Rita Vassal, autor em Saúde Online https://saudeonline.pt/author/rita-vassal/ Notícias sobre saúde Thu, 05 Mar 2020 15:49:45 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Rita Vassal, autor em Saúde Online https://saudeonline.pt/author/rita-vassal/ 32 32 Diminuição da vacinação contra o HPV pode aumentar casos de cancro e de morte no Japão https://saudeonline.pt/diminuicao-da-vacinacao-contra-o-hpv-pode-aumentar-casos-de-cancro-e-de-morte-no-japao/ https://saudeonline.pt/diminuicao-da-vacinacao-contra-o-hpv-pode-aumentar-casos-de-cancro-e-de-morte-no-japao/#respond Thu, 05 Mar 2020 15:39:43 +0000 https://saudeonline.pt/?p=84994 A cobertura vacinal contra o HPV caiu de mais de 70% (2013) para menos de 1% (fevereiro de 2020) naquele país.

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A queda drástica nas taxas de vacinação contra o HPV no Japão registada desde 2013 pode resultar num aumento de 25.000 casos de cancro do colo do útero e em mais de 5.000 mortes entre mulheres nascidas no país entre 1994 e 2007. Esta é a conclusão de um estudo com um modelo matemático publicado na revista Lancet Public Health.

Depois que as recomendações proativas do governo japonês para vacinação contra o HPV terem sido suspensas em 2013, após relatos não confirmados de eventos adversos que mais tarde considerados não relacionados à vacinação, a cobertura caiu de mais de 70% (2013) para menos de 1% (fevereiro de 2020) naquele país.

Se a cobertura de menos de 1% continuar, cerca de 60.000 casos evitáveis ​​e 10.000 mortes evitáveis ​​devido ao câncer do colo do útero podem ocorrer no Japão nos próximos 50 anos, estimaram os pesquisadores.

No entanto, os investigadores também descobriram que, se a cobertura de 70% puder ser retomada em crianças de 12 anos em 2020, juntamente com a cobertura de recuperação de 50% nas meninas de 13 a 20 anos, usando a vacina de segunda geração contra o HPV 9, 70-80% delas casos de cancro e as mortes poderão ser evitados.

RV/SO

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Transtorno da personalidade borderline comum em doentes com dor crónica https://saudeonline.pt/transtorno-da-personalidade-borderline-comum-em-doentes-com-dor-cronica/ https://saudeonline.pt/transtorno-da-personalidade-borderline-comum-em-doentes-com-dor-cronica/#respond Thu, 05 Mar 2020 15:28:42 +0000 https://saudeonline.pt/?p=84991 Uma pesquisa mostrou que uma proporção significativa de doentes que sofrem de dor crónica também apresenta características do transtorno de personalidade borderline (TPB).

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Os resultados de uma revisão sistemática da literatura mostraram que 23% dos doentes com dor crónica não cancerígena (DCNC) apresentavam algumas características do TPB, incluindo dificuldade em manter relacionamentos, bem como instabilidade de humor.

“O facto de um quarto dos indivíduos com DCNC poder ter TPB coocorrente ressalta a necessidade de melhorar o acesso a bons cuidados psicológicos”, disse ao Medscape Medical News o investigador principal do estudo, o Dr. Fei Cao, da Universidade do Missouri em Kansas City.

“Se tratarmos o transtorno de personalidade borderline e atendermos às necessidades psiquiátricas e às necessidades de dor do doente, seremos capazes de tratar sua dor com mais sucesso”, acrescentou o investigador.

Os resultados foram apresentados na Reunião Anual da Academia Americana de Medicina da Dor (AAPM) 2020.

Para entender melhor a prevalência de TPB em pacientes que sofrem de dor crónica e potencialmente fornecer alguns dados não explorados para o tratamento desta condição, os investigadores analisaram dados de 11 estudos publicados entre 1994 e 2019. Neles, descobriram que a prevalência de TPB em pacientes com DCNC chegava aos 23,3%. Os tipos de dor incluíram dor de cabeça crónica (11,3%), artrite (27,5%) e dor crónica da medula espinal (24,3%).

“O observado nesta pesquisa é que não se pode ajudar estes doentes a longo prazo se apenas se tratar a dor deles. Também temos de tratar o TPB, pois essa medida pode facilitar o controlo da dor. O tratamento da dor crónica geralmente é a longo prazo e requer boa adesão. Um diagnóstico de TPB pode ser um prognóstico de má adesão [ao tratamento]”, disse o especialista.

O Dr. Fei Cao observou que um “número significativo” de pacientes com DCNC tem pelo menos alguma resistência a qualquer tipo de tratamento da dor e levantou a hipótese de o TPB poder aumentar a resistência ao tratamento da dor crónica.

Os resultados do estudo, acrescentou, indicam a necessidade de rastrear o TPB em pacientes com dor crónica.

As intervenções que são eficazes no tratamento do TPB e da DCNC incluem terapia comportamental cognitiva, terapia comportamental dialética, antidepressivos e anticonvulsivantes. “Estes devem ser considerados como o tratamento de primeira linha”, concluiu o investigador.

RV/SO

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Covid-19: Linha SNS24 não atendeu um quarto das chamadas em dia com recorde da procura https://saudeonline.pt/covid-19-linha-sns24-nao-atendeu-um-quarto-das-chamadas-em-dia-com-recorde-da-procura/ https://saudeonline.pt/covid-19-linha-sns24-nao-atendeu-um-quarto-das-chamadas-em-dia-com-recorde-da-procura/#respond Thu, 05 Mar 2020 10:20:52 +0000 https://saudeonline.pt/?p=84983 Mais de 3500 chamadas não foram atendidas e linha de apoio ao médico também deixa clínicos sem resposta horas a fio.

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SNS24

A Linha SNS24 atingiu um máximo histórico de procura na última segunda-feira, 2 de março, dia em que foram diagnosticados os primeiros casos de infeção pelo novo coronavírus em Portugal. Mas, como notícia hoje o jornal PÚBLICO, a primeira linha de contacto que serve para os cidadãos esclarecerem dúvidas e não irem a correr para as urgências não conseguiu atender mais de um quarto das chamadas em tempo útil, a crer nos dados do Portal da Transparência do SNS.

No dia 2, do total de 13.532 chamadas para o serviço, 3569 foram “abandonadas após 15 segundos”, o que significa que as pessoas desistiram de esperar pelo atendimento.

O jornal também dá nota de que a linha telefónica criada para orientar os médicos de todo o país para validação de eventuais casos suspeitos, a chamada Linha de Apoio ao Médico (LAM) também tem registado problemas. Há médicos a denunciar que aguardam várias horas para serem atendidos, sem sucesso, há outros que insistem dezenas de vezes, sem resposta, há doentes que se cansam e se vão embora, relata ao diário o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Roque da Cunha, que está a colecionar e-mails de colegas “desesperados com o silêncio da linha”. Esta “funciona tão bem que desde ontem (24 horas) aguardo o contacto para a orientação de dois casos suspeitos e já liguei hoje. Enfim, tudo controlado”, queixava-se esta semana um responsável de uma unidade de saúde familiar do Porto.

“É de lamentar que a Direcção-Geral da Saúde (DGS) tenha como primeira linha de vigilância epidemiológica um call center”, critica Roque da Cunha, insistindo que deveriam ser médicos de Saúde Pública a “estar na frente desta batalha em vez de estarem imersos em burocracia” e o facto de haver tantos telefonemas que ficaram por atender na segunda-feira.

O periódico refere que os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), que gere a SNS24 (808 24 24 24), garante que, em média, esta atende mais de 90% das chamadas em menos de 20 segundos, mas admite que há alturas do dia em que, devido aos picos de afluência, o tempo de espera possa ser superior. E adianta apenas que na segunda-feira houve uma “maior procura”, sem mais detalhes.

Sem forma de dar resposta a tanta procura, na semana passada a Administração Regional e Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT) pedia, com “urgência”, aos responsáveis dos vários agrupamentos de centros de saúde (ACES) que ajudassem a recrutar mais médicos para a LAM e mais enfermeiros para a SNS24, refere um ofício a que o SIM teve acesso. Outra nota, esta enviada pelo ACES de Lisboa Central, especificava que a ARS-LVT pedia a ajuda para a constituição de um grupo de médicos que assegurasse dois turnos diários logo no dia seguinte. E estes podiam ser mesmo médicos internos (os que estão ainda a fazer a especialidade) do 4.º ano, admitia.

RV/SO

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Internos do Hospital de Viseu denunciam “assédio moral” à Ordem dos Médicos https://saudeonline.pt/internos-do-hospital-de-viseu-denunciam-assedio-moral-a-ordem-dos-medicos/ https://saudeonline.pt/internos-do-hospital-de-viseu-denunciam-assedio-moral-a-ordem-dos-medicos/#respond Thu, 05 Mar 2020 10:03:53 +0000 https://saudeonline.pt/?p=84980 Ordem dos Médicos vai notificar o conselho de administração do CHTV e apresentar a situação à ministra da Saúde.

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Mais de 40 médicos internos do Serviço de Medicina Interna do Centro Hospitalar Tondela Viseu (CHTV) denunciaram ao bastonário da Ordem dos Médicos uma situação de “assédio moral” pela superior hierárquica do serviço, com “situações graves e muito graves”.

Miguel Guimarães esteve reunido com os profissionais e revelou que ouviu o relato de “alguns casos preocupantes que, obviamente, interferem com questões éticas e que também, eventualmente, com boas práticas. Embora tenhamos de avaliar essas questões de forma mais profunda, a diretora clínica terá todo o interesse em resolver esta situação, já o devia ter feito”.

O bastonário da ordem dos Médicos falava aos jornalistas no final de mais de duas horas de reunião, ao final do dia, com mais de 40 médicos internos do Serviço de Medicina Interna do CHTV, num universo de quase 50, que denunciaram “situações de assédio moral por parte da superior hierárquica”.

Neste sentido, o bastonário disse que já esta quinta-feira, dia 5, “a Ordem irá notificar o conselho de administração e direção clínica do CHTV” e “a senhora ministra da Saúde”, uma vez que, no entender, “estes internos nestas condições não podem continuar” nesta unidade de saúde.

Assim, explicou Miguel Guimarães, a Ordem “pode pôr os internos a fazer internato noutro hospital, é uma das prerrogativas que a Ordem tem, porque a Ordem tem de garantir que os internos de Medicina Interna têm uma formação de qualidade e isto é absolutamente essencial”.

A notificação a enviar, adiantou, vai no sentido de ser “para encontrar uma solução muito rapidamente”, uma vez que na reunião de hoje, “foram relatadas situações que vão de graves a muito graves”, contou sem, contudo, entrar em pormenores.

Se esta situação continuar da forma em que está, em que as pessoas estão a entrar em ‘burnout’, ou estão em pré ‘burnout’, e hoje isto foi notório, é óbvio que estas pessoas têm duas soluções: ou se retiram para tentarem recuperar da situação que as está a afetar, ou continuam a trabalhar para tentar fazer o melhor possível pelos doentes”, contou.

Questionado se o atendimento aos doentes está em causa, Miguel Guimarães defendeu que “é evidente que uma pessoa quando está em ‘burnout’ não tem as mesmas capacidades e a probabilidade de cometer um erro ou de falhar em alguma situação é sempre maior”, uma situação que, disse, “nenhum [profissional] quer que aconteça”.

“Esta situação também põe em causa a direção clínica do hospital, porque é obrigação de um diretor clínico, mesmo perante a própria Ordem dos Médicos, zelar por aquilo que são as regras éticas e deontológicas dos seus profissionais e zelar também aquilo que são as boas práticas”, apontou Miguel Guimarães.

Presente na reunião estiveram também os representantes do Sindicato Independente dos Médicos, José Carlos Almeida, e do Sindicato dos Médicos da Zona Centro, Noel Carrilho, que no final da reunião contaram que “a situação se arrasta há meses” e já provocou baixas.

Temos mais que um colega que já teve de colocar baixa, precisamente por se sentirem em situação de ‘burnout’ e mais se seguirão se esta situação continuar. [Foram] Dois colegas, mas vários assumiram que se sentem, dentro da definição ‘burnout’ que os médicos conhecem bem, que estão nessa situação e mantêm-se a trabalhar pelo bem dos seus doentes. O serviço não pode ficar desprovido, mas isto não é situação que se possa manter”, especificou Noel Carrilho.

José Carlos Almeida que considerou a situação “extremamente grave” explicou também que a diretora do serviço, presente no início da reunião, “não assistiu, porque não quis assistir”, ao debate, uma vez que, segundo disse, “foram-lhe dadas todas as condições para assistir individualmente, não com o advogado, porque poderia ser entendido pelos colegas como algo intimidatório”.

RV/Lusa

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Covid-19: APDP lança guia com medidas de prevenção https://saudeonline.pt/covid-19-apdp-lanca-guia-com-medidas-de-prevencao/ https://saudeonline.pt/covid-19-apdp-lanca-guia-com-medidas-de-prevencao/#respond Thu, 05 Mar 2020 09:02:46 +0000 https://saudeonline.pt/?p=84949 A população com diabetes é considerada mais vulnerável às complicações da infeção pelo novo coronavírus.

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A Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) divulgou hoje um guia com medidas de prevenção da infeção com o novo coronavírus destinado às pessoas com diabetes, que enfrentam “um grande risco de complicações” quando lidam com infeções virais.

“É importante tranquilizar as pessoas com diabetes e seus cuidadores e esclarecer como pode ser prevenida esta doença infeciosa”, afirma em comunicado o presidente da associação, José Manuel Boavida.

O endocrinologista lembra que “a população idosa, assim como pessoas com outras patologias cardiovasculares, diabetes, doenças respiratórias crónicas, hipertensão e cancro, estão mais vulneráveis ao Covid-19”, a doença provocada pelo novo coronavírus.

“Os sintomas do Covid-19 são semelhantes aos sintomas da gripe, incluem febre, tosse, falta de ar e cansaço. Assim, o impacto do coronavírus numa pessoa com diabetes é, também, igual ao da gripe, isto é, afeta a compensação da diabetes”, sublinha José Manuel Boavida.

Para esclarecer as principais medidas de prevenção da infeção por Covid-19, a APDP criou um guia prático para pessoas com diabetes e seus cuidadores, que pode ser consultado na página www.apdp.pt.

À semelhança de outras situações, as pessoas com diabetes devem ter em casa medicação para a diabetes em quantidade suficiente para um mês, assim como material de autovigilância da diabetes e toda a medicação que toma habitualmente para outras condições.

É ainda conveniente ter medicação para a febre, necessitando de uma maior vigilância e controlo, aconselha a associação.

“Procuramos sempre a melhor abordagem, decisões estratégias adequadas e perspetivação de informações que permitam uma maior vigilância e controlo da diabetes”, afirma o presidente da APDP.

Lembrando que existem três milhões de pessoas com diabetes ou pré-diabetes, o que representa 40% da população portuguesa, o especialista defende que “é crucial reforçar as mensagens partilhadas pela Direção-Geral de Saúde”.

As medidas recomendadas para pessoas com diabetes são iguais às partilhadas com a população em geral e é crucial o individuo manter-se hidratado, controlar a sua glicemia, controlar a sua temperatura corporal, seguir as recomendações da equipa de saúde e, em caso de diabetes tipo 1, controlar os corpos cetónicos.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) noticiou hoje o quinto caso de infeção pelo novo coronavírus em Portugal. Até ao momento estão diagnosticados três casos no Porto – internados nos hospitais de S. João (2) e de Santo António (1) – um caso em Coimbra e outro doente está internado no Hospital Curry Cabral.

O surto de Covid-19, que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, já provocou mais 3.200 mortos e infetou mais de 93.000 pessoas em 78 países.

RV/Lusa

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Mais de 5.000 pessoas fizeram cirurgias bariátricas no privado nos últimos quatro anos https://saudeonline.pt/mais-de-5-000-pessoas-fizeram-cirurgias-bariatricas-no-privado-nos-ultimos-quatro-anos/ https://saudeonline.pt/mais-de-5-000-pessoas-fizeram-cirurgias-bariatricas-no-privado-nos-ultimos-quatro-anos/#respond Wed, 04 Mar 2020 10:04:36 +0000 https://saudeonline.pt/?p=84933 Associação insiste na necessidade de aumentar resposta no serviço público, onde doentes obesos chegam a esperar três anos por uma cirurgia.

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Mais de 5.000 cirurgias de redução de peso, através de banda gástrica, foram realizadas nos últimos quatro anos em Portugal através de protocolos com hospitais privados e à margem do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Os dados foram divulgados na véspera do Dia Mundial da Obesidade pela Associação Portuguesa de Bariátricos (APOBARI), que insiste “na necessidade de aumentar a resposta do Estado português na prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças relacionadas com a obesidade”.

Dia Mundial da Obesidade, antes celebrado em 11 de outubro, passou a ter uma nova data a partir deste ano: 4 de março. Com essa mudança, a Federação Mundial da Obesidade pretende alinhar num mesmo dia outras atividades ao redor do mundo.

A coordenadora-geral da APOBARI, Alice Inácio, acrescentou à agência Lusa que “é urgente que o SNS comece a olhar para a obesidade como uma doença crónica efetiva, epidémica e incapacitante”.

É inadmissível que um doente tenha que esperar três anos por uma cirurgia no SNS, muitas vezes com doenças graves associadas, sem que o Estado lhe preste os cuidados devidos e lhe salve a vida”, criticou.

Alice Inácio salientou que, desde a sua fundação em 2015, a associação tem centrado a sua atividade no apoio e acompanhamento de doentes com comorbilidades (doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes tipo 2 e cancro, entre outros) no acesso às diversas cirurgias de redução de peso, “sempre que o SNS não responde convenientemente ou em tempo útil”.

Segundo informação divulgada pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS), em Portugal os obesos esperam em média 16 meses entre consulta e cirurgia, mas chega a haver tempos de espera superiores a três anos.

O número de obesos em Portugal está estimado em 1,9 milhões de pessoas, com outros 5,9 milhões com excesso de peso. O tratamento cirúrgico da obesidade é a especialidade que regista uma maior percentagem no incumprimento nos Tempos Máximos de Resposta Garantidos (TMRG) nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde, de acordo com a análise divulgada pela ERS.

RV/Lusa

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