22 Ago, 2017

Associação pede ao Governo para abrir mais Unidades de Saúde Familiar

A Associação Nacional de Unidades de Saúde Familiar pediu hoje ao Governo que abra mais USF no país, lembrando que o número a constituir este ano deveria ter sido divulgado até ao final de janeiro

“Não entendemos a enorme resistência que tem existido no apoio à abertura de novas Unidade de Saúde Familiar”, refere a direção da associação num comunicado divulgado a propósito do décimo aniversário da publicação em Diário da República do decreto-lei que criou as USF.

Este ano, “abriram apenas quatro USF e continuamos a aguardar a publicação do despacho que estabelece o número de USF a constituir em 2017, despacho esse que deveria ter sido publicado até 31 de janeiro”, sublinha a associação.

Para a entidade, “as USF (nomeadamente as de modelo B [que têm organizações mais desenvolvidas]) têm demonstrado melhores resultados ao longo destes dez anos, com despesa pública mais baixa e com a maior satisfação dos utentes e dos profissionais”.

Por isso, sublinha, é essencial que o Governo crie “condições para se evoluir para a cobertura nacional em USF durante esta legislatura”.

No final do ano passado, existiam 479 USF em atividade, as quais abrangiam 5.894.408 utentes, o que corresponde a 55,8% dos utentes inscritos nos cuidados de saúde primários. O número de utentes sem médico de família era, nessa altura, de 769.537, tendo pela primeira vez sido abaixo de um milhão, segundo dados da Administração Central do Sistema de Saúde.

As USF foram criadas como uma forma alternativa ao habitual centro de saúde, prestando também cuidados primários de saúde, mas com autonomia de funcionamento e sujeitas a regras de financiamento próprias, baseadas também em incentivos financeiros a profissionais e à própria organização.

Em maio, os médicos de família sugeriram que o Governo passasse a criar um número mínimo de Unidades de Saúde Familiar por ano, ao invés de estabelecer um número máximo, como acontece atualmente.

LUSA/SO/SF

 

 

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