Paulo Castro Chaves, autor em Saúde Online https://saudeonline.pt/author/paulo-chavessaudeonline-pt/ Notícias sobre saúde Wed, 30 Mar 2022 10:04:33 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Paulo Castro Chaves, autor em Saúde Online https://saudeonline.pt/author/paulo-chavessaudeonline-pt/ 32 32 AVC. “O caminho é longo e tortuoso, mas há sinais de esperança” https://saudeonline.pt/avc-o-caminho-e-longo-e-tortuoso-mas-ha-sinais-de-esperanca/ https://saudeonline.pt/avc-o-caminho-e-longo-e-tortuoso-mas-ha-sinais-de-esperanca/#respond Wed, 30 Mar 2022 07:12:45 +0000 https://saudeonline.pt/?p=130108 Internista da Unidade de AVC do Centro Hospitalar e Universitário São João | Professor Associado Convidado da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto

O conteúdo AVC. “O caminho é longo e tortuoso, mas há sinais de esperança” aparece primeiro em Saúde Online.

]]>
AVC

A 31 de Março comemora-se o Dia Nacional do Doente com Acidente Vascular Cerebral. Este dia foi instituído no ano de 2003, com o objetivo de sensibilizar a população para a realidade da doença em Portugal e promover a melhoria das práticas de saúde, incentivando uma dinâmica que conduza a novas atitudes.

Ao contrário de outras patologias que se insinuam de forma quase subtil e progressiva, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) tem uma apresentação aguda e não raras vezes brutal. As formas de apresentação podem ser múltiplas, mas são na maior parte das circunstâncias súbitas. Tudo está bem e, de repente, tudo se modifica. Para quem avalia, trata e acompanha diariamente doentes acometidos por esta patologia, são inúmeras as histórias de avós, pais, filhos ou amigos que subitamente, do nada, sem aviso prévio vêm as suas vidas profunda e radicalmente afetadas. As histórias são bem concretas e reais e todos sabemos que a esses momentos iniciais se vão seguir muitas vezes meses de recuperação lenta e progressiva que poderão ou não restabelecer a forma de estar anterior. Mas, apesar de tudo, há sinais de esperança porque muito tem sido feito a vários níveis nos últimos anos para alterar esta realidade, desde a existência de terapêuticas de fase aguda cada vez mais eficientes, e de aplicação mais generalizável, até medidas de recuperação e prevenção mais capazes.

Os sinais de alerta são relativamente simples e conhecidos por FAST que significa face, arm, speech and time, ou seja, boca ao lado, falta de força num braço, alteração da fala e tempo. Perante estes sinais, que são fáceis de serem reconhecidos por qualquer pessoa, a reação imediata deve ser contactar os serviços de emergência pré hospitalar para que o caso possa ser encaminhado atempadamente para o local mais adequado. Embora com limitações, nomeadamente para quem vive fora dos grandes centros urbanos (aqui as assimetrias regionais são também importantes), existe atualmente uma rede de referenciação composta por Hospitais de primeira e de segunda linha capazes de fazer o diagnóstico e tratamento atempado.

E aqui a palavra tempo é crucial: tempo é cérebro! As intervenções terapêuticas agudas capazes de modificar a história natural desta doença terrível e assustadora, porque incapacitante e geradora de grande sofrimento para o próprio e seus familiares e amigos, dependem criticamente do tempo. O princípio é restabelecer a circulação do sangue na região cerebral afetada antes que da obstrução vascular resulte lesão neuronal irreversível e, por isso, perda de função cerebral e incapacidade. Por cada minuto que passa sem restabelecimento da circulação são perdidos 1,9 milhões de células cerebrais, correspondentes a um envelhecimento cerebral de 3,1 semanas, e por cada hora perdem-se 120 milhões de neurónios e há um envelhecimento de 3,6 anos. Por isso, lutamos em cada momento e em cada caso contra um relógio que não para. Por isso, a janela temporal para uma atuação eficaz é muito curta, de poucas horas. Por isso, para conseguirmos administrar atempadamente os tratamentos que sabemos serem eficazes para contrariar esta cascata de eventos é fundamental que todas as peças do sistema estejam bem oleadas e conectadas. É a chamada cadeia de sobrevivência do AVC composta por vários elos interligados: reconhecimento dos sintomas e ativação dos serviços de emergência; resposta adequada da emergência pré-hospitalar; transporte e pré-notificação do centro de AVC; tratamento rápido e de acordo com as recomendações internacionais e estado da arte; e qualidade dos cuidados pós-AVC. Infelizmente, o elo mais fraco desta cadeia continua a ser o primeiro, porque muitas vezes os sintomas não são reconhecidos ou, pura e simplesmente, se fica à espera “a ver se passa”. Mas a verdade é que a tempestade não passa e, por isso, nunca é demais chamar a atenção para estes sinais de alerta porque, se o doente não chegar a tempo, o seu tratamento pode ficar seriamente comprometido.

Contudo, é preciso sublinhar que todos os elos desta cadeia são importantes e, embora aqui também tenhamos sinais de esperança, todos nós que estamos envolvidos diariamente nesta luta contra o AVC sabemos que ainda muito há por fazer e otimizar. Antes de mais, é importante continuar o acompanhamento para além da fase aguda. É fundamental garantir uma continuação fluída dos cuidados de reabilitação após o internamento hospitalar de forma a evitar quebras e interrupções do processo de reabilitação. Essas descontinuidades são muitas vezes causa de retrocessos importantes e fazem com que muito do investimento efetuado na fase aguda, com terapêuticas e cuidados que custam a todos nós milhares de euros por doente, se perca. É importante focar nas necessidades e especificidades de cada caso e personalizar todo o tratamento de forma a ir ao encontro da individualidade de cada doente. É crucial a implementação de medidas preventivas para que antes de mais o AVC nunca ocorra e, caso aconteça, nunca se repita. De facto, as medidas preventivas são essenciais e, embora estejamos a falar de uma única doença, a verdade é que a sua prevenção é multidisciplinar e acaba por tocar inúmeros aspetos como a promoção de hábitos de vida saudável, a redução do consumo de sal e álcool, a prática de atividade física, a luta anti-tabágica, a redução da obesidade e o controlo de fatores de risco como a hipertensão arterial, diabetes mellitus ou dislipidemia, entre outros. Tudo isto requer uma intervenção abrangente e multifocal de forma a maximizar os ganhos em saúde.

Todos sabemos que o AVC continua a ser uma das causas mais importantes de morte e incapacidade em Portugal e na Europa e que, nomeadamente fruto do envelhecimento populacional, se nada fizermos para otimizar e melhorar esta cadeia de sobrevivência os números poderão piorar significativamente nos próximos anos. Felizmente, temos hoje a evidência clara de que o AVC é altamente prevenível e tratável e existe, por isso, potencial para reduzir drasticamente a sobrecarga de doença e as suas consequências a longo prazo. Tal como preconizado pelas mais recentes recomendações da European Stroke Organization (ESO), esta realidade requer a ação conjunta de entidades como o Ministério da Saúde e outros órgãos governamentais, como a Direção Geral de Saúde, bem como organizações científicas, organizações de doentes, profissionais de saúde, investigadores e indústria farmacêutica. E os alvos propostos pela ESO até 2030 para os países europeus são bem claros e ambiciosos: (1) redução do número absoluto de AVC em 10%; (2) tratar 90% ou mais dos casos de AVC em Unidades dedicadas de AVC; (3) elaboração de planos nacionais para o AVC abrangendo toda a cadeia de sobrevivência desde a prevenção primária até à vida pós-AVC; e (4) implementar de forma completa estratégias nacionais para intervenções de saúde pública que promovam e facilitem estilos de vida saudáveis e reduzam fatores ambientais, socioeconómicos e educacionais associados à ocorrência de AVC.

Os desafios são imensos, mas não intransponíveis. As dificuldades do dia-a-dia são inumeráveis, mas não inultrapassáveis. Os meios são muitas vezes escassos, mas a dedicação e empenho dos profissionais de saúde são insuperáveis. O caminho é longo e muitas vezes tortuoso, mas a colaboração de todos é fundamental. Acima de tudo há sinais de esperança para os nossos doentes!

O conteúdo AVC. “O caminho é longo e tortuoso, mas há sinais de esperança” aparece primeiro em Saúde Online.

]]>
https://saudeonline.pt/avc-o-caminho-e-longo-e-tortuoso-mas-ha-sinais-de-esperanca/feed/ 0
As doenças raras em Portugal e o papel da Medicina Interna https://saudeonline.pt/as-doencas-raras-em-portugal-e-o-papel-da-medicina-interna/ https://saudeonline.pt/as-doencas-raras-em-portugal-e-o-papel-da-medicina-interna/#respond Mon, 24 Feb 2020 14:48:40 +0000 https://saudeonline.pt/?p=84628 Professor Auxiliar convidado da FMUP

Centro de Referência em Doenças Hereditárias do Metabolismo do Centro Hospitalar Universitário S. João, Porto

Departamento de Cirurgia e Fisiologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto

O conteúdo As doenças raras em Portugal e o papel da Medicina Interna aparece primeiro em Saúde Online.

]]>

A situação de doença é sempre um momento de particular vulnerabilidade e fragilidade humana não só para o próprio, mas também para os seus familiares e entes próximos. Como Médicos somos constantemente interpelados pela Pessoa em processo de doença, com o sofrimento que muitas vezes lhe está inerente, e desafiados a compreender a sua situação individual, mas também familiar e social, de forma a estabelecer um plano de diagnóstico, tratamento e acompanhamento.

Na esteira de William Osler, o desafio será ir mais além de compreender a doença que a pessoa tem, será o de compreender a pessoa que tem a doença. É, portanto, colocando a Pessoa no centro da ação que a nossa atividade se torna completa, abrangente e efetiva. Seguindo esta linha de orientação, a prática médica atual não se compadece com uma atuação médica isolada e uma das pedras de toque da praxis contemporânea é precisamente a integração da discussão do caso individual numa equipa multidisciplinar em que o médico é um dos interlocutores, longe de ser o único. Noutro nível de atuação, os sistemas de saúde, como entidades coletivas que se colocam acima do plano individual, serão responsáveis pela elaboração de políticas e formas de organização para que este encontro sublime disponha das melhores condições para ter lugar.

A complexidade destas questões torna-se particularmente difícil quando o caso que temos pela frente é a Pessoa com doença rara. Ser portador de uma doença rara significa frequentemente o confronto com um vasto conjunto de duras realidades, onde se destacam as dificuldades em obter um diagnóstico, em aceder a tratamentos específicos e receber cuidados de saúde coordenados, mas também numa perspetiva mais abrangente, em dificuldades a nível de emprego, educação, vida social e saúde mental, dificuldades essas que frequentemente se estendem aos cuidadores.

A título de exemplo, o próprio diagnóstico reveste-se de um grau de complexidade importante sendo a designação “odisseia diagnóstica” bastante expressiva para descrever o impacto do tempo até chegar ao diagnóstico final. De facto, em média uma pessoa com doença rara espera quatro anos até obter o diagnóstico (às vezes até mais de 20 anos), recebe três diagnósticos errados e consulta cinco médicos diferentes!

Mas antes de mais, será necessário definir o problema e perceber a sua abrangência. Em termos gerais, uma doença rara será uma condição que afeta uma pequena percentagem da população comparativamente com outras mais prevalentes. A definição varia, mas na União Europeia e em Portugal, as doenças raras correspondem àquelas que têm uma prevalência na população inferior a 5 por 10.000 pessoas, ou seja, afetando 1 em cada 2.000 pessoas (decisão 1295/1999/CE do Parlamento Europeu). Estas doenças, sendo individualmente raras (algumas delas têm prevalências inferiores a 1 caso por 100.000 habitantes), são na verdade coletivamente frequentes.

De facto, estima-se que existam entre 5000 a 8000 doenças raras, sendo que novas entidades são acrescentadas regularmente à lista, afetando cerca de 6% da população portuguesa. Apenas 400 destas patologias têm tratamento específico e cerca de 80% têm uma causa genética associada. Uma parte significativa é diagnosticada na infância, mas muitas têm expressão no adulto, sendo frequentemente crónicas e acompanhadas por morbilidade significativa. Tal como é referido no documento acima citado, a própria raridade das doenças de prevalência reduzida e a falta de informações acerca delas pode levar a que as pessoas afetadas não beneficiem dos recursos e dos serviços de saúde de que necessitam.

Estes fatores são também responsáveis por estes doentes serem pouco atingidos pelas intervenções gerais no setor da saúde. Daí a necessidade de iniciativas próprias para a abordagem destas doenças na comunidade como o “Rare Diseases Task Force” na Europa e o “US Office of Rare Diseases” nos Estados Unidos da América. Em Portugal, o Plano Nacional de Saúde também reconhece a importância de criar planos específicos para esta área, o que conduziu à criação da Estratégia Integrada para as Doenças Raras 2015-2020.

O objetivo desta Estratégia é garantir que as pessoas com doença rara tenham melhor acesso, qualidade dos cuidados de saúde e de tratamento, com base nas evidências que a ciência tem vindo a produzir, e maior celeridade e variedade de respostas sociais adaptadas a cada caso. Tem como missão desenvolver e melhorar: a) a coordenação dos cuidados; b) o acesso ao diagnóstico precoce; c) o acesso ao tratamento; d) a informação clínica e epidemiológica; e) a investigação; f) a inclusão social e a cidadania. Um fruto desta estratégia é a criação da Rede Nacional de Centros de Referência de Doenças Raras de forma a estruturar uma rede nacional de centros de referência, devidamente acreditados com base em critérios objetivos de elegibilidade. Estes centros devem estar organizados de forma a permitir o desenvolvimento da sua capacidade máxima para diagnosticar e tratar adequadamente e com precocidade todos os doentes, informar e apoiar os outros elementos da família, estabelecer ligação com restantes apoios médicos e sociais (incluindo realizar uma eficaz articulação com médicos assistentes dos doentes e famílias) e participar ativamente no ensino e na investigação e registo da respetiva patologia.

Outro fruto desta estratégia é a criação do Cartão da Pessoa com Doença Rara de forma a garantir o acesso a informação relevante sobre a doença em causa, nomeadamente a recomendações para tratamento de emergência nos serviços de urgência, melhorar o cuidado integrado da patologia, garantir a referenciação adequada aos centros de referência e melhorar a continuidade de cuidados. Anualmente a Direção Geral de Saúde publica um relatório sobre as atividades planeadas para esse ano referentes às prioridades estratégias enunciadas acima e onde é possível acompanhar os esforços realizados e as áreas a desenvolver.

Depois de entender as especificidades ligadas a esta área, e que a tornam diferente de outras áreas da Medicina, é perfeitamente claro que o profissional de saúde que se confronta com um doente portador de doença rara tem de estar inserido numa rede de cuidados alargada. Este tipo de patologias necessita de uma abordagem por equipa profissional experiente, multidisciplinar, altamente especializada, que permita orientar todo o envolvimento do doente/família, nas diferentes vertentes, do campo médico ao familiar/comunitário, com cuidados que se traduzam em melhorias significativas na qualidade de vida e custo-efetividade dos cuidados prestados. Requer também equipa competente, que dissemine boas práticas e informação a outros profissionais e que promova envolvência correspondente na área da atividade pedagógica, científica, de investigação alicerçada em estrutura hospitalar reconhecida pelos conhecimentos técnicos e pelos elevados cuidados de saúde prestados a doentes com situações clínicas que exigem uma especial concentração de recursos, de conhecimento e experiência. Sendo certo que muitas das doenças raras são diagnosticadas em idade pediátrica, o médico de adultos por várias razões também contacta com esta realidade.

No âmbito específico das doenças hereditárias do metabolismo, por exemplo, o doente tipo na clínica de adultos poder-se-á inserir em quatro grandes grupos: diagnóstico tardio de formas atenuadas, formas de início precoce que chegaram à idade adulta, doentes com apresentação na infância, mas em quem o diagnóstico não foi efetuado, e estudo de familiares a partir de casos índex. Muitas doenças raras afetam múltiplos sistemas do organismo o que significa, como já foi dito, que diferentes profissionais de saúde podem estar envolvidos nos cuidados destes doentes. Mas, para que os cuidados de saúde sejam estruturados, é central a figura do Coordenador de Cuidados que, no caso da medicina de adultos, fica habitualmente a cargo do médico internista. Este, pelas especificidades da sua formação integradora, multidisciplinar, abrangente e dialogadora com as diferentes especialidades, pode assumir o papel daquilo que muitos autores designam como o Gestor do Doente. Sem cuidados adequadamente coordenados, sem este Gestor, os pacientes afetados por doenças raras têm necessidade de dedicar quantidades significativas de tempo e esforço, muitas vezes com grande sacrifício, para estar presentes em diferentes consultas de diferentes especialidades e em diferentes hospitais. Para atender às diferentes consultas relativas à sua condição, o portador de doença rara gasta em média uma a duas horas de viagem e tem pelo menos três consultas por mês.

Tudo isto causa enorme desgaste e é causa frequente de absentismo e abandono da atividade profissional do próprio ou dos cuidadores. Por isso, a figura do coordenador de cuidados, que na área da medicina de adultos pertence, pelas suas habilidades de formação, por excelência à Medicina Interna, é central para os cuidados destes doentes. Idealmente, portanto, trata-se de um profissional treinado responsável pela elaboração e execução de um plano de cuidados global garantindo que estes são o mais integrados e lineares possível. Com particular atenção aos cuidados de transição, ou seja, às particularidades e vulnerabilidades dos doentes que durante uma parte significativa da vida estiveram sob a alçada da Pediatria e que agora, fruto do seu crescimento, são acolhidos na área da Medicina de Adultos. Os coordenadores de cuidados, no âmbito de um Centro de Referência, podem assim contribuir para que o paciente tenha uma experiência positiva dos cuidados de saúde específicos de que necessita, facilitando suporte e atenção específicos de forma a permitir o auto-cuidado e auto-valorização, evitando admissões hospitalares ou, quando estas são inevitáveis, iniciando as medidas de emergências específicas imprescindíveis, permitindo a acesso a novas formas de diagnóstico e terapêutica, estabelecendo diálogo com os vários centros de investigação e pesquisa e, sem esquecer a dimensão familiar e social, garantindo um plano de cuidados integral de que estes doentes tanto precisam. Atentos ao sentido de evolução da ciência médica e ao que se espera nos próximos anos e procurando formas de aplicar este conhecimento e de o rentabilizar. Tudo isto é fundamental e benéfico não só para os pacientes e suas famílias, mas também em última análise, e numa perspetiva mais ampla, para o próprio sistema de saúde.

O conteúdo As doenças raras em Portugal e o papel da Medicina Interna aparece primeiro em Saúde Online.

]]>
https://saudeonline.pt/as-doencas-raras-em-portugal-e-o-papel-da-medicina-interna/feed/ 0