Luis Araujo, autor em Saúde Online https://saudeonline.pt/author/luisaraujo1/ Notícias sobre saúde Fri, 10 Jan 2025 13:06:35 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Luis Araujo, autor em Saúde Online https://saudeonline.pt/author/luisaraujo1/ 32 32 Investigadores alertam para necessidade de melhorar cuidados de saúde https://saudeonline.pt/investigacao-aponta-necessidade-de-melhorar-cuidados-de-saude/ https://saudeonline.pt/investigacao-aponta-necessidade-de-melhorar-cuidados-de-saude/#respond Thu, 09 Jan 2025 15:56:35 +0000 https://saudeonline.pt/?p=166457 De acordo com um artigo publicado no Jornal da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa, apesar das conquistas de saúde sem precedentes nos últimos séculos, o número total de mortes anuais, a nível global, vai aumentar nas próximas décadas devido ao crescimento populacional, ao envelhecimento e às desigualdades persistentes.

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Segundo o que pode ler-se no abstract do artigo de Válter R. Fonseca e João Breda, membros da equipa internacional da Organização Mundial da Saúde (OMS), é imperativo redobrar esforços para ir além das medidas clássicas de saúde pública. “As evidências recentes mostram que os cuidados de saúde são frequentemente inadequados e de baixa qualidade, independentemente das condições ou dos países, com as populações mais vulneráveis ​​a serem as mais prejudicadas”.

Com o tema “Quality of Care: an imperative for current healthcare systems”, o artigo refere que a Agenda 2030 das Nações Unidas distribuiu a Cobertura Universal de Saúde (CUS) como um objetivo de desenvolvimento sustentável. “Esta mudança transformadora no desenho e implementação de políticas de saúde coloca a qualidade dos cuidados no centro da agenda global de saúde. De facto, as melhorias na saúde podem ser inalcançáveis, a menos que os serviços prestados sejam de qualidade suficiente para serem eficazes”.

Válter R. Fonseca e João Breda escrevem que a transformação dos cuidados de saúde exigiu um compromisso sem precedentes com a melhoria da qualidade, mas que não será possível continuar a utilizar os métodos e abordagens do passado. “Com o impulso global da CUS como pano de fundo, aliado às décadas de trabalho anterior sobre a qualidade dos cuidados de saúde em todo o mundo, o momento é oportuno para avançar para sistemas de saúde de alta qualidade. Estes devem melhorar os cuidados de saúde num dado contexto, fornecendo de forma consistente cuidados que melhorem ou mantenham os resultados de saúde, sendo valorizados e confiáveis ​​por todas as pessoas e respondendo às necessidades populacionais em constante mudança”, refere o artigo.

“A qualidade dos cuidados deve ser uma política de prioridade. As políticas de qualidade dos cuidados precisam de evoluir, priorizando o CUS, investindo em sistemas de alta qualidade, promovendo a aprendizagem contínua e a melhoria, adotando indicadores de rastreio para reorientar os sistemas de saúde em direção a resultados que importam às pessoas, e aproveitando ferramentas digitais para fomentar uma cultura orientada por dados e reduzir as desigualdades em saúde.”

Leia o artigo completo: https://jscmed.com/index.php/jscmed/article/view/9/12

 

SO

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Cancro do endométrio. “A hemorragia uterina anómala está associada a mais de 75% dos casos” https://saudeonline.pt/cancro-do-endometrio-a-hemorragia-uterina-anomala-esta-associada-a-mais-de-75-dos-casos/ https://saudeonline.pt/cancro-do-endometrio-a-hemorragia-uterina-anomala-esta-associada-a-mais-de-75-dos-casos/#respond Fri, 25 Oct 2024 09:00:13 +0000 https://saudeonline.pt/?p=163895 O cancro do endométrio é o cancro ginecológico mais frequente em Portugal, que afeta maioritariamente as mulheres com mais de 50 anos e no período pós-menopausa. Pedro Meireles, médico oncologista do IPO Lisboa, alerta para os sintomas.

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Qual a prevalência do cancro do endométrio na menopausa e quem é mais afetado?

O cancro do endométrio é o cancro ginecológico mais prevalente nos países desenvolvidos, especialmente após a menopausa. A sua incidência aumentou mais de 40% nas duas últimas décadas. A prevalência deste tipo de cancro tende a aumentar com a idade, sendo mais frequentemente diagnosticado em mulheres com mais de 50 anos, tipicamente já na pós-menopausa.

Em termos de fatores de risco, mulheres com excesso de peso, hipertensão arterial, diabetes mellitus e história de uso de terapia hormonal com estrogénios estão mais propensas a desenvolver este tipo de cancro. Para além disso, mulheres com história de menarca precoce (início precoce da menstruação), menopausa tardia, nuliparidade (nunca terem tido filhos), síndrome dos ovários poliquísticos e síndromes genéticos, como a síndrome de Lynch, têm um risco aumentado de desenvolver cancro do endométrio.

Quais os sintomas?

Um dos mais comuns é a hemorragia uterina anómala, cuja ocorrência está associada a mais de 75% dos casos. Trata-se de uma perda de sangue vaginal, semelhante à menstruação, mas num período em que as mulheres atingiram já a menopausa. Nas mulheres na pré-menopausa, o sangramento menstrual irregular ou excessivo também pode ser um sintoma. Por outro lado, sintomas como o corrimento vaginal anormal, que não está associado a infeção ou outras causas comuns, dor pélvica, aumento do volume abdominal ou dispareunia também podem ocorrer, embora não sejam comuns nos estádios iniciais da doença.

Tendo em conta que a mulher se encontra na menopausa, de que forma esta fase da vida pode contribuir e ou complicar o diagnóstico e o tratamento deste tipo de cancro?

A menopausa desempenha um papel importante tanto no diagnóstico como no tratamento do cancro do endométrio e pode tanto contribuir para a deteção precoce como criar algumas complicações. Por um lado, sendo que um dos principais sintomas de alerta do cancro do endométrio é um sangramento vaginal anormal, que é muito menos comum após a menopausa, isto leva geralmente a uma investigação mais precoce. Por outro lado, com a menopausa, o aumento da exposição a estrogénios, sobretudo se associada a fatores como a obesidade, diabetes, hipertensão e uso de terapêutica hormonal de substituição, aumenta o risco de desenvolvimento do cancro do endométrio. Estes fatores de risco podem aumentar a complexidade da gestão da doente.

“Embora não haja uma forma de garantir completamente a prevenção deste tipo de cancro, é possível adotar estratégias que diminuem os fatores de risco conhecidos”

Quais os tratamentos e qual o prognóstico?

Relativamente ao tratamento, este passa principalmente pela cirurgia de remoção do útero – histerectomia total. Nas mulheres pós-menopáusicas, a cirurgia pode ser mais complexa se houver outras comorbilidades associadas, como doenças cardíacas ou pulmonares, que tornam a anestesia ou a recuperação mais difícil.

O tratamento do cancro do endométrio depende do estádio da doença ao diagnóstico, do subtipo do tumor e da condição clínica da doente.  Sendo que cerca de 80% dos cancros do endométrio são diagnosticados em estádios precoces e localizados, a cirurgia é o principal tratamento e as taxas de sobrevivência são superiores a 90% aos 5 anos. Contudo, em estádios mais avançados, quando a doença atinge os gânglios linfáticos ou outros órgãos à distância, ou em subtipos mais agressivos, o tratamento pode envolver a quimioterapia e/ou a radioterapia e o prognóstico já é pior. A deteção precoce e a abordagem terapêutica personalizada são fundamentais para melhorar as taxas de sobrevivência e a qualidade de vida.

Existe uma forma de prevenir este tipo de cancro?

Embora não haja uma forma de garantir completamente a prevenção deste tipo de cancro, é possível adotar estratégias que diminuem os fatores de risco conhecidos, como a prática de hábitos de vida saudáveis, o controlo e manutenção dum peso adequado, uma alimentação saudável e diversificada, a prática regular de exercício físico e o tratamento ou monitorização das condições de risco, nomeadamente a hipertensão arterial, diabetes mellitus e síndrome dos ovários poliquísticos.

Atualmente, não há evidência para o rastreio do carcinoma do endométrio na população em geral. O rastreio está recomendado apenas nas mulheres assintomáticas portadoras de mutações associadas a síndrome de Lynch, através de exame ginecológico, ecografia ginecológica suprapúbica e transvaginal e biópsia endometrial anual a partir dos 35 anos e até serem submetidas a histerectomia e anexectomia bilateral.

MJG

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