobretudo da coluna, anca e punho.

O estrogénio desempenha um papel essencial na remodelação óssea, regulando o equilíbrio entre a ação dos osteoclastos e dos osteoblastos. Com a diminuição dos níveis hormonais, a reabsorção óssea acelera e a formação não acompanha o mesmo ritmo. Esta hormona atua através dos recetores ERα, promovendo a sobrevivência dos osteoblastos e inibindo a atividade osteoclástica. A perda óssea resultante pode evoluir silenciosamente durante anos até à primeira fratura. Em situações de menopausa precoce (antes dos 40 anos) ou iatrogénica, a perda óssea tende a ser mais rápida e clinicamente mais significativa, exigindo intervenção precoce.

O objetivo prioritário na abordagem desta doença é “dar mais anos à vida e mais vida aos anos”, prevenindo a primeira fratura e preservando a autonomia feminina. A prevenção deve iniciar‑se ainda antes da menopausa, através de hábitos de vida saudáveis: alimentação rica em cálcio, exposição solar adequada, prática regular de exercício, especialmente atividades de impacto e treino de resistência e evicção do consumo de tabaco e álcool. Após a menopausa, estas medidas mantêm‑se fundamentais, aliadas a uma vigilância clínica regular.

Em mulheres pós‑menopáusicas, a terapêutica hormonal com estrogénios demonstrou reduzir significativamente o risco de fraturas vertebrais, da anca e fraturas totais. Embora a perda óssea volte a acelerar após a suspensão do tratamento, a proteção pode prolongar‑se durante vários anos. Independentemente da densidade mineral óssea, a terapêutica hormonal pode ser considerada pelos seus benefícios extra‑ósseos, sobretudo em mulheres com menopausa precoce.

Ainda não temos poder sobre o tempo, apenas sobre a forma como caminhamos dentro dele. Osteoporose deve significar prevenção, rastreio e intervenção precoce. Com educação, prevenção e acompanhamento adequado, é possível reduzir de forma substancial o risco de fraturas e promover uma vida ativa e saudável ao longo dos anos.

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MGF, a escolha do coração https://saudeonline.pt/mgf-a-escolha-do-coracao/ https://saudeonline.pt/mgf-a-escolha-do-coracao/#respond Fri, 30 Jan 2026 14:36:32 +0000 https://saudeonline.pt/?p=184554 Vice-presidente da APMGF

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Janeiro é o mês de recomeços, de planeamento e de organização. É também o mês em que iniciam o seu internato milhares de jovens médicos. É por isso um mês muito especial para esses médicos e para todos os orientadores de formação e todas as equipas que os recebem. A APMGF quis assinalar essa data de uma forma muito especial com o texto: MGF, a escolha do coração. Há escolhas que não se explicam apenas pela razão. Reconhecem-se. Sentem-se. A Medicina Geral e Familiar é uma dessas escolhas. Não começa hoje, começou muito antes, nos pequenos momentos que vos trouxeram até aqui, mesmo sem o saberem. Tens o rumo certo no coração.

Ser Médico de Família é acreditar que estar presente importa. É acreditar que acompanhar importa. Que o tempo, a escuta e a relação têm valor. Que o que deixamos no coração dos outros permanece muito para além de qualquer diagnóstico ou prescrição.

Escolher MGF é escolher servir. É ter o coração cheio. É acreditar que cada pessoa é única, independentemente da sua origem, da sua condição ou da sua história. É acreditar que a saúde se constrói com proximidade, com continuidade e com equipas fortes. A precisão técnica de uma consulta pode ser esquecida, mas a humanidade deixada pela forma como acolhemos o outro permanecerá.

As dificuldades existirão. Os sistemas falharão. O cansaço surgirá. Contudo, para além do desgaste, subsiste o invisível. Sem aplausos, sem vénias, sem louvores. É o que deixamos no coração dos outros o que permanece. É por isso que, sem se notar, somos extraordinários. Um gesto, uma palavra, uma presença podem mudar um dia, uma vida, uma família.

A formação está no coração da MGF. Terão sempre convosco um Orientador de Formação e equipas que vos desafiarão, apoiarão e farão crescer. Aprenderão que o verdadeiro impacto não é individual, é coletivo. Queremos que essa semente da Medicina Geral e Familiar que já está no vosso coração, cresça. E que cresça num ambiente seguro, estruturado e com foco no desenvolvimento de competências.

Em cada consulta haverá sempre a possibilidade de recomeçar. Porque recomeçar é parte do compromisso. De fazer melhor. De cuidar melhor. Porque MGF é isso mesmo: acreditar continuamente no valor do que fazemos e que podemos fazer sempre melhor. Ter a MGF no coração, é também ter a responsabilidade de participar, intervir, fazer parte da sua construção. Acreditamos que a APMGF também já está no teu coração. Juntar-te a nós é uma oportunidade de fazeres parte da criação do futuro da Medicina Geral e Familiar.

MGF é a escolha do coração. E o coração sabe sempre onde deve estar.

Também de forma a assinalar esta data, na edição anterior do Jornal Médico de Família ouvimos os testemunhos de 4 colegas que iniciam agora o seu internato em Medicina Geral e Familiar. E foi muito bom perceber que apesar de só agora estarem a começar o seu percurso, já têm bem presentes os valores da nossa especialidade. Esses testemunhos convergem na ideia que a MGF representa a forma mais completa, humana e íntegra de exercer Medicina, a valorização profunda da continuidade e da relação clínica, a abrangência e visão holística e a importância da formação específica. Que a MGF é essencial ao sistema de saúde, que a relação humana é inimitável, mesmo perante tecnologia e IA e que a nossa especialidade atravessa inúmeros desafios, que não anulam a motivação. São testemunhos que vale a pena ler e que nos dão garantia de futuro.

A eles e a todos os outros futuros médicos de família que iniciam o seu internato, só posso desejar que mantenham a motivação do seu primeiro dia ao longo de toda a carreira. MGF é a escolha do coração e a MGF merece tocar o coração de todos.

 

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Indicadores: estratégias para gestão de listas https://saudeonline.pt/indicadores-estrategias-para-gestao-de-listas/ Fri, 28 Mar 2025 08:46:49 +0000 https://saudeonline.pt/?p=173596 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Indicadores: estratégias para gestão de listas aparece primeiro em Saúde Online.

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