17 Jan, 2017

Atividade gripal sem influência na atividade normal cirúrgica de Coimbra

O período gripal não criou complicações nas urgências do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), que mantém toda a sua atividade normal cirúrgica e em outros setores,

O período gripal não criou complicações nas urgências do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), que mantém toda a sua atividade normal cirúrgica e em outros setores, disse hoje à agência Lusa o presidente do conselho de administração.

“Preparámo-nos atempadamente, com um plano delineado em agosto, que contempla três níveis de atuação”, explicou Martins Nunes, acrescentando que a estrutura hospitalar tem acionado o nível dois e não deverá ter necessidade de passar à fase seguinte.

A primeira fase do plano de contingência teve início a 01 de novembro com o reforço dos recursos humanos, para agilizar toda a urgência e fazer face ao acréscimo de doentes: “Tudo isto apenas é possível graças ao empenho e competência de todos os profissionais, desde médicos, enfermeiros, demais técnicos e auxiliares”, disse.

Desde há cerca de três semanas, segundo Martins Nunes, que o CHUC tem acionado o nível dois do plano, que passa por facilitar o movimento dos doentes dentro da urgência e acelerar os processos de exames, internamentos e altas.

Nesta fase, estão quatro gabinetes médicos a funcionar durante o dia e foram cativadas camas “sem prejuízo da atividade cirúrgica” para doentes com gripe, tendo no polo Hospital Geral (Covões) sido abertas 12 camas para esse efeito.

Em caso de necessidade, a administração tem também reservada uma enfermaria com 33 camas no polo Hospital da Universidade pronta a abrir imediatamente.

Para responder ao maior número de acompanhantes dos doentes, o CHUC – que atendeu entre 28 de novembro de 2016 e 15 de janeiro de 2017, nos serviços de urgência, 26.835 utentes – instalou uma nova área de espera, com o dobro da área, em frente à urgência do polo hospital universitário, para criar um parque de transição para os doentes que têm alta.

O presidente do conselho de administração confirmou o aumento substancial de doentes no último mês, mas salientou que a percentagem de doentes com pulseira azul e verde (as menos graves) é muito reduzida, o que “significa que os doentes têm sido atendidos nos centros de saúde”.

“Os doentes com pulseiras azuis e verdes estão na ordem dos 24%, o que é um número ajustado e sinal de que os centros de saúde que drenam para o hospital estão a trabalhar bem”, frisou Martins Nunes, referindo também que os tempos de espera, que são públicos, estão de acordo com a triagem de Manchester.

O CHUC criou ainda uma ‘task force’ (grupo de missão), com autonomia da administração, que monitoriza permanentemente a urgência e tem delegação de competências para alterar a organização das urgências quando entender.

“Temos vindo a conseguir, por um lado, fazer frente ao aumento do número de doentes, e, por outro, a tratá-los com rapidez, a encaminhar rapidamente aqueles que têm alta e a internar com rapidez aqueles que necessitam”, disse Martins Nunes.

O responsável do CHUC destacou, neste capítulo, “o empenho notável dos profissionais de saúde para manter o hospital com esta performance”, salientando que “houve grande rigor e capacidade de resposta”, o que permitiu diminuir tempos de espera para exames complementares de diagnóstico.

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