20 Fev, 2018

Autarcas querem gerir centros de saúde e abri-los até à meia-noite

A proposta faz parte de um pacote de descentralização a entregar ao primeiro-ministro. O Presidente da Área Metropolitana do Porto diz um dos objetivos é aliviar as urgências dos hospitais

Os presidentes de Câmara que fazem parte das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto vão pedir ao governo a gestão dos centros de saúde. Esta proposta faz parte de um pacote de descentralização a apresentar esta terça-feira, em Vila Nova de Gaia, pelo líder da Área Metropolitano do Porto (AMP), Eduardo Vítor Rodrigues.

A notícia é avançada esta terça-feira pelo Jornal de Notícias. Em declarações ao JN, Eduardo Vítor Rodrigues diz que a decisão sobre os horários de funcionamento dos centros de saúde deve ser das autarquias e não do poder central. Trata-se, segundo diz, de uma proposta de “gestão municipal de valências” de especialidades como “primeiro rastreio de pediatria” ou “especialidade médico-dentária”.

A ideia, segundo o autarca socialista, é que sejam as autarquias a “gerir os horários, a manutenção, o pessoal auxiliar e administrativo e os serviços disponibilizados às populações”. Assim, seriam também os municípios a assumir os custos com o pessoal administrativo, serviços de limpeza e outros custos fixos – como a água ou a eletricidade.

O líder da AMP defende um alargamento dos horários de funcionamento até às 23h ou à meia-noite para permitir “aliviar as urgências hospitalares” e garantir um serviço de proximidade. “Queremos intervir nos horários dos centros de saúde. Estão desajustados. Quem trabalha não consegue ir fora do horário laboral”, afirma, ressalvando, no entanto, que o alargamento do horário teria de ser avaliado caso a caso.

O pacote descentralizador que será proposto inclui ainda a atribuição de enfermeiros no apoio domiciliário, no sentido de aliviar também a carga dos hospitais.

A proposta final, consensualizada com a Área Metropolitana de Lisboa, será apresentada a 27 de Março ao primeiro-ministro.

 

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