4 Out, 2017

Administradores hospitalares criam barómetro de internamentos sociais

A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares procuram soluções para doentes com alta clínica e sem apoio.

O prolongamento dos episódios de internamento hospitalar para além do período clinicamente necessário conduz a complicações evitáveis para o doente, aumentado o risco de infeções nosocomiais, de malnutrição, de depressão, de quedas e de agravamento dos estados de dependência. Mais, o seu impacto na ocupação de camas hospitalares passa a ter impacto nos tempos de espera para internamentos eletivos (incluindo cirurgias) e no congestionamento dos serviços de urgência, com degradação dos cuidados de saúde ao doente.

O prolongamento dos internamentos é um problema muito complexo. Ao longo do tempo, a incapacidade das famílias e falta de respostas na comunidade têm sido apontadas como as principais razões para a inadequação do período de internamento. Geralmente, estes internamentos são caraterizados coloquialmente como sociais.

Apesar da relevância do problema, não existem dados quantitativos nacionais sobre o fenómeno de internamentos sociais que permitam atuar sobre o problema.

A fim de estudar e dar relevo a esta problemática, mas também para fomentar ações conjuntas que minimizem este impacto, a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) criou o Barómetro de Internamentos Sociais como um instrumento para a medição periódica deste fenómeno. O Barómetro tem o apoio do Ministério da Saúde e o suporte da EY. A primeira iteração do barómetro ocorreu com sucesso no dia 2 de outubro envolvendo 88% dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A apresentação dos resultados finais será feita por Alexandre Lourenço, Presidente da APAH e terá lugar no dia 21 de outubro, aquando da realização da 3ª Conferência de Valor, em Évora.

Segundo Alexandre Lourenço, “É nosso objetivo fazer o levantamento de dados, reais, e criar as condições para que os diferentes setores encontrem, em conjunto, uma solução para o problema, com vista à melhor qualidade de cuidados prestados da forma mais eficiente para o Estado.”

Comunicado/SO

 

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