13 Jan, 2017

Apoio à fixação de médicos no Interior não se limita a mais dinheiro

“Não queremos circunscrever os incentivos a mais dinheiro e sim alargá-los também às questões da formação, da valorização profissional e da família”, Manuel Delgado, Secretário de Estado da Saúde

O secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, garante que as medidas para a fixação de médicos no Interior do país não se restringem à majoração dos ordenados e que abarcam outras questões como a formação e valorização profissional.

“Não queremos circunscrever os incentivos a mais dinheiro e sim alargá-los também às questões da formação, da valorização profissional e da família”, disse.

Manuel Delgado falava na Covilhã, distrito de Castelo Branco, à margem da inauguração da Unidade de Farmacovigilância que ficará instalada na Universidade da Beira Interior e que pretende contribuir para aumentar a segurança na utilização de medicamentos, dando resposta aos distritos de Castelo Branco, Guarda e Viseu.

Questionado pela agência Lusa sobre a carência de médicos no Interior, o governante garantiu que a tutela está empenhada em dar resposta a este problema e sublinhou que as medidas vão muito além da mera questão de um aumento no ordenado.

Manuel Delgado lembrou que o decreto-lei aprovado no último ano para a fixação dos médicos no Interior “engloba incentivos de instalação, incentivos de apoio à família (mulher e filhos), bem como incentivos remuneratórios e de formação”.

“Podermos pagar um pouco mais àqueles que se deslocam para aquilo que nós vamos considerar que são as zonas carenciadas do país e [termos] também incentivos de formação dando mais tempo para que esses médicos possam deslocar-se, por exemplo, para hospitais centrais para fazer formação”, especificou.

O governante vincou a importância destes incentivos à formação, uma vez que, considerou, o problema do Interior, muitas vezes, prende-se com o facto de os médicos pensarem que vão trabalhar sozinhos ou com poucos profissionais da mesma área, perdendo assim contacto direto com o que são os avanços científicos e tecnológicos na saúde”.

“Queremos que os médicos do Interior também sejam médicos que mantenham o nível de contacto com os melhores centros académicos e de formação e de prestação de cuidados nacionais e Internacionais”, garantiu.

Já no que concerne à eventual instalação da Unidade de Medicina Nuclear no Fundão e da Unidade de Hemodinâmica na Covilhã, duas reivindicações antigas da região, o governante explicou que “ainda não há decisões fechadas” sobre essas matérias.

LUSA/SO

 

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