Associação de Melgaço lança nova campanha para comprar viatura de apoio a doentos oncológicos

O Centro de Apoio ao Doente Oncológico (CADO), em Melgaço vai avançar com nova angariação de fundos para comprar uma viatura de apoio a doentes oncológicos, depois da campanha de ‘crowdfunding' ter reunido apenas 9% dos 16.500 euros necessários

“Os resultados ficaram aquém do que pretendíamos. A altura não foi a melhor, por ter coincidido com o período de férias. Vamos agora tentar saber, junto da plataforma, da possibilidade de lançarmos uma segunda campanha, senão teremos que encontrar outra forma para angariar o dinheiro necessário para comprar a viatura”, afirmou à Lusa, a fundadora da instituição, Catarina Malheiro.

A responsável explicou tratar-se de um meio de transporte “essencial” para dar uma resposta “mais eficaz” às necessidades da população “mais envelhecida e isolada” do concelho.

“Nesta altura estamos a dar apoio de transporte, através dos bombeiros, a dez doentes oncológicos que estão a receber tratamento. Por semana são, em média, duas a três viagens. Se for para o hospital de Viana do Castelo o custo é de 60 euros, se for para o Porto, são 100 euros. Nos meses de maio e junho foi muito complicado”, afirmou, referindo-se aos custos que a instituição tem que suportar pelo pagamento daquele serviço.

A campanha de ‘crowdfunding’, lançada em junho e concluída na sexta-feira, às 18:00, reuniu 1.640 euros, 9% dos 16.500 euros necessários para a aquisição da viatura.

O CADO foi constituído em abril de 2016 por um grupo de nove jovens ligados à área.

Na altura do lançamento da campanha de angariação de fundos, a associação justificou a necessidade daquele veículo com o facto dos voluntários do CADO “utilizarem o seu próprio veículo para transporte dos doentes às consultas e tratamentos no Instituto Português de Oncologia (IPO”.

“Os problemas logísticos de transporte destas pessoas são consideráveis”, frisou a associação, acrescentando que os doentes oncológicos que acompanha, “muitas vezes não têm ninguém para os ajudar nesta batalha”.

E acrescentou: “outros têm de sair de casa às 07:00 horas e voltar, após uma sessão de quimioterapia – debilitados – do Porto, em autocarros. Não queremos estas situações. Queremos dar uma resposta eficaz e eficiente ao nosso país, criar qualidade de vida a estas pessoas”.

A associação tem como missão “apoiar os doentes oncológicos, seus cuidadores e familiares, informar e divulgar a doença, tendo como finalidade a explicação das suas causas e efeitos, promovendo, por outro lado, a saúde e proteger a doença, assegurar o apoio ao nível das questões socioeconómicas e jurídicas”.

Outros dos objetivos passam por “prestar cuidados a nível da reabilitação física e promover atividades de lazer e desportivas, promover a integração social dos doentes oncológicos na sociedade e proporcionar acesso fácil, a baixo custo e até gratuito em determinados produtos essenciais para o bem-estar físico e psicológico do doente”.

Facilitar “o acesso do doente oncológico a apoios técnicos e financeiros, promovendo ações de sensibilização junto da comunidade através da colaboração com entidades de âmbito regional, nacional e internacional”, é outro dos propósitos desta associação.

LUSA/SO/SF

Gedeon Richter

 

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