Fernando Pinto, autor em Saúde Online https://saudeonline.pt/author/fernando-pintosaudeonline-pt/ Notícias sobre saúde Fri, 17 May 2024 08:45:38 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Fernando Pinto, autor em Saúde Online https://saudeonline.pt/author/fernando-pintosaudeonline-pt/ 32 32 A HTA é o fator de risco isolado mais importante e significativo em todo o mundo https://saudeonline.pt/a-hta-e-o-fator-de-risco-isolado-mais-importante-e-significativo-em-todo-o-mundo/ Fri, 17 May 2024 08:45:38 +0000 https://saudeonline.pt/?p=159352 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> A HTA é o fator de risco isolado mais importante e significativo em todo o mundo aparece primeiro em Saúde Online.

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Pontos-chave das Guidelines Europeias de Hipertensão https://saudeonline.pt/pontos-chave-das-guidelines-europeias-de-hipertensao/ Fri, 01 Mar 2024 09:00:30 +0000 https://saudeonline.pt/?p=155765 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Pontos-chave das Guidelines Europeias de Hipertensão aparece primeiro em Saúde Online.

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O impacto da Hipertensão Arterial na principal causa de morte em Portugal: o AVC https://saudeonline.pt/o-impacto-da-hipertensao-arterial-na-principal-causa-de-morte-em-portugal-o-avc/ https://saudeonline.pt/o-impacto-da-hipertensao-arterial-na-principal-causa-de-morte-em-portugal-o-avc/#respond Tue, 17 May 2022 11:27:10 +0000 https://saudeonline.pt/?p=131773 Assistente Graduado Sénior de Cardiologia no CHEDV || Membro da Comissão Científica da Sociedade Portuguesa do AVC || Ex-Presidente da Sociedade Portuguesa de Hipertensão

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HTA

As doenças cardio-cérebrovasculares (DCCV) são a principal causa de morte, de morte prematura (isto é, antes dos 70 anos) e de incapacidade em todo o mundo. O Acidente Vascular Cerebral (AVC) e o Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM) constituem cerca de 85% de todas as DCCV.

No nosso país, as DCCV são responsáveis por mais de 32.000 mortes por ano e calcula-se que possam reduzir em 12-14 anos a esperança de vida. Adicionalmente, as DCCV são responsáveis por um elevado número internamentos hospitalares e são uma das mais importantes causas de incapacidade e de dependência de terceiros para as atividades básicas do dia a dia (comer, vestir, higiene pessoal, etc).

A Hipertensão Arterial (HTA), definida como pressão arterial maior ou igual a 140/90 mmHg, é de longe o principal fator de risco para o AVC (a principal causa de morte em Portugal: cerca de 2/3 de todas as mortes por DCCV) e é um dos mais importantes fatores de risco para EAM, para insuficiência cardíaca, insuficiência renal, doença arterial periférica, demência, etc.

Na grande maioria dos doentes, a HTA não provoca sintomas específicos durante muitos anos, sendo muitas vezes descoberta apenas quando surgem as doenças acima referidas e está bem demonstrado que o diagnóstico precoce e o tratamento correto e atempado da HTA inequivocamente reduzem de forma marcada o risco (e a gravidade) das DCCV e das suas terríveis consequências: incapacidade e mortalidade.

Apesar de, particularmente nas duas últimas décadas, termos assistido a uma evolução bastante favorável das DCCV em Portugal, continuamos a verificar que cerca de 42% dos adultos tem HTA, dos quais quase 25% (1 em cada 4) desconhece a doença e dos diagnosticados também cerca de 25% não estão a tomar medicação, o que explica que menos de metade dos doentes com HTA é que realmente tem a sua pressão arterial controlada e só cerca de 12% (1 em cada 8) tem a sua pressão arterial nos valores ideais.

 

O que falta fazer?

Para conseguir o objetivo último de aumentar o número de anos de vida e de vida com qualidade, isto é para prevenir as consequências das DCCV e principalmente para reduzir o AVC e as suas dramáticas sequelas é crucial diagnosticar mais e melhor a HTA e iniciar rapidamente as medidas que levam ao seu tratamento, desde logo a adopção de estilos de vida saudáveis incluindo redução no consumo de sal e de álcool e aumento de vegetais e fruta, a prática de exercício físico regular, a correcção de eventual excesso de peso ou obesidade e a cessação tabágica total. Quando estas medidas são insuficientes, poderá ser necessário utilizar também medicamentos anti-hipertensores.

Os 2 últimos anos tornaram, em muitos casos, mais difícil o acesso da população aos cuidados de saúde muito focados na pandemia que nos assolou (e ainda aí anda…). Cabe a todos nós – utentes/doentes, profissionais de saúde e não só – contribuir para recuperar/minimizar este atraso que poderá ter sérias consequências no médio prazo: os primeiros medindo a pressão arterial regularmente (o que pode ser feito em inúmeros locais, mesmo em casa) e, caso seja constatada HTA, procurando recorrer com brevidade aos cuidados de saúde, mas começando desde logo a corrigir os estilos de vida desadequados; os profissionais de saúde incentivando ativamente os doentes a vigiarem e pressão arterial, facilitando-lhes o acesso aos seus cuidados e não protelando desnecessariamente a correcção da HTA (bem como dos eventuais fatores de risco concomitantes). As sociedades científicas, em parceria com os meios de comunicação social, devem alertar a população geral para a importância destas medidas, cabendo ao poder político e ao estado delinear e implementar as medidas concretas para agilizar esta missão que é possível com o empenhamento de todos!

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Hipertensão Arterial: O que todos devemos saber https://saudeonline.pt/hipertensao-arterial-o-que-todos-devemos-saber/ https://saudeonline.pt/hipertensao-arterial-o-que-todos-devemos-saber/#respond Thu, 16 May 2019 11:01:02 +0000 https://saudeonline.pt/?p=72653 Assistente Graduado Sénior de Cardiologia no CHEDV; Membro da Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral; Ex-Presidente da Sociedade Portuguesa de Hipertensão

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As Doenças Cérebro-Cardiovasculares (DCCV) – das quais se destacam o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e o Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM) – são a principal causa de morte e de incapacidade em todo o mundo, particularmente nos países ocidentais. Em Portugal, as DCCV são responsáveis por 1/3 de todas as mortes (aproximadamente 30.000/ano), estimando-se que possam reduzir em 12-14 anos a esperança de vida; para além disso, as DCCV são a principal causa de incapacidade e são responsáveis por um número muito elevado de internamentos hospitalares.

A Hipertensão Arterial (HTA) – isto é pressão arterial maior ou igual a 140/90 mmHg – é o principal fator de risco para o AVC, (que é a principal causa de morte em Portugal: cerca de 2/3 de todas as mortes por DCCV) e um dos mais importantes fatores de risco para EAM (bem como para insuficiência cardíaca, insuficiência renal, doença arterial periférica, etc.). A deteção precoce e o tratamento adequado da HTA podem, comprovadamente, reduzir significativamente o risco de incidência de DCCV, e, consequentemente, reduzir os trágicos números de incapacidade e mortalidade.

Apesar da melhoria significativa verificada nos últimos 10-15 anos, cerca de 42% dos adultos em Portugal tem HTA, mas quase 1/4 desconhece a doença e cerca de 1/4 dos hipertensos não estão a tomar medicação, contribuindo para que menos de metade dos doentes com HTA tenha a pressão arterial efetivamente controlada.

Habitualmente, a HTA não provoca sintomas (ou provoca sintomas inespecíficos que podem estar presentes em muitas outras doenças como dores de cabeça, tonturas, cansaço, etc). Assim sendo, a única maneira de detetar a HTA é verificando valores tensionais elevados, através da medição da pressão arterial, pelo que a medição regular da pressão arterial deve ser um hábito a seguir. Todos os adultos devem fazê-lo pelo menos uma vez por ano – seja em rastreios como os realizados no âmbito do Dia Mundial da HTA, seja na consulta médica e/ou de enfermagem, na farmácia, ou mesmo em casa (mediante o uso de um aparelho adequado). Os fumadores, obesos, as pessoas com diabetes ou com história de doença cardiovascular na família têm maior risco de desenvolver HTA, pelo que devem ter particular cuidado em medir regularmente a sua pressão arterial A idade também é outro fator a ter em atenção: em geral, quanto mais idosa for a pessoa, maior a probabilidade de desenvolver HTA.

A adoção de um estilo de vida saudável constitui a melhor forma de prevenir ou controlar a HTA, proporcionando, geralmente, uma descida significativa da pressão arterial: uma alimentação equilibrada – nomeadamente com redução no consumo de sal e de álcool e aumento de vegetais e fruta – acompanhada de exercício físico regular são medidas recomendadas, bem como a perda de peso (no caso dos doentes com excesso de peso ou obesidade) e a cessação tabágica total.

Quando estas medidas são insuficientes, poderá ser necessário recorrer a medicamentos anti-hipertensores (mantendo e/ou reforçando o estilo de vida saudável). No entanto, há que lembrar que os fármacos também não curam a hipertensão; só a controlam, por isso, uma vez iniciado, o tratamento medicamentoso deverá, em princípio, ser mantido prolongadamente (em princípio por toda a vida, salvo indicação em contrário do médico). Hoje em dia, existem muitos fármacos eficazes na redução da pressão arterial, competindo ao médico assistente decidir qual é (ou quais são) o(s) mais apropriado(s) para cada pessoa. Quando criteriosamente utilizada, a terapêutica permite controlar a HTA na esmagadora maioria dos casos.

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